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2019: Ronaldo Caiado termina ano bem melhor do que começou

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Se fosse possível fazer um corte entre janeiro/fevereiro e novembro/dezembro, retirando assim todos os demais meses do ano, o resultado seria impressionante. Nos dois primeiros, o governador Ronaldo Caiado enfrentou crises seriíssimas em praticamente todas as frentes. O relacionamento com os servidores públicos por ter feito a opção de pagar os salários referentes aos meses trabalhados em sua administração iniciada em janeiro e anunciar o parcelamento dos atrasados herdados do governo anterior, detonou um mal estar generalizado. Além disso, a falta de recursos financeiros contagiou áreas como a Agetop – rebatizada como Goinfra -, os serviços do Vapt-Vupt, e demais áreas bastante sensíveis no dia a dia da população. Tudo isso com a cereja do bolo em matéria de crise, com a anunciada revisão geral nos fartos incentivos fiscais concedidos às empresas.

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Pula-se o calendário e o cenário que se vê é completamente outro. O governo como um todo está muito mais amadurecido e joga muito duro quando entende ser necessário, mas ameniza o ambiente ao perceber que pode fazer isso. Vide a relação com a Assembleia Legislativa. Em fevereiro, ao tentar empurrar goela abaixo sua preferência pessoal e política na escolha da Presidência da Casa, recebeu como resposta uma inédita rebeldia ampla, geral e irrestrita: uma derrota acachapante. Seu candidato, o ótimo deputado Álvaro Guimarães, não teve condições de manter sua candidatura até o final. Agora, termina o ano com uma apertada, mas aparentemente consistente base de sustentação política, que lhe permitiu aprovação de matérias complicadas – embora necessárias – como a polêmica reforma da previdência estadual.

Caiado tem muito a comemorar neste 1º ano de mandato. Fechou o ano quitando antecipadamente os salários e 13º do mês em curso, completando assim nada menos que 14 folhas e meia em 12 meses – algo que só aconteceu no início deste século, quando os salários dos servidores passaram a ser quitados dentro do mês.

As perspectivas para 2020 são bem melhores agora do que aquelas que se poderia ter no início tumultuado de 2019. Parte desse otimismo deve-se, sem qualquer dúvida, à Brasília, que teve parte da casa arrumada, especialmente na economia – o que aponta para a possibilidade real de retorno de crescimento econômico. Goiás tem muito a lucrar com isso já que é um Estado que sempre cresceu acima das médias nacionais desde o início da década de 1980, no 1º governo de Iris Rezende, pioneiro na implantação de uma sólida política de crescimento e desenvolvimento industrial.

Há, obviamente, desafios imensos pela frente. A Saneago, alvo de constantes suspeições, precisa navegar em águas confiáveis para valorizar o IPO que pretende realizar, num total de 49% de suas ações. Por outro lado, a Enel tem que ser pressionada para melhorar a prestação de serviços. Campo absurdamente minado este já que a concessão é federal, e não estadual. A malha rodoviária ainda não está recuperada, ao contrário. A Saúde também não deslanchou, e houve piora em muitos dos serviços oferecidos. De qualquer forma, a maturidade do governo como um todo, salvo exceções, mostra que é possível iniciar bem 2020 e terminar melhor ainda. Então, que venha um feliz ano novo.