Marco Aurélio Mello 0101

Seis ministros do Supremo decidem mandar processos de corrupção que tenham ligação com caixa 2 para a Justiça Eleitoral

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O Supremo Tribunal Federal concluiu ontem o entendimento sobre qual deve ser a corte apropriada para julgamento de casos de corrupção e lavagem de dinheiro que tenham algum grau de ligação com caixa 2 eleitoral. Seis ministros – Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Ivan Lewandowski, Alexandre Morais, Dias Toffoli e Celso de Mello – entendem que esses casos devem ser julgados pela Justiça Eleitoral, e não pela Justiça comum seja ela estadual ou federal. O efeito dessa decisão sobre o trabalho da Operação Lava Jato é direto.

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No final da sessão, o próprio ministro Marco Aurélio Mello explicou que sentenças condenatórias proferidas pela Justiça Federal, no Paraná, podem ser questionadas e revistas se pelo menos uma parte do dinheiro surrupiado da população brasileira foi usada nas campanhas eleitorais em forma de caixa 2.

Para o procurador de justiça Deltan Dallagnol, que lidera a equipe do ministério público federal da operação Lava Jato, a decisão do Supremo fecha uma janela no combate à corrupção.