Todos os posts de Afonso Lopes

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Alta qualificação pessoal é a tônica principal dos primeiros secretários anunciados por Ronaldo Caiado

Por mais de dois meses desde a eleição do senador Ronaldo Caiado, no 1º turno, houve intensa especulação sobre os futuros secretários de Estado. Valeu a pena esperar. Nesta terça-feira, 11, em entrevista coletiva, o próximo governador apresentou os primeiros titulares de seu time. E que timaço. Provavelmente, há muitos governos não se via um secretariado com tamanha qualificação curricular.

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Começa com a Secretaria da Fazenda, que ficará com a economista Cristiane Schmidt, ligada à escola da Fundação Getúlio Vargas. Ela segue a mesma orientação de rigor fiscal como saída para crises financeiras do futuro ministro Paulo Guedes.

Para cuidar da complicada segurança dos cidadãos, Caiado buscou um delegado aposentado da polícia federal, instituição que está entre as mais creditadas pela população brasileira. Rodney Rocha, que já foi secretário de Segurança no Espírito Santo, carrega também a versatilidade política. Ele foi prefeito de Vila Velha, além de secretário de Desenvolvimento Social em Pernambuco.

A lista segue sem destoar o perfil altamente qualificado. Repita-se: observado do ponto de vista curricular. Em outras palavras, um secretariado que escapou do viés essencialmente político.

A equipe não está completa, e ainda existem áreas de interesse eminentemente político. E é nesses setores do 1º escalão que Ronaldo Caiado pretende consolidar a governabilidade. O próprio governador falou a esse respeito durante a apresentação do seu selecionado técnico. Não existe administração pública sem oxigênio político.

O silêncio só amplia suspeições: pedágio?

Merval Pereira: Explicação dos 24 mil para 1ª dama é plausível, mas o restante da história, não.

O comentarista Merval Pereira, do sistema Globo, disse em sua coluna que a explicação dada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para o repasse de 24 mil reais para a 1ª dama Michele pelo ex-assessor de Flávio Bolsonaro é plausível. Merval se baseia numa rotina cotidiana, em que é bastante comum chefes emprestarem dinheiro para funcionários e receber depois em parcelas.

O silêncio só amplia suspeições: pedágio?

O silêncio só amplia suspeições: pedágio?

O problema, portanto, não é o tal cheque com Michele Bolsonaro, mas o restante da história. O ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro recebeu repasses de funcionários do gabinete, e em grande monta de sua filha e de sua mulher, também servidoras, e realizou saques sistemáticos em dinheiro, totalizando cerca de 1 milhão e 200 mil reais no período de 1 ano. A renda dele é de 23 mil reais mensais somando salário de servidor da Alerj e soldo na Polícia Militar. Hoje, uma foto publicada em O Globo revela que a casa onde o ex-motorista de Flávio Bolsonaro mora e que fez a tal movimentação acima de 1 milhão de reais é bastante modesta.

Merval conclui, com enorme propriedade, que a suspeita – que deve ser apurada, sem dúvida – e de cobrança de espécie de “pedágio” de servidores do gabinete em benefício de alguém do patamar acima.

Rússia manda aviões de guerra para Venezuela. Deveria mandar aviões com comida

O presidente da Rússia, Vladmir Putin, mandou dois bombardeios para a Venezuela. Os dois países vão realizar exercícios militares na região. Não se trata de mera insanidade. É somente mais uma disputazinha idiota entre Putin e seu colega-rival-parceiro(?) americano Donald Trump.

Trump e Putin

Nicolás Maduro adora esse tipo de situação. Se não fosse por isso, talvez pedisse a Putin que mandasse para a Venezuela não aviões de guerra, mas aeronaves lotadas de comida. É isso que os venezuelanos mais querem.

O silêncio pode matar a imagem positiva do futuro presidente

Silêncio do ex-motorista de Flávio Bolsonaro consolida imagem de que há alguma coisa errada. Muito errada

Deputado estadual e senador eleito do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro na única versão que apresentou sobre o caso de seu ex-motorista – flagrado pelo Coaf ao movimentar cerca de 1 milhão e 200 mil reais, volume considerado atípico diante de rendimento mensal de 23 mil reais (salário na Alerj somado ao soldo da polícia militar) – disse que ouviu do seu ex-assessor uma história convincente. Flávio não quis explicar que história foi essa que teria ouvido.

O silêncio pode matar a imagem positiva do futuro presidente

O silêncio pode matar a imagem pública positiva do futuro presidente

Se Flávio não revelou o que ouviu, o ex-motorista também está calado. Politicamente, é um desastre deixar uma situação como essa sem respostas, convincentes ou não. O silêncio consolida a imagem pública de que há alguma coisa muito errada nessa história. O status quo da futura Presidência de Jair Bolsonaro está seriamente ameaçado.

Caso que envolve Flávio Bolsonaro: Motorista deve explicações, mas o Coaf também

Há inúmeros pontos que despertam curiosidade, pra dizer o mínimo, no caso do ex-motorista/assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.O primeiro deles, obviamente, é a montanha de grana que passou pelas mãos dele. Outro aspecto é a atuação do Coaf nesse caso. Como um órgão que não percebeu a movimentação de bilhões de reais que azeitou uma das máquinas administrativas mais corruptas do planeta durante mais de uma década de repente revela que está de olho até em repasses de pequena monta entre brasileiros e brasileiras.

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O caso do tal motorista é bastante complicado. Com saldo da PM mais o salário pago pela Alerj, ele recebia mensalmente cerca de 23 mil reais. É um rendimento elevado, mas perfeitamente explicável dentro da realidade paralela do serviço público brasileiro. Mas mesmo com um salário desses, não é usual de forma alguma o sujeito transacionar cerca de 1 milhão e 200 mil reais no espaço de um ano.

Acrescente-se a esse fato outra informação do agora atento Coaf. Alguns funcionários do gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro entregavam mensalmente ao motorista e principal assessor de Flávio uma parcela dos próprios salários.

Esses dois fatos podem ser explicados? É possível que sim, embora fujam do trivial. E até que se explique, fica no ar uma dúvida demolidora: o modus operandi desse caso é idêntico a dezenas de outros denunciados e comprovados em Assembleias e Câmaras Municipais em todo o país de titulares de mandato que abocanham parte dos salários daqueles assessores que ele próprio nomeia.

Por fim, o Coaf deve, sem nenhuma dúvida, explicar sua vigilância nesse rolo todo. Como, repita-se, um órgão de fiscalização de movimentações financeiras não denunciou saques milionários do esquema de corrupção no país e agora revela que bisbilhota pequenas transações. A dúvida que fica é se a denúncia atende objetivo republicano que não existiu antes ou se é mera malandragem com evidentes interesses político-partidários.

Que se expliquem todos.

Romário Policarpo

Conexão: Prefeito perde comando da Presidência da Câmara, mas Goiânia ganhou

Se do lado externo a disputa pela Presidência da Câmara Municipal de Goiânia foi um mar de rosas, inclusive pelos resultados dos eleitos – com boa vantagem -, nos bastidores as coisas foram bastante tensas. Ao ponto de o grupo vencedor passar a noite anterior ao dia da eleição hospedada fora do território da capital. Foi uma medida extrema com o objetivo de evitar alguma interferência política de última hora, o que poderia criar uma turbulência quanto à coesão do grupamento.

O prefeito Iris Rezende anunciou alguns dias antes da eleição da nova mesa diretora da Câmara que não iria interferir no processo. Ele próprio talvez realmente não tenha atuado abertamente, mas a mais alta cúpula de seu governo, sim, fez tudo o que poderia fazer para e pela reeleição do presidente Andrey Azeredo, que teve uma atuação avaliada  como muito importante para dar estabilidade, ainda que mínima, para a administração municipal.

O presidente eleito, Romário Policarpo,  é guarda civil metropolitano. Candidatou-se a vereador em 2012 e ficou na suplência. Em 2016, novamente candidato, venceu. Ele jamais foi um furacão de mídia ou orador destacado e polêmico em plenário. Seu estilo político é refinado, sutil e que procura agregar. Não é governista empedernido e nem oposicionista. Anda bem nas duas correntes e geralmente se posiciona na defesa do funcionalismo público.

Romário Policarpo

Para se tornar unanimidade dentro de um grupo com 24 vereadores, deve-se concluir que ele conseguiu somar um pouco mais que os demais pretendentes. A chapa completa foi eleita – e sempre com 24 votos contra 11 (uma só exceção, com 23 votos), o que revela a consistência com que o grupo de Policarpo estabeleceu.

O prefeito Iris Rezende – ou seus assessores mais próximos, vá lá – não conseguiu a reeleição de Andrey Azeredo. No último momento, Andrey deixou a vaga aberta para Paulinho Graus. A dificuldade de Andrey não significa despreparo. Talvez o maior problema dele tenha sido o de garantir, como já se falou, um mínimo de estabilidade nos dois primeiros anos do governo atual. Isso, obviamente, gera desgastes.

Pode-se concluir portanto que o prefeito perdeu, sim, o controle que tinha sobre a Presidência da Câmara Municipal. Na sexta-feira, 7, Romário deixou claro que não se deve concluir, com a eleição dele e a derrota de Iris, que a Câmara será oposicionista. Com bastante sapiência, o novo presidente resumiu a relação futura. Ele disse que a Câmara e os vereadores querem discutir Goiânia com o prefeito. Sem alinhamento automático nem contra e nem a favor. Se isso for realmente colocado em prática, Iris perdeu, mas a cidade e seus cidadãos e cidadãs só tem a ganhar.

Jóias, dinheiro e veículos de luxo foram apreendidos pelos federais durante operação Confraria

Site do jornal O Popular publicou registros fotográficos feitos por agentes da Federal nos endereços dos envolvidos, Jayme Rincón e Júlio Vaz, atual presidente da Codego, Companhia de Desenvolvimento de Goiás. Além dos dois, também foi preso Márcio Gomes Rocha, gerente geral da estatal.

Conforme a federal, foram encontrados e apreendidos carros e moto de luxo, casas, além de jóias e 120 mil reais em dinheiro, totalizando – conforme cálculo dos policiais, cerca de 10 milhões de reais.

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As fotos aqui publicada foram printadas de O Popular online. Se quiser ver todos os registros feitos pelos policiais federais. Clique aqui para ver todas as fotos de O Popular online

Jayme Rincón, ex-presidente da Agetop

Jayme Rincón e Júlio Vaz são presos em nova operação da polícia federal

O ex-presidente da Agetop, Jayme Rincón, e o atual presidente da Codego, Júlio Vaz, foram presos na manhã desta quinta-feira em nova operação da polícia federal. De acordo com informações oficiais, a operação Confraria é um desdobramento da operação Cash Delivery, que levou à prisão, entre outros, Rincón e o ex-governador Marconi Perillo. A polícia diz que o nome da nova operação é uma menção ao fato de que os envolvidos mantinham frequentes reuniões para planejar atividades ilícitas.

Jayme Rincón, ex-presidente da Agetop

Jayme Rincón, ex-presidente da Agetop

As prisões são temporárias, e foram expedidas pela 11ª Vara da Justiça Federal em Goiânia. Além de Rincón e Júlio Vaz, Márcio Gomes Borges e sua mulher Meire Cristina Rodrigues Borges também foram detidos. Os federais cumprem mandados de busca e apreensão em Goiânia, Caldas Novas, Aruanã, Brasília e Búzios, no litoral do Rio de Janeiro, local onde Rincón manteria casa de veraneio.

Romário Policarpo, Pros

Rebeldes derrotam base fiel ao prefeito Iris Rezende na eleição da Câmara: 24 a 11

O vereador Romário Policarpo, do Pros, será o presidente da Câmara Municipal de Goiânia nos próximos 2 anos. A chapa que ele liderou venceu de ponta a ponta, com 24 votos contra 11. Romário foi um dos principais articuladores do grupo que se rebelou contra a influência do prefeito Iris Rezende na Câmara.

Romário Policarpo, Pros

Romário Policarpo, Pros

A derrota dos governistas foi vexatória. No último momento, o atual presidente Andrey Azeredo retirou sua candidatura à reeleição em favor de Paulinho Graus. Não fez qualquer diferença. O grupo rebelde, que somava 24 vereadores, votou em peso nos candidatos da sua chapa.

De acordo com avaliações de jornalistas que acompanham o dia a dia da Câmara Municipal, Romário Policarpo é um bom articulador interno, discreto e sem pendores de radicalização, mas a vitória dos rebeldes indica que as relações do prefeito com a Câmara, que nunca foi boa, deve continuar problemática.

Caiado retorna, mas suspense sobre seu Secretariado continua

É pra abalar de vez as pulsações dos aliados. O governador eleito Ronaldo Caiado ainda não anunciou seu Secretariado. Prometia fazer isso este mês. Na última semana, foi para Londres, onde participou de um intensivação sobre administração pública. Havia a esperança de que o retorno dele abriria o sonhado, por seus aliados, período de conversações e negociações políticas. Caiado desembarcou, e embarcou novamente, agora para Brasília.

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Há algum problema do ponto de vista do desempenho do futuro governo diante da falta de informações a respeito da composição do Secretariado? Não, nenhum. O problema aqui é do ponto de vista político. Sem serem chamados, e sem informações a respeito, os aliados do governador eleito começam a ser incomodados por seus próprios seguidores, que desconfiam da falta de prestígio político deles junto ao eleito. O caldo está entornando, e não é mais possível adiar essa questão.