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A candidatura que está virando suco

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O ex-prefeito de Senador Canedo e candidato derrotado ao governo do estado em 2010, Vanderlan Cardoso ainda se mantém disposto a enfrentar as urnas novamente este ano. Mas seu nome está gradativamente sumindo do noticiário político. Claro que isso também é provocado pela disputa interna no PMDB e pelo ousado lance do PT de lançar nome próprio. Também, mas não é só por isso.

Vanderlan em 2010 era o candidato oficial do Palácio das Esmeraldas, e foi para a campanha com uma boa aliança partidária. Desta vez, está sozinho. Literalmente. Fora seu PSB, que ainda tem setores favoráveis à candidatura de Jr Friboi, Vanderlan não consegue avançar. Não tem chapa consistente nem para deputado federal e nem para deputado estadual. Candidato a vice? Necas. Ao Senado? Nem pensar.

Se não encontrar uma saída para essa sinuca do crescimento e ainda assim mantiver a candidatura ao governo vai pilotar como candidato nanico. Diante disso, é possível que algumas conspirações retornem ao tabuleiro político estadual.

Vanderlan, ao menos aparentemente, não tem espaço para crescer entre gigantes como o PT de Antônio Gomide, que agrega alguns partidos ditos à esquerda e frequentadores da aliança governista federal, e o PMDB, que balança entre a grana preta anunciada de Jr Friboi e o apelo emocional de Iris Rezende. A esperança dele era faturar a partir de recall das eleições de 2010 e assim abrir caminho para avançar. Só funcionou a primeira parte do plano.

Hoje, a candidatura de Vanderlan é uma grande micada. Pode até ser que ele consiga herdar alguma coisa magoada nas disputas dos demais oposicionistas, mas ainda assim será muito pouco. Sem tempo para a campanha eletrônica, no rádio e na TV, sem chapa de deputados federais e deputados estaduais, sem candidato a vice-governador e sem candidato ao Senado, pode não restar alternativa se não a mesa de negociações.

E para onde ele iria com seu pequeno exército? Teoricamente, para uma das candidaturas oposicionistas. O PT não tem chances em função da disputa presidencial (com Dilma Roussef e Eduardo Campos, presidente do PSB). Restaria, então, PMDB e PSDB.

PSDB? Mas o partido não tem o mesmo problema nacional do PT, com a candidatura de Aécio Neves? Tem e não tem. Em todo o Brasil, e a partir de ambos, Aécio e Eduardo, PSDB e PSB andaram fechando vários acordos. Um estado a mais ou a menos…

O PMDB também poderá trabalhar para conquistar Vanderlan caso ele entenda que sua candidatura não irá tão longe quanto ele esperava. Principalmente porque, conforme alguns de seus poucos aliados, o empresário de Senador Canedo estaria de olho na Prefeitura de Goiânia. Se PT e PMDB caminharem separados agora em 2014, o trunfo peemedebista seria a possibilidade de apoio a Vanderlan em 2016, na sucessão do prefeito Paulo Garcia. Mas ele acreditaria numa promessa política futura sem papel passado principalmente depois de ter frequentado o PMDB e sair do partido reclamando barbaridade de suas lideranças?

limonada suica

Em resumo, com a sua candidatura virando cada vez mais um suco amargo, Vanderlan ainda tem chances de adoçar a limonada.

Candidatos à presidência não influenciam votação de governador

Pelo menos em Goiás, as candidaturas nacionais não conseguem transferir votos para os candidatos a governador
Afonso Lopes
É voz corrente que bons e competitivos candidatos ao governo do Estado precisam de presidenciáveis consistentes do ponto de vista eleitoral para fechar “dobradinha”. Historicamente, no entanto, esse desempenho casado obtém resultados divorciados. Os candidatos à Presidência não conseguem empurrar a votação dos candidatos ao governo. O contrário é verdadeiro: boas votações para o governo reforçam votações de aliados que disputam a Presidência.
Esse erro de interpretação é mais comum do que se imagina. No final do ano, por exemplo, o ex-prefeito de Senador Canedo e pré-candidato ao governo do Estado, Vanderlan Cardoso, fez várias declarações sobre as perspectivas que ele tem do próprio desempenho em função da confirmação do nome do ex-governador pernambucano, Eduardo Campos, na disputa presidencial pelo PSB, seu partido. Cada eleição tem suas particularidades, mas até hoje, em Goiás, não se associou o desempenho de candidato de lá com performance de candidato daqui.
O exemplo mais sintomático dessa dissociação de candidaturas nacionais com domésticas é a eleição de 2002. No Brasil, resultado de uma incrível onda vermelha, Luiz Inácio Lula da Silva derrotou José Serra (PSDB). Em Goiás, o companheiro de Lula na disputa pelo governo estadual, a petista Marina Santana, recebeu apenas 15% dos votos válidos. A vitória foi de Marconi Perillo, do mesmo PSDB de Serra. E tem mais: se a onda Lula não levou Marina a surfar na eleição doméstica, Marconi foi reeleito naquele ano já no primeiro turno.
Mesmo que se olhe para outras eleições, o resultado sempre escancara a dissociação no desempenho dos candidatos a presidente e a governador. Em 1998, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi reeleito no primeiro turno com avassaladores 66% dos votos dos goianos. O segundo colocado, Lula, teve somente 20%. Na disputa estadual, Marconi Perillo e Iris Rezende fecharam o primeiro turno praticamente empatados, com ligeira vantagem para o tucano.
O inverso é verdadeiro, vez ou outra: o bom desempenho do candidato local empurra votos para o candidato a presidente. Foi o que aconteceu de forma bastante clara nas eleições de 2006. De um lado, e do alto de uma estupenda popularidade, que resultou numa eleição para o Senado com nada menos que 76% dos votos, Marconi Perillo sobrou para “eleger” o candidato ao governo, Alcides Rodrigues, e fez de Geraldo Alckmin vitorioso contra o reeleito Lula.
Pulando o Rio Paranaíba, em Minas Gerais, Estado cuja população tem muitas semelhanças e particularidades sociológicas com os goianos da região central, também se observa o distanciamento do eleitorado em relação às disputas estaduais e nacionais. Em 2010, quando Dilma Roussef foi eleita, acusou-se o PSDB mineiro de cruzar os braços e deixar a candidatura de José Serra naufragar. Se houve corpo mole ou não, é problema interno dos tucanos de lá, mas a verdade é que o ex-governador Aécio Neves foi eleito para o Senado e ainda ajudou a emplacar Antônio Anastasia no governo estadual. Serra apanhou feio de Dilma.
Cenário atual
Isso significa que Vanderlan Cardoso deve esquecer qualquer possibilidade de receber influência eleitoral do presidenciável Eduardo Campos na sua campanha pelo governo do Estado? Sim, e não. Historicamente, não há como se animar com a perspectiva. Não só pelas razões acima, mas também pela situação atual do pernambucano, que se arrasta na terceira posição nas pesquisas eleitorais. A única esperança de Vanderlan é que ocorra este ano algo atípico, com possível transferência de prestígio do candidato nacional para o candidato local. Pode acontecer, mas se acontecer vai entrar para a história.
O mesmo vale para Antônio Gomide, do PT da presidente Dilma, que vai buscar a reeleição. Se Lula que era o Lula, em 2010, no auge de sua popularidade, não conseguiu empurrar Iris Rezende pra cima de Marconi Perillo na disputa goiana, não será Dilma que vai conseguir carregar Gomide. Talvez o contrário seja mais fácil, caso o anapolino consiga deslanchar o suficiente na campanha estadual para sobrar um pouco de prestígio eleitoral dele para a reeleição de Dilma.
Igualmente Marconi não dependerá de Aécio, mas Aécio terá que torcer para que seu colega tucano consiga votação suficiente para que ele próprio receba uma carga hereditária nas urnas de Goiás. Mesma situação de Iris ou Friboi, pelo PMDB, que não vão contar com nada de origem nacional a não ser uma pequena confusão que poderá ser gerada na cabeça do eleitor com a confirmação de candidatura própria do PT ao governo estadual: haverá palanque duplo para Dilma ou palanque dissidente do PMDB? É algo que terá que ser resolvido de agora até a campanha.

Conexões: Jornal Opção

Governo sem plano B, oposição com planos de sobra
Enquanto a base aliada estadual não trabalha alternativa à reeleição de Marconi, os oposicionistas ainda não sabem como vão enfrentar a eleição
Se a campanha eleitoral tivesse que começar amanhã, a base aliada já poderia começar a trabalhar em período integral pela reeleição do governador Marconi Perillo. Desde sempre, os aliados palacianos não alimentaram projetos alternativos a esse. Mesmo nos períodos em que o governador se dizia propenso a não disputar o governo mais uma vez este ano. A estratégia governista sempre foi a da reeleição.
Já as oposições continuam sem estabelecer uma linha de ação. Não há unanimidade suficiente para estabelecer um formato eleitoral para enfrentar o adversário governista. Nesse sentido, a oposição é uma verdadeira torre de babel.
 E olha que não existe plano estabelecido nem dentro dos partidos que fazem oposição ao governo. No PMDB, por exemplo, Iris Rezende, que se lançou pré-candidato na sexta-feira, 4, sonha com união total dos oposicionistas, juntando ele próprio, o PT de Antônio Go­mide e Paulo Garcia e Van­der­lan Cardoso, do PSB, num chapão. Já Júnior Friboi, adversário de Iris dentro do PMDB, acha que é melhor disputar a eleição com tempo de murici, “cada um cuidando de si”.
Até o PT, que parecia concordar com a tese de somar forças pelo menos com a candidatura de Iris, desistiu da empreitada porque não surgiu nenhuma luz na disputa interna peemedebista. Também na sexta-feira, 4, os petistas resolveram bancar a candidatura do prefeito Antônio Gomide, de Anápolis. Provavel­men­te, venceu a tese de que a can­didatura de Iris, embora lançada, não está garantida, e o partido não quis correr o risco de abandonar seu melhor projeto atualmente, que é Gomide, e ter que lançar qualquer nome depois para não ter que se abraçar a Friboi no final.
Já o ex-prefeito Vanderlan Cardoso, de Senador Canedo, segue sua sina de aparente isolamento. Amarrou-se à candidatura presidencial de Eduardo Campos, pelo PSB, e não conseguiu avançar um milímetro sequer, nem mesmo na desconfiança dos demais parceiros de oposição de que ele ainda poderá recuar de sua intenção de concorrer ao governo do Estado (ele estreou em 2010 e ficou em terceiro lugar, mesmo com apoio oficial do Palácio das Esmeraldas, leia-se governo de Alcides Rodrigues). E assim vai a nave oposicionista, sem eira, nem beira, com muitos nomes, inúmeros planos e nenhuma estratégia definida ou, pelo menos, esboçada.
Ao olhar para esse quadro geral, não é difícil concluir que os projeto e sonho oposicionista de desalojar Marconi e seu grupo do poder tem tudo para dar para trás mais uma vez. Enquanto os governistas estão unidos em torno da reeleição, a oposição nem sabe ainda quem realmente vai chegar às urnas. Mas quem disse que a Lei de Murphy é lei eleitoral? Algumas vezes, embora isso não seja a regra, tudo que parece estar errado acaba dando certo. Mas é claro que eleição sem estratégia bem definida e intensamente trabalhada é aventura.
A coisa vai indo tão na base do improviso no campo oposicionista que as últimas horas do final do prazo de desincompatibilização ferveram. De um lado, embora não tivesse que cumprir prazo algum, Iris Rezende finalmente se declarou pré-candidato ao governo. Uma semana antes, disse que iria cuidar da sua vida se o PT resolvesse lançar nome próprio, rompendo assim a aliança com o PMDB que ele, Iris, construiu nas eleições municipais de 2008.
Foi o suficiente para surgirem especulações sobre a situação do agora ex-prefeito An­tônio Gomide, de Anápolis, que tinha tudo preparado para renunciar ao mandato apenas cinco horas após o anúncio feito por Iris. Uma reviravolta e tanto em muito pouco tempo: de candidato único no PMDB, Júnior Friboi, que não é bem visto pelo PT, perdeu essa condição, enquanto Iris desdisse que o que tinha dito e jogou dúvidas sobre a próxima movimentação do aliado, que agora é ex, Antônio Gomide. A rotação de alternativas da oposição já pode ser medida por minuto, um RPM político-eleitoral. O que não é agora, pode ser logo depois ou ficar na dúvida se ainda será.
Quais vão ser os próximos lances da sucessão é impossível antecipar. A única candidatura que não permite recuo porque significa entregar a disputa por WO é a de Marconi Perillo. Na oposição, tudo é possível. A base aliada estadual tem somente uma dúvida, e ela está no restante da chapa. O DEM de Ronaldo Caia­do o quer como candidato ao Senado, e o partido é da base. Até aqui, a chapa está fechada, com José Eliton, PP, na vice, e Vilmar Rocha, do PSD, para o Senado. Então, o grupo que está no poder terá que equacionar essa questão. É só o que falta.

O que muda com a volta de Iris ao processo eleitoral

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Iris Rezende chegou a falar que não seria mais candidato ao governo de Goiás se o PT lançasse candidato próprio, no caso o prefeito de Antônio Gomide, de Anápolis. Antes, disse que não iria disputar convenção contra Jr Friboi. Pois Gomide (ou pelo menos é isso o que dizem os assessores e o irmão dele, deputado federal Rubens Otoni) continua a preparação para deixar a Prefeitura no final da tarde de hoje, e Friboi (via assessores ou meros torcedores) garante que tem fôlego para brigar pela candidatura ao governo até na convenção, se for o caso. E, então, Iris anuncia que está no jogo. Esqueça-se tudo o que foi dito antes. Vale a última versão, anunciada agora a pouco no escritório de Iris, na avenida T-9, em Goiânia.

E agora? Por partes.

A primeira delas é saber se o simples anúncio de Iris vai fazer com que Gomide repense sua renúncia. Ou se ele manterá o que está programado para ver o que poderá acontecer depois. De qualquer forma, o anúncio de Iris ampliou o foco e as tensões políticas sobre Anápolis.

E no PMDB? Nada definido. Votos na convenção são fechados, e isso é um dilema para os 2 lados. Iris vai trabalhar com todo o seu poder de sedução. Ele não é páreo se o jogo for decidido na base da mala preta. Friboi só tem exatamente esse trunfo. E tem uma montanha desses trunfos. Mas como o voto é secreto, nunca se pode descartar traições, tanto de um lado quanto do outro.

Brasília não parece disposta a definir a parada. Iris esteve lá e conversou com o presidente Valdir Raupp. Voltou sem nada na mão além de uma pesquisa Ibope encomendada pelo comando do PMDB. Que, é claro, lhe é favorável.

Em resumo, o anúncio de Iris zerou mais uma vez o processo. No final da tarde de hoje, Gomide vai dizer o que pretende fazer com a bola que rolou para os seus pés.

E depois de hoje? Bem, depois de hoje ainda haverá várias sextas-feiras pela frente. E segundas, terças, quartas…

Marconi se recuperou mesmo ou é papo de pesquisa?

Há quem ainda tenha dúvidas sobre a tal recuperação da imagem do governo Marconi. Mas não há como desconhecer que aquele quadro de 2011 e 2012 ficou para trás.

Hoje, em O Popular, uma reportagem sobre a chuvarada de ontem, dá cara a essa recuperação. O jornal conta que parte da pista rodou entre Jaraguá e Jaranápolis, na BR-153. Lá pelas tantas, no penúltimo parágrafo, moradores da região, que são usuários da rodovia, ouvidos pelo jornal, resumem a situação atual. Veja a reprodução abaixo:

¨O fazendeiro Lívio França disse que cansou de esperar por melhorias na rodovia (BR-153) e até mudou seu roteiro já há algum tempo. “Eu optei por passar pela GO-330, que liga Anápolis a Ouro Verde, porque já não suportava a infinidade de buracos que tomaram conta da BR-153”, relatou o fazendeiro, que tem uma propriedade na cidade de Ceres e vai para lá todos os fins de semana. “Na verdade, eu rodo 16 quilômetros a mais, mas ainda assim é compensador, pois a rodovia para Ouro Verde está ótima e eu, mesmo andando mais, ganho tempo e reduzo a possibilidade de algum transtorno ao veículo.” ¨

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Ou seja, o cidadão prefere usar uma rodovia estadual a enfrentar os problemas existentes hoje naquele trecho da rodovia federal. Em 2011 era exatamente o oposto disso. Não é por outro motivo que alguns oposicionistas, que batiam sistematicamente na tecla da má conservação das estradas goianas, abandonaram esse tema e buscaram outros discursos.

Falta voz isenta para costurar o PMDB

Historicamente, o partido com maior capilaridade de Goiás, o PMDB, enfrentou dois momentos de intensa disputa interna na definição de candidato a governador: em 1982, entre Iris Rezende e Henrique Santillo, e em 1994, com Naphtali Alves e Maguito Vilela.

Em 82, a costura providencial de um acordo foi feita na alfaiataria do então presidente do PMDB, Mauro Borges. Em 94, foi Iris, que era governador, quem convenceu Naphtali e aceitar composição com chapa liderada por Maguito. Em ambos os casos, o PMDB foi unido para as eleições.

Hoje, o partido vive mais uma vez disputa interna duríssima entre Iris e Jr Friboi, só que agora não há uma voz dentro do partido com isenção suficiente para negociar uma composição.

O presidente regional, deputado Samuel Belchior, é irista. O prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, lidera o grupo que dá sustentação política às pretensões de Friboi.

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Sem interlocutores em Goiás, o PMDB foi à Brasília encontrar a saída. Deu um nada. O presidente nacional, Valdir Raupp, apresentou uma pesquisa que teria sido feita pelo Ibope, e lavou as mãos.

Um acordo no PMDB hoje parece muito distante. Tão distante que talvez não seja alcançado.

E o avião que desapareceu no Pará?

O mundo todo continua procurando o Boeing da Malaysia Airlines que sumiu lá pelas bandas da China. As autoridades da Malásia dizem que talvez nunca se encontre o avião e nem se descubra o que realmente aconteceu.

Pois no Brasil, também há um mistério: onde está (caiu) o avião bimotor da Jotan Táxi Aéreo que desapareceu nas selvas do Pará? Ontem, após 17 dias de busca, a Força Aérea Brasileira se deu por vencida, e anunciou que não vai mais procurar pelo avião ou o que restou dele.

Pequis ou reais, quanto você tem no bolso?

Quem não mora em Iporá, na região Sudoeste de Goiás, deve estar estranhando a frase acima. Por ser realmente uma frase estranha, mas não tem nada errado com ela. É que pequenos produtores rurais de Iporá criam um banco e lançaram uma moeda social, o pequi, que só vale na cidade. Um pequi vale o mesmo que um real.

O pequi dinheiro foi impresso no Banco do Brasil e tem até marca d´água. Coisa chique. Foi criado para que as riquezas da cidade circulem lá mesmo. Pode-se fazer feira, comprar produtos agropecuários e até remédios em farmácias (lojas conveniadas).

Esse tipo de moeda restrita a uma comunidade não é inédito, embora ainda esteja apenas engatinhando no Brasil. Existem hoje, calculam, cerca de 209 bancos sociais como o de Iporá.

Taxa extra na conta de luz

O usuário (quase todo mundo) vai pagar uma taxinha extra na conta de luz. Algo entre 8% e 9%. O dinheiro vai bancar os 8 bilhões de reais que as distribuidoras de energia estão recebendo.

Mas, calma, embora o rombo esteja acontecendo agora, essa taxa só vai ser cobrada pelo governo federal em 2015. Este ano, como se sabe, tem eleição.

¨O prestígio eleitoral do dinheiro¨

Essa bem sacada manchete de página  chama para reportagem assinada pela jornalista Danyla Martins, no Diário da Manhã, hoje (04/04), e ouve cientistas políticos sobre o tema.

A personagem foco da matéria é, óbvio, a candidatura de Jr Friboi, pelo PMDB. Para os cientistas entrevistados, o dinheiro conta bastante em qualquer eleição, mas não é suficiente. Vale a leitura.

Vale mesmo alimentação?

A notícia está na coluna Xadrez, assinada hoje (04/04) por Rubens Salomão, no jornal O Hoje. O prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, deu um aumento de 50% no vale-alimentação de todos os servidores municipais que recebem até 2 salários mínimos. Bom, né? Não, não é. Esse tal vale aí passou de 40 reais para 60 reais com o aumento.

Rest Pop Apar

Com esse dinheiro, o servidor municipal de Aparecida só consegue comer se for a um restaurante popular, que ¨vende¨ refeições por 1 real. Mas vai ter que disputar prato com os cidadãos que frequentam o restaurante: são menos de 1.000 refeições por dia.

Candidatura de Gomide recebe sinal verde em Brasília

Renúncia ao mandato de prefeito está marcada para sexta-feira, 4

O prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, venceu hoje a segunda etapa rumo à candidatura ao governo de Goiás. Em Brasília, ele recebeu sinal verde do presidente nacional do PT, Rui Falcão, para tocar o barco rumo à correnteza braba da disputa. Restam mais dois lances.

Gomide e Rui Falcão

O primeiro é deixar a Prefeitura. Na agenda dele, a renúncia ao mandato que vai até dezembro de 2016, será sexta-feira, 4. Depois disso, é esperar pelas convenções partidárias, marcadas para junho, que deverá homologar decisão já tomada pelo PT goiano em encontro regional. Ou seja, o que faltam são apenas formalidades legais.

E daí? Daí que não será uma eleição fácil. A maior votação do PT em disputas pelo governo do Estado de Goiás foi cerca de 15% dos votos válidos (com Marina Santana, em 2002). E as pesquisas atuais não são nenhuma maravilha animadora. Ele está hoje nas últimas posições. Ou seja, pra ser governador em outubro vai ter que remar uma barbaridade. Mas é claro que todos os candidatos tem problemas. Alguns em uma área, outros em questões localizadas e assim vai.

Gomide se apresenta atualmente com dois bons trunfos eleitorais. O primeiro é a boa avaliação de sua administração como prefeito de Anápolis, segundo maior colégio eleitoral do Estado e, sem dúvida, politicamente mais importante cidade do interior. O segundo ponto positivo dele é a empolgação de sua militância. E olha que tem torcida a favor de Gomide aos montes, mas apenas em Goiânia e em Anápolis. Em algumas regiões do Estado, o PT praticamente não existe. Esse é um obstáculo importante que Gomide vai precisar vencer para realmente se tornar bastante competitivo na disputa deste ano.

Há um outro problema, que poderá ser amenizado ou não até junho: o tempo de rádio e TV, a tal propaganda eletrônica. Até aqui, todos os grandes partidos, donos de boas fatias do horário, ou tem candidato ao governo ou estão próximos de outras coligações. O PT por enquanto está praticamente sozinho. Se conseguir ganhar o apoio do velho parceiro, o PMDB, Gomide irá imediatamente para o céu no que se refere às coligações. Mas, pelo menos neste momento, essa é uma possibilidade tão remota que nem da pra comentar. Aliás, se é ruim para o PT não ter o apoio do PMDB, também é muito ruim para o PMDB não poder contar com o apoio do PT.

Uma visão sobre as pesquisas

No jornal Diário da Manhã, hoje (01/04), reportagem assinada por Danyla Martins, trouxe a avaliação das atuais pesquisas eleitorais na visão de cientistas políticos de Goiás. Voz corrente entre todos, ou quase todos, o quadro atual apresenta polarização entre o governador Marconi Perillo e o ex-prefeito Iris Rezende. Os cientistas, a maioria, acrescentou o nome do ainda prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, como forte possibilidade futura. Detalhe: Gomide, em todas as pesquisas, é o último colocado.

O prefeito petista á realmente forte? Neste momento, não há como dizer que sim a não ser do campo do analista-torcedor. Mas tem potencial, sim. Sua imagem é boa, e isso pode valer alguns pontos a mais no decorrer da campanha. Antes, porém, é claro, sua candidatura precisa ser confirmada. Ele ainda é prefeito, terá que abandonar o cargo esta semana. Ou será riscado da eleição deste ano por força da legislação eleitoral.

Um dos cientistas ouvidos pelo jornal fez uma citação curiosa. Referindo-se às pesquisas atuais – que era o tema central motivador da reportagem – ele disse que ¨as intenções de voto (de cada candidato nas pesquisas) não são necessariamente intenções de voto¨. E acrescentou que sua análise se baseava também em pesquisas qualitativas. Opinião é opinião, e cada um tem a sua.

Mas é tema recorrente esse: pesquisa qualitativa versus pesquisa quantitativa. Qual é a melhor para aferir os humores do eleitorado?

gráfico sem números

Qualitativa ou quantitativa?

Não raras vezes, o argumento das pesquisas qualitativas são sacadas diante de dificuldades surgidas nas pesquisas quantitativas. Isso porque elas jogam trevas, e não luzes, sobre a discussão: como discutir algo que não foi divulgado, que ninguém, a não ser aqueles que diretamente participaram da tal pesquisa qualitativa, tem conhecimento?

Além disso, qualitativas são interpretações. Tem muito de intuição. Ou seja, um ¨zero¨ pode ser interpretado como ¨zero¨ ou como ¨um¨ do futuro porque a conclusão, jamais definitiva, estará atrelada às demais informações que a pesquisa qualitativa deve trazer, e que para o grande público não tem relação entre elas. O cientista especializado em qualitativas consegue ¨ver¨ essa intimidade de questões aparentemente desconectadas, e assim concluir que o ¨zero¨ é possível ¨um¨.

Também por isso, além de inúmeros outros fatores, resultados de pesquisas qualitativas não são divulgados. Não há números para resumir o quadro conclusivo. Não é preto no branco. A qualitativa é nuance de várias cores.

E funciona? Sim, e não.

Mal comparando, imagine a qualitativa como preparação de um novo carro de Fórmula 1. Na bancada, o motor é uma joia, com potência de sobra. No túnel de vento, as formas da carroceria funcionam que é uma maravilha. Tudo pronto, o carro é feito exatamente como os testes indicaram e começa a temporada nas pistas. A máquina maravilhosa, que foi show no laboratório, pode se revelar uma carroça nas corridas. E se isso acontece até com uma Ferrari, imagine o que pode acontecer com as Sauber da vida.

Em resumo: as pesquisas qualitativas são muito importante e, por isso, indispensáveis, mas não são definitivas e nem infalíveis. Se assim fosse, quando aplicadas em eleições, haveria empate entre todos os grandes candidatos.

Números

As pesquisas quantitativas são mais fáceis de se entender. Um nome está com 10% e o outro tem 30%, está resolvido: quem tem mais, está na frente. O grande problema é que frequentemente se usa esse resultado, aplicável apenas no momento em que a pesquisa foi feita, como projeção de resultados futuros. Não é.

Candidatos que estão à frente podem aumentar a vantagem ou perder terreno. Um modo melhor de, aí, sim, se ter uma visão mais abrangente, é comparar as pesquisas quantitativas ao longo de um bom período. As curvas com os resultados de vários levantamentos revelam exatamente o quadro geral. Ou seja, podem mostrar que, mantidas todas as condições, a evolução é essa, de crescimento, queda ou estabilização.

Voltando à comparação com a Fórmula 1. O piloto que arranca bem na temporada e vence logo as primeiras 5 provas do campeonato não necessariamente vai ser o campeão no final do ano. Ao longo das etapas futuras, esse líder do momento pode ficar sem gasolina, estourar o motor, ter o pneu furado, rodar em algumas curvas e bater no muro umas tantas vezes… e perder o campeonato.

Em resumo, pesquisas são momentos atualíssimos, jamais, e definitivamente, projeção de resultados.

Vinhos, de 30 a 50 reais

Uma das piores faixas de preço é essa que vai além dos 30, 35 reais e chega aos 50. Tem muita oferta no mercado. Eis o problema. Deveria ser a solução, né. Não é, não.

Tem muita coisa nessa faixa que engana completamente. Trata-se, portanto, de uma garimpagem de alto risco. Na faixa anterior, até 30 reais, é mais simples: há os bons e os ruins. De 30 a 50, entram os mais ou menos. E é aí que algumas vezes você sente até pena das uvas de qualidade que foram tão maltratadas. E mais pena ainda da sua grana que foi embora.

Depois de amargar algumas garrafas, comecei a beber novidades somente após consultar amigos. Aí vão algumas coisas que eu acho que merecem o investimento.

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Vinhos 50 Ventisqueiro ReservaA linha Ventisqueiro é legal. Geralmente, são vinhos bem feitos. O Ventisqueiro Reserva é o basicão da vinícola chilena. Já bebi o Cabernet Sauvignon e o Carmenére. O preço vai se 38 reais em algumas promoções até 45, 48 reais no máximo. Essa linha tem o Gran Reserva, mas o preço pula pra faixa de 60 e poucos reais. A qualidade também aumenta legal. O Ventisqueiro Grey é excelente, mas vai pra faixa dos 80, 90 pilas. Fique com o Ventisqueiro Reserva. Honestíssimo em sua faixa de preço. Facilmente encontrado em Goiânia nas boas lojas.

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vinho de 50 - CarmenEsse vinho, da Viña Carmen, é considerado show na relação custo-benefício. A vinícola é a mais antiga do Chile, fundada em 1850. O Carmen Classic é o básico, mas mostra que a vinícola se preocupa com a qualidade. É compra sem medo de decepção na hora de beber. Os vinhos mais requintados e especial dessa casa já bateram prêmios importantes, como o de melhor tinto do Chile, em 2003. Custa perto de 50, mas não mais que isso. Um pouco raro em Goiânia, mas vale a pena a procura.

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vinho de 50 Copa Real oroO espanhol Copa Real Oro é um tempranillo de boa estirpe. Não é muito fácil encontra-lo em Goiânia, mas na internet você acha Vale a pena beber esse vinho muito mais para conhecer a rusticidade quase primitiva que ele tem. Quando bebi, me senti como se estivesse em meados do século passado, quando a maioria dos vinhos não era feita com o moderno e rigoroso controle de fermentação e nem com variedade de tonéis de amadurecimento. Mas nem por isso é um vinho ogro, difícil. Só pra conhecer, vale a pena. Há também, da mesma vinícola, Cosecheros Y Criadores, o Copa Plata e o Infinitus, todos entre 40 e poucos e 50 reais no máximo.

Conexão: Jornal Opção – Pesquisa Fortiori

                  Fortiori: Marconi tem 55% dos votos válidos contra Vanderlan e Friboi
Em nova pesquisa, instituto mostra que Marconi cresce em todos os cenários, e somaria 186 mil intenções de votos válidos a mais que Iris Rezende

O mais recente levantamento realizado pelo instituto For­tio­ri, realizado entre os dias 17 e 22 de março em todo o Estado, mostra que, se as eleições fossem agora, o governador Marconi Perillo (PSDB) seria reeleito já no 1º turno em dois dos três cenários pesquisados, e chegou aos 44% de intenções de votos válidos no terceiro cenário, quando o nome de Iris Rezende (PMDB) é mostrado aos eleitores. Na pesquisa espontânea, a liderança também é de Marconi com 18%, contra 5% do 2º colocado, Iris Rezende. O instituto ouviu mil eleitores em 66 cidades. A margem de erro é de 3,1%.

A pesquisa também ouviu os eleitores a respeito da avaliação dos governos estadual e federal e do desempenho pessoal do governador e da presidente Dilma Roussef (PT). A administração estadual foi aprovada por 43% dos entrevistados e reprovada por 25%. Já o desempenho pessoal de Marconi como governador teve o apoio de 51% com desaprovação de 34%.

 

Cenário 1 – O primeiro cenário pesquisado reuniu numa cartela apenas três candidatos: Marconi Perillo, Vanderlan Cardoso (PSB) e Júnior Friboi (PMDB). A possibilidade de ser essa a chapa de candidatos a governador é real. Neste caso, a opção do PMDB seria Jr e não Iris Rezende. Antônio Gomide (PT) recuaria da intenção de disputar o governo.

Nesse quadro, Marconi Perillo teria vitória tranquila já no 1º turno com 55,2% dos votos válidos (42% do eleitorado total). O 2º colocado seria Vanderlan Cardoso, com 23,7% dos votos válidos (18% do total) enquanto Friboi somaria 21% dos votos válidos (16% do total). Dentre todos os cenários estimulados pesquisados pelo Fortiori, este é o que apresenta maior margem de vitória já no 1º turno e também a maior vantagem do líder para o 2º colocado: 31,5% dos votos válidos (24% do eleitorado total).

Na estratificação do eleitorado por regiões, Marconi só não vence em Goiânia, onde aparece empatado com Vanderlan Cardoso (25%). Em todas as demais, a vantagem  do governador varia de 13% na região Central, onde está Senador Canedo, e chega a 53% na região Noroeste. No confronto direto entre Friboi e Vanderlan, a vantagem é do peemedebista, que vence cinco das sete regiões (Entor­no/Nor­deste, Sul/Su­deste, Sudoeste, Norte e No­roeste) e perde na capital e na região Central.

 

Cenário 2 – O segundo cenário proposto dentro da amostragem do instituto Fortiori igualmente reúne condições, até o momento, de se tornar realidade nas eleições deste ano, e conta com os três nomes do cenário 1, (Marconi, Van­derlan e Friboi) acrescida a candidatura do prefeito de Anápolis, Antônio Gomide. Neste caso, leva-se em conta que Gomide vá renunciar ao cargo de prefeito no início de abril, conforme determina a legislação eleitoral.
Também nessas condições, Mar­co­ni seria reeleito já no 1º turno, já que so­maria mais votos que todos os ad­versários somados, 50,6% (41% do eleitorado total). Vanderlan Cardoso ficaria em segundo, com 19,7% (16% do total), Júnior Friboi teria 18,5% (15% do total) e Antônio Gomide colheria 11,1% dos votos válidos (9% do total). A margem de vitória no 1º turno é de 0,6%, contra 5,2% do cenário 1, mas a diferença do primeiro colocado para o segundo, Marconi e Vanderlan, é mantida nos mesmos patamares em ambos os cenários, 30,9% e 31,5%.

Na estratificação por região, apenas na capital se mantém o empate registrado entre Marconi e Vanderlan no cenário anterior. Em todas as demais, Marconi vence, e chega a registrar vantagem de 50% sobre o candidato do PSB na região Norte. No confronto direto apenas entre Vanderlan, Friboi e Gomide, o peemedebista fica na frente, com vitória em 3 regiões (Sul/Sudeste, Sudoeste e Noroeste) e empate com Gomide em uma (Entorno/Nordeste). Além desse empate, o prefeito anapolino vence seus mais diretos adversários em uma região ( Norte). Vanderlan também registra um empate (na capital) e uma vitória (Central).
Cenário 3 – O último cenário estimulado do levantamento Fortiori é também o mais disputado. Neste quadro, entrou o nome de Iris Rezende e retirou-se Júnior Friboi e Antônio Gomide, mantendo-se Marconi Perillo e Vanderlan Cardoso. Ou seja, levou-se em conta que Iris será o candidato do PMDB e não Friboi, situação que os principais líderes do PT admitem que provocaria uma nova avaliação da candidatura ou não de Gomide.

O confronto entre Marconi Perillo, Iris Rezende e Vanderlan Cardoso seria vencido pelo tucano, conforme os dados do instituto Fortiori, se as eleições fossem agora. Marconi soma 44% das intenções de votos válidos (37% do total do eleitorado) contra 38,1% de Iris Rezende (32% do total) e 17,8% de Vanderlan Cardoso (15% do total). Com esses percentuais, a eleição seria decidida no 2º turno. A diferença entre Marconi e Iris seria de 5,9% (5% do total).

O cenário 3 é muito semelhante ao das eleições de 2010. Naquele ano, além de Marconi, Iris e Vanderlan, também disputaram as eleições Marta Jane, pelo PCB, e Washington Fraga, do PSOL. Ambos somaram pouco mais de meio por cento dos votos válidos naquela eleição.

Em comparação com pesquisa realizada pelo mesmo instituto Fortiori divulgada em janeiro deste ano, o cenário 3 manteve as posições, com Mar­coni à frente de Iris e este à frente de Van­derlan. Mas a vantagem de Mar­coni cresceu. Em janeiro, ele 41,8% das intenções de votos válidos, e chegou agora a 44%. Iris tinha 38,4% das intenções e variou negativamente para 38,1%. Com isso. A diferença de Mar­coni para Iris, que era de 3,4% de votos vá­lidos em janeiro, aumentou para 5,9%. O terceiro colocado também caiu, de 19,7% dos votos válidos para 17,8% atuais. Para Marconi ficar em condições de vitória já no 1º turno nes­te cenário, como ocorre nos outros dois, ele teria de agregar 3% das in­tenções de votos válidos dos adversários.

Na estratificação por região, Marconi continua vencendo seus adversários em seis das sete regiões: Central, Entorno/Nordeste, Sul/Su­des­te, Sudoeste, Norte e Noroeste. A única vitória de Iris é na capital. Em todas as demais ele fica na segunda posição. Vanderlan perde em todas para os dois adversários.

Votação projetada

Vantagem de Marconi contra Iris subiu para 186 mil intenções de votos válidos
Com base na pesquisa For­tiori, e levando em conta a abstenção, votos brancos e nulos registrados nas eleições de 2010, foi projetada a totalização das intenções de votos válidos de cada candidato, nos três cenários, caso as eleições fossem agora, de acordo com o total de eleitores registrados até o mês de março deste ano pelo Tribunal Regional Eleitoral, TRE, e conforme o método de apuração e totalização dos votos nas eleições pela Justiça Eleitoral brasileira

Neste cenário, Marconi Perillo teria 1.744.320 intenções de votos válidos contra 748.920 de Vanderlan Cardoso e 663.600 de Júnior Friboi. O tucano seria reeleito no 1º turno com vantagem de 331.800 votos válidos.

Com a entrada de Antônio Gomide, Marconi ficaria com 1.598.960 intenções de votos válidos, Vanderlan Cardoso somaria 622.520, Friboi ficaria com 584.600 e Gomide teria 350.760 intenções de votos válidos. Marconi venceria no 1º turno com 41.080 intenções de voto a mais do que a soma dos demais candidatos.

Com a retirada dos nomes de Júnior Friboi e Antônio Gomide e a entrada de Iris Rezende, a totalização das intenções de voto de Marconi Perillo chegaria a 1.390.400, contra 1.203.960 de Iris e 562.480 de Vanderlan. A vantagem de Marconi sobre Iris é de 186.440 votos válidos, e a eleição, neste cenário iria para o 2º turno.

Em comparação com a pesquisa Fortiori divulgada em janeiro deste ano e a atual, Marconi conquistou nesse período 69.530 intenções de votos válidos, enquanto Iris Rezende perdeu 9.384 intenções de voto. Vanderlan também perdeu intenções de voto, 60.040. Com isso, a diferença de Marconi para Iris, que era de 107.536 intenções de votos válidos, saltou para 186.440 intenções de votos.

Avaliação de desempenho

O instituto Fortiori também ouviu os eleitores sobre os desempenhos dos governos de Goiás e do Brasil, além do desempenho pessoal do governador Marconi Perillo e da presidente Dilma Roussef.

A gestão do Estado é aprovada por 43% dos eleitores (conceitos ótimo e bom) e reprovada por 25% (conceitos ruim e péssimo). Já o governo federal foi aprovado por  38% do eleitorado e desaprovado por 30%.

Em relação ao desempenho pessoal do governador Marconi Perillo, 51% dos eleitores o aprovam, en­quanto 34% o desaprovam.

A presidente Dilma é aprovada por 46% e desaprovada por 40% dos eleitores goianos.

 

PESQUISA DE OPINIÃO
DIAGNÓSTICO POLÍTICO – ESTADO DE GOIÁS

OBJETIVO
Fazer um diagnóstico político no Estado de Goiás.

METODOLOGIA
Pesquisa quantitativa, por abordagem randômica, por meio de realização de  entrevistas pessoais com aplicação de questionários  estruturados junto à amostra  definida da população.

PLANO AMOSTRAL
Universo: eleitores residentes e domiciliados no Estado de Goiás.

Tipo de amostra – amostra não probabilística, por cotas proporcionais às variáveis de sexo, idade, grau de instrução e local de moradia.

Tamanho da Amostra –1.000 entrevistas.

Intervalo de confiança  e  margem de erro – Para um  intervalo de confiança de 95%, a margem de erro máxima é de 3,1%.

Data da coleta de dados – 17 a 22 de março de 2014.

Sistema interno de  ontrole e  fiscalização – O trabalho de coleta de dados foi feito por entrevistadores treinados, acompanhados por supervisores. Foi feita uma checagem de 10% dos questionários, como determina as normas para esse tipo de levantamento.

RESPONSABILIDADE TÉCNICA
Fortiori – Pesquisa, Diagnóstico e Marketing

Perfil da Amostra
66 cidades pesquisadas.

Registro: Esta pesquisa foi registrada no TRE-GO sob o número GO-00027/2014 e
no TSE sob o número BR-00047/2014. Ambos os registros foram feitos no dia 21/03/2014.