Bolsonaro e Moro

Conexão: Ações de Bolsonaro desgastam a imagem de Sérgio Moro. Qual é o objetivo? Não há

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O presidente Jair Bolsonaro parece não entender que o desgaste na imagem de seu ministro com maior apoio e respeito popular vai acabar se voltando contra ele próprio. O discurso de Bolsonaro provoca desgastes, sem nenhuma dúvida. As ações dele completam o serviço.

Bolsonaro e Moro

As idas e vindas do Coaf, um braço importante no conjunto de atuação da inteligência em investigações bancárias, a insegurança gerada dentro da Receita Federal e a colher que ele enfiou – ou pelo menos tentou enfiar – goela abaixo na Polícia Federal afetam diretamente a autoridade de Moro. Para completar, a frase “quem manda sou eu”.

Sim, é claro que quem manda é ele, Bolsonaro. Foi eleito para isso. Mas qual a necessidade de se demonstrar essa autoridade no gogó? Do ponto de vista do comando, é uma fala absolutamente desnecessária. E o que é pior: não foi a primeira vez. Em plena tramitação nevrálgica da reforma da Previdência, considerada essencial pela equipe econômica liderada pelo ministro Paulo Guedes, ele, em tom de galhofa, brincou com Rodrigo Maia que a caneta dele tinha mais poder. É óbvio que isso azeda qualquer clima.

O presidente Bolsonaro precisa entender que ele não apenas manda. Isso é pouco, quase nada. O presidente é o grande – e único – articulador da principal equipe administrativa do país – o Ministério. Antes de ser um mero “mandão”, Bolsonaro precisa ser o líder desse time. E não apenas dessa equipe, mas de certa forma de todo o mundo político. Essa dimensão do cargo parece ainda não ter sido percebida por Bolsonaro.

E tome desgastes. O que a “vasa-jato” tentou – e parece ter desistido porque entendeu que falhou -, desgastar Sérgio Moro, os ataques do presidente pode conseguir. O que será ruim também para ele.