Casa em ordem: aval do Tesouro mostra que Prefeitura de Goiânia está com as contas em dia. Iris é ou não candidato à reeleição?

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Não se pode afirmar, porque seria falácia pura e deslavada, que as finanças da Prefeitura de Goiânia está voando em céu de brigadeiro. Assim como ocorre com todas as grandes cidades do país, as demandas são infinitamente maiores do que a possibilidade de pleno atendimento delas. De qualquer forma, é inegável que o prefeito Iris Rezende conseguiu consertar a casa nos dois primeiros anos de seu atual mandato. Se falta uma prova cabal, ela veio agora, e através do imparcial Tesouro Nacional, que avalizou a pretensão da Prefeitura de arrumar 780 milhões de reais emprestados pela Caixa Econômica. O Tesouro é implacável quando analisa esse tipo de solicitação: se encontra algum indício de que as coisas não vão bem, e que a situação financeira ou econômica tem problemas, a negativa é a norma.

Iris 01

Iris enfrentou dois anos com pão e água. Agora, com o dinheiro que conseguiu economizar – mesmo que para isso tenha adiado algumas despesas, como no financiamento da Saúde – mais o empréstimo junto à Caixa, o prefeito se anima e garante que vai tocar em frente um ousado plano de obras, principalmente de pavimentação – que é uma de suas marcas registradas como administrador desde seu primeiro mandato como governador, entre 1983 e início de 1987 (vide rodovia entre Goiânia e Catalão, asfaltada naquele período).

É claro que a penúria dos primeiros anos e a exuberância do que pode vir a ocorrer este e no próximo ano, alimentam especulações políticas, notadamente em relação à possibilidade de ele ser candidato à reeleição, em outubro de 2020. Enigmático como sempre foi, Iris não diz sim e nem não. De qualquer forma, é fácil perceber que se não disputar a reeleição, certamente terá forte influência naquele candidato que ele vier a escolher para a sucessão.