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Impressões do cotidiano

Canal Legislativo de Goiânia apresenta documentação para operar em caráter definitivo

A Rede Legislativa de rádio e TV em Goiás deve se estender por 17 cidades, com alcance previsto de 85% de toda a população. A Rede é uma iniciativa da Câmara dos Deputados e tem a Assembleia Legislativa como parceiro estadual no projeto. O primeiro canal de TV legislativa aberta, em Goiânia, foi instalada em maio de 2013, e terá agora seu registro definitivo após operar em regime provisório. O canal legislativo de Goiânia transmite sinais simultâneos das TVs Câmara dos Deputados (61.1), Assembleia Legislativa e Câmara dos vereadores de Goiânia – programação atualmente compartilhada (61.2) e Senado (61.3). O canal 61.4 deverá abrigar as programações das TVs Câmaras Municipais da região metropolitana futuramente.

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Em algumas cidades, a previsão é de instalação de uma rádio legislativa FM e uma TV, todas em caráter aberto e de livre acesso por parte da população. Os pedidos de concessão foram feitos pela Assembleia Legislativa para a Câmara dos Deputados, que promoveu a abertura dos processos no Ministério das Comunicações.

rede-legislativa

Já as emissoras FM irão compartilhar programação da Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa e Câmara dos Vereadores.

Confira abaixo a relação atual. Outras cidades goianas poderão ser incluídas numa etapa complementar.

Cidade            Emissora     processo no Minicom     Situação

GO ÁGUAS LINDAS DE GOIÁS FM 53900.011549/2015-37 INDICADO
GO ÁGUAS LINDAS DE GOIÁS TVD 53000.023575/2013-90 SOLICITADO
GO ANÁPOLIS FM 53000.033924/2011-10 SOLICITADO
GO ANÁPOLIS TVD 53000.023581/2013-47 SOLICITADO
GO APARECIDA DE GOIÂNIA TVD 53000.023583/2013-36 SOLICITADO
GO CRISTALINA FM 53900.044328/2015-45 SOLICITADO
GO EDEALINA FM 53900.050672/2016-54 INDICADO
GO FORMOSA FM 53900.023233/2015-98 SOLICITADO
GO FORMOSA TVD 53000.023896/2013-94 SOLICITADO
GO GOIANÉSIA FM 53900.042969/2015-65 SOLICITADO
GO GOIANÉSIA TVD 53900.044334/2015-01 INDICADO
GO GOIÂNIA FM 53900.016284/2014-82 SOLICITADO
GO GOIÂNIA TVD 53000.051475/2013-53 NO AR
GO GOIÂNIA (APARECIDA DE GOIÂNIA) FM 53900.011550/2015-61 INDICADO
GO IDEALINA FM 53900.050672/2016-54 SOLICITADO
GO JATAÍ FM 53900.002788/2014-15 INDICADO
GO JATAÍ TVD 53000.050084/2013-11 INDICADO
GO LUZIÂNIA FM 53900.011551/2015-14 SOLICITADO
GO LUZIÂNIA TVD 53000.023933/2013-64 SOLICITADO
GO NIQUELÂNDIA FM 53900.014594/2015-43 SOLICITADO
GO NIQUELÂNDIA TVD 53900.014598/2015-21 SOLICITADO
GO NOVO GAMA FM 53900.023259/2015-36 SOLICITADO
GO NOVO GAMA TVD 53900.023161/2015-89 SOLICITADO
GO PLANALTINA FM 53900.023188/2015-71 SOLICITADO
GO PLANALTINA TVD 53000.015222/2013-16 SOLICITADO
GO RIO VERDE FM 53900.011552/2015-51 SOLICITADO
GO RIO VERDE TVD 53000.023978/2013-39 CONSIGNADO
GO TRINDADE FM 53900.023195/2015-73 SOLICITADO
GO TRINDADE TVD 53000.024008/2013-51 SOLICITADO
GO VALPARAÍSO DE GOIÁS FM 53900.011553/2015-03 SOLICITADO
GO VALPARAÍSO DE GOIÁS TVD 53000.024013/2013-63 SOLICITADO

TV que exibiu programa com perguntas constrangedoras à musa do Goiás pertence a grupo dono de universidade

O grupo controlador da TV Goiânia/Band, que exibe programa de esportes que apresentou perguntas constrangedoras de duplo sentido sexual em entrevista com a musa do Goiás Esporte Clube, Karol Barbosa, também é controlador da Universidade Salgado de Oliveira, a Universo, com presença nacional. Embora os controladores sejam os mesmos, as direções executivas da TV e da Universidade são completamente distintas.

A apresentação do programa provocou uma onda de protestos nas redes sociais e, diante da repercussão nacional, a direção nacional da rede Band solicitou que a afiliada de Goiás se posicionasse sobre o assunto.

Goiás: coluna Giro, de O Popular, da como certo apoio do PDT à candidatura de José Eliton

O jornalista Caio Henrique Salgado, que assina a coluna Giro, do jornal O Popular, informa que o vice-governador e virtual candidato ao governo de Goiás à frente da base aliada governista, José Eliton, garantiu ontem em Brasília o apoio do PDT à sua chapa. Eliton se reuniu com o presidente da sigla, Carlos Lupi. O PDT goiano tem uma deputada federal, Flávia Morais, que já anunciou disposição de se candidatar à reeleição.

Deputada federal Flávia Morais é candidata à reeleição

Deputada federal Flávia Morais é candidata à reeleição

O ex-governador não se opôs ao possível apoio das lideranças pedetistas de apoiar a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. Além disso, o PDT deve compor o governo com a ocupação de cargos de direção na poderosa Secretaria de Cidadania.

Juíza bloqueia 113 milhões de dólares de suposto operador do PSDB paulista

A juíza federal Maria Izabel do Prado autorizou o bloqueio de contas na Suíça em nome de empresa que pertence ao ex-presidente do Dersa, órgão do governo de São Paulo encarregado de obras viárias, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, que é suspeito de ter sido operador de esquema de desvio de dinheiro público durante o governo do atual senador José Serra, do PSDB.

Logomarca Dersa

A decisão da juíza é de outubro do ano passado, mas só ontem foi publicada oficialmente. Quatro contas em instituição da Suíça, com saldo equivalente a 113 milhões de dólares, eram operadas por offshore do Panamá chamada de Groupe Nantes. A informação foi publicada hoje pelo  jornal O Estado de S. Paulo e é assinada pelos jornalistas Fábio Serapião e Luiz Vassallo.

Fac simile Estadão online

Segunda condenação de Lula está no forno? Proposta de compra de sítio aparece com nome dele

O escrevente João Nicola Rizzi disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro, da força tarefa da Lava Jato, em Curitiba, que preparou a minuta de escritura do sítio de Atibaia em nome do ex-presidente Lula e de dona Marisa Letícia. O documento, explicou o escrevente, teve todo o trâmite no cartório, mas teria parado de uma hora para a outra, sem ser assinado. Foi apreendido pela polícia federal durante uma das fases da Lava Jato na cobertura pertencente a Lula, em São Bernardo do Campo. A minuta teria escrita em 2012.

Fac simile Estadão online

Fac-símile Estadão online

A reportagem foi publicada na edição online de hoje do jornal O Estado de S. Paulo, no blog assinado pelo jornalista Fausto Macedo. ( leia a matéria completa aqui )

Iris: MDB deve deve ter candidato ao governo do Estado

União DEM/MDB está cada vez mais distante

Na inauguração de nova sede do diretório regional do MDB de Goiás, o prefeito Iris Rezende, de Goiânia, voltou a dizer que o partido não pode abrir mão do “protagonismo” político nas eleições deste ano. Em outras palavras, Iris defende que o partido lance candidato próprio para governador.

Iris: MDB deve deve ter candidato ao governo do Estado

Iris: MDB deve deve ter candidato ao governo do Estado

O fato passa quase desapercebido, mas tem relevância. Iris é aliado do senador Ronaldo Caiado, presidente regional do DEM, e sempre foi considerado o principal apoio do democrata numa possível união de chapas entre MDB e DEM. Até aqui, o deputado federal Daniel Vilela é o único medebista que se lançou candidato.

Por outro lado, Caiado já comentou que não pretende se mudar de mala e cuia para o MDB para disputar internamente o apoio do partido à sua candidatura ao governo.

Fora da lei: Justiça proíbe cobrança de IPTU com base em levantamento aéreo

Resta cumprir. A Justiça determinou ontem que a Prefeitura de Goiânia recue na sua pretensão de cobrar IPTU com base em fotos aéreas que sirvam como base para cálculo de área construída, medida que ficou conhecida pela população como “IPTU do puxadinho”.

A ação foi proposta pela Câmara dos vereadores. Com a liminar, os contribuintes que pagaram o IPTU com a cobrança cheia podem requerer a devolução do que foi pago a mais.

Acredite: em Goiânia, IPTU incide sobre casinha de cachorro

Acredite: em Goiânia, IPTU incide sobre casinha de cachorro

Quantitativa ou qualitativa? Qual é a melhor pesquisa eleitoral

Candidaturas realmente competitivas precisam bastante dos monitoramentos numéricos. Cada um deles serve para se mostrar o melhor caminho a seguir

Pesquisa qualitativa é tão importante quanto a quantitativa, mas tem de saber o momento certo para cada tipo

As modernas campanhas eleitorais, que ganharam a roupagem técnica dos criativos marqueteiros nos programas de rádio e TV, formam um conjunto de complexidade tão variável e inconstante que praticamente obriga o monitoramento constante dos humores do eleitorado, aferição feitas pelas pesquisas. Sem esses levantamentos, as campanhas correm o risco de irem para um lado e o eleitor-alvo se virar para o outro, jogando por terra todo o enorme esforço que se faz para passar a mensagem do candidato.

Quando se fala sobre as pesquisas, a maioria, inclusive políticos, tem alguma dificuldade para entender a diferença de método entre os levantamentos estatísticos quantitativos e qualitativos. A primeira apresenta números porcentuais enquanto a segunda é composta por uma série de informações sem qualquer indicação numérica. Por essa razão, por ser de entendimento imediato, há uma óbvia preferência pelas pesquisas quantitativas.

Ocasião

Qual é a pesquisa ideal para se descobrir o bom candidato, aquele que terá mais chances de atingir o objetivo, que é ganhar dos rivais? Para criar oba-oba, e movimentar o dia a dia da política em período ainda distanciados do encontro com do eleitor com as urnas, é claro que a quantitativa é a única indicada. Mas, se o eleitor for atento, vai perceber que essas pesquisas servem apenas para o tititi, para manter viva a discussão político-eleitoral em rodas sociais já engajadas. As quantitativas não podem ser avaliadas como provável potencial eleitoral real, que irá se comprovar com o desenvolvimento das campanhas. Até porque, por melhores, mais sérias e bem feitas, não têm esse objetivo. Seria, grosso modo, claro, pegar um termômetro para descobrir a temperatura de um bebê que nem foi concebido ainda.

Quantitativas e qualitativas são igualmente embasadoras no trabalho de montagem de boas candidaturas e de acompanhamento das campanhas, permitindo a correção de rumos para a mensagem dos candidatos se aproximarem o máximo possível do eleitor. A diferença e importância entre elas tem a ver com a fase da campanha. No início, quando partidos e grupamentos em geral buscam os candidatos, as qualitativas informam os perfis políticos mais adequados para a disputa eleitoral. Não adianta o partido ou coligação lançar um candidato com bastante popularidade que não tenha intimidade com determinado setor que predomina sobre o pensamento majoritário do eleitorado. Durante a campanha, essas diferenças apontadas nas pesquisas qualitativas surgem de forma avassaladora, e acabam esvaziando candidatos que se supõe “fortes”, enquanto outros, “fracos”, ganham corpo dia a dia e se encaminham para a vitória — que as quantitativas extemporâneas “mostravam” ser improvável.

Não se pode, contudo, concluir erradamente que a pesquisa quantitativa é somente pirotecnia de números que alimentam a ferocidade dos ânimos dos engajados e mesmo de eleitores comuns, sem maiores envolvimentos com os candidatos. Longe disso. A quantitativa é um instrumento fundamental para avaliar o desempenho dos candidatos quando o calendário avança, as campanhas se mostram e os eleitores vão se definindo. É apenas nesses momentos, e quanto mais próximo da eleição há maior precisão nessa avaliação, que as quantitativas realmente avaliam porcentualmente os candidatos de forma correta, direta e sem distorções — como nível de popularidade somente.

Quando aplicadas corretamente, as pesquisas qualitativa e quantitativa conseguem dar aos candidatos uma informação preciosa, de como conquistar votos. Um dos exemplos mais citados no mundo todo é o do ex-presidente americano Bill Clinton, em 1992. O democrata ganhou uma desanimada prévia interna para enfrentar George Bush, o presidente que havia vencido uma guerra — do Iraque — apenas um ano antes e nadava em um mar de popularidade. Bater de frente com essa popularidade não é o que queria a maior parte do eleitorado americano.

De olho nas qualitativas, o marqueteiro de Clinton, James Carville, fez o candidato escapar pela tangente em relação ao debate e ânimo da guerra vencida pelo adversário e concentrou fogo intenso na crise econômica que se seguiu ao conflito, que causou queda no ritmo de crescimento da economia e aumento no número de desempregados. Clinton venceu as eleições.

É claro que somente as pesquisas qualitativas e quantitativas formam candidatos realmente competitivos. Uma eleição é definida diante de um vasto quadro de ações, interpretações, reações e estrutura partidária que possa manter em cada cidade, e pelo maior tempo possível, a mensagem do candidato. Por fim, deve-se ter sempre como máxima que pesquisa é pesquisa; voto e apuração é outra coisa

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TV pública: O Estado precisa da TBC?

Jornalismo passa a ter preponderância na TV estatal sob o novo comando da Agência Brasil Central

Em matéria de debate sobre o papel da TV pública, o Brasil está a anos-luz de distância do restante do planeta. Para se ter uma melhor ideia, enquanto o tema é normalmente discutido no dia a dia das populações dos países que mantêm esse sistema de comunicação, apenas um seminário internacional sobre o tema foi realizado até hoje. O evento contou com representantes de todos os países mais importantes da América, incluindo Estados Unidos e Canadá, além de grande parte das nações latino-americanas e europeias. Esse seminário foi promovido pela Astral, associação brasileira que reúne as TVs legislativas do país, em 2011.

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Não existe modelo único de TV pública. Cada país tem particularidades que se fazem presentes na formatação implantada, e também no seu funcionamento. Nos Estados Uni­dos, país com maior número de TVs pú­blicas do mundo, a população é quem banca todas as despesas de forma voluntária. Considerada a me­lhor TV pública do mundo, a BBC, da Inglaterra, se vangloria de não de­pender de repasses do Poder Exe­cutivo central. Mas sobrevive graças a taxas que são impostas a todos os moradores que tenham um aparelho televisor. Ou seja, é uma ligação indireta com o agente arrecadador, o governo.

No Brasil, país sem nenhuma tradição em relação à contribuição voluntária, as TVs públicas geralmente estão ligadas aos poderes Exe­cutivos, Legislativos e ao Judiciário, como é o caso da TV Justiça. Essas emissoras tem papel fundamental ao oferecer maior transparência às ações dos poderes, mas também são essenciais como mantenedoras das culturais regionais, especialmente em países como o Brasil, em que cada Estado abriga populações completamente diferentes em quase todos os sentidos, com exceção da língua comum a todos.

Questiona-se, a partir de pesquisas, se as audiências das TVs públicas não são muito pequenas. No seminário internacional de Florianópolis, esse tema foi desmitificado completamente por um fato inquestionável, que retorna a questão à origem: não é a audiência das emissoras públicas que é pequena, a concentração da audiência em três ou quatro geradoras, através do modelo de redes nacionais adotado na década de 1960, é que é excessiva. E as redes nacionais provocam outro grave problema ao nacionalizar as programações, permitindo somente algumas poucas “janelas” de programas locais.

TBC

Mas por que considerar a TV Brasil Central (TBC) uma emissora fundamental e necessária da forma como está? Por inúmeras razões, mas talvez a melhor delas seja o fato de que economicamente, praticamente todas as emissoras, fora as grandes redes nacionais, sobrevivem de verbas públicas ou de comercialização de horários da programação para segmentos religiosos. A TBC em mãos particulares seria apenas mais uma a explorar esse filão ao máximo de modo a gerar lucro aos investidores.

Por outro lado, ao longo de várias décadas, o sistema ABC (Agência Brasil Central), acumulou um passivo trabalhista judicializado até a medula. Acabar com ela, jogando-a nas mãos de grupos empresariais ou segmentos religiosos, ou mesmo terceirizando o setor, é o mesmo que assumir esse passivo diretamente. Essa solução já foi bastante estudada ao longo das décadas de 1980 e 1990, e jamais foi adotada por ser péssima alternativa.

Em boa hora, o governo separou o setor de Comunicação, com a criação do Gecom, da ABC. São realmente papéis incompatíveis, e um deles sempre irá predominar sobre o outro. Isso vai permitir que a TBC recupere seu papel fundamental, que é de levar informação à população sobre fatos que acontecem no Estado. No governo de Henrique Santillo, entre 1987 e 1990, a ideia foi exatamente essa, e teve na presidência o jornalista Jayro Rodrigues. O foco foi o jornalismo e programas regionais. A resposta, em todos os sentidos — da audiência ao faturamento — foi positiva.

A escolha conjunta feita pelo governador Marconi Perillo e o vice-governador José Eliton, de enviar o jornalista João Bosco Bittencourt para o comando da Agência Brasil Central relembra, cada um com seu estilo, obviamente, exatamente a fase de ouro vivido na emissora goiana no governo de Henrique Santillo. No tocante à TBC, Bittencourt tem arrojo, liderança e uma disposição de workaholic para implementar rapidamente uma programação que aos poucos desperte cada vez mais a atenção. A sua ideia, de incrementar o jornalismo sem adotar o modelo mais caro de all news, e, sim, o hard news, é algo a ser observado ao longo do tempo. Se não houver nenhuma mudança brusca, é bem provável que a TBC encontre mais público no dia a dia, e reafirme definitivamente a sua vocação de TV pública, a de manter viva a cultura e identidade dos goianos, sem se render às redes nacionais. O caminho é esse.

Marconi, Vitti e José Eliton (foto: Alego)

Base aliada: declaração de Vitti exterioriza um fato, e não uma crise

A candidatura do atual vice-governador José Eliton ao governo do Estado está consolidada, certo? Certo. Ele está vice-governador e será governador a partir do início de abril. Estará nas mãos dele a mais poderosa caneta do poder estadual, e isso é um formidável poder de fogo político. Então, caso realmente queira disputar a reeleição, como tem demonstrado, ele o fará.

Ao mesmo tempo, o deputado estadual José Vitti, presidente da Assembleia Legislativa, e uma das grandes estrelas da base aliada, deu um recado curto. Com outras palavras, Vitti disse que José Eliton está consolidado, mas politicamente não existe nada tão definitivo que não possa mudar rapidamente.

Marconi, Vitti e José Eliton (foto: Alego)

Marconi, Vitti e José Eliton (foto: Alego)

O recado tem endereço certíssimo: José Eliton. E deve ser interpretado não como um rompimento ou qualquer coisa do gênero. Vitti tem livre contato com diversas alas não apenas do PSDB, mas com praticamente todos os demais grandes partidos que fazem parte da base aliada. O que ele fez foi alertar José Eliton de que a base o espera para estabelecer vínculos políticos mais profundos.

Faz sentido? Faz, sim. Uma candidatura a governador por uma base tão grande quanto poderosa, exige o estabelecimento de uma cumplicidade política de idêntica proporcionalidade. Mal comparando com um time de futebol, os campeões são resultado de grupos fechados, onde todos jogam por cada um. Marconi abriu as portas para a candidatura de Eliton. O resto terá que ser feito por ele. Não se terceiriza parceria política.