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Impressões do cotidiano

Prefeitura e salários atrasados: de volta ao passado?

Situação é terrível, diz secretário

A informação é oficial, e foi publicada hoje em O Popular numa reportagem assinada pelo jornalista Pedro Palazzo. Conforme o jornal, o secretario de Finanças de Goiânia, Cairo Peixoto, admitiu que há riscos de não ter dinheiro no final deste mês para quitar integralmente os salários dos servidores públicos municipais. A última vez que os salários não foram quitados em dia pela Prefeitura foi em dezembro de 2004, último mês da administração do então prefeito Pedro Wilson.

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Cairo explicou que a folha de pagamento do mês aumentou 5 milhões e 500 mil reais, o que representa quase 3,5%. Com isso, segundo o secretario, os gastos com salários na Prefeitura de Goiânia atingiram 58% da arrecadação, rompendo a limitação de 54% estabelecida na Lei de Responsabilidade Fiscal. ¨Estou usando 40 dias de arrecadação para quitar 30 dias (de salários)¨.

Lixo

A falta de dinheiro tem refletido muito além da ameaça real de atraso no pagamento dos salários na Prefeitura. O serviço básico de recolhimento de lixo entrou em colapso apesar das promessas de retomada da normalidade. Por toda a cidade, o lixo se acumula. A própria Comurg, empresa estatal de limpeza urbana, admite que consegue recolher apenas 2 em cada 3 sacos de lixo doméstico, o que demonstra que o problema está se agravando dia após dia.

Desta vez, o PT sabe o que aconteceu

O ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados, o moralista André Vargas – aquele que repetiu o gesto dos mensaleiros condenados, do braço erguido e punho cerrado, para confrontar o presidente do Senado, Joaquim Barbosa, em visita à Câmara, e mandou mensagem dizendo que gostaria de dar uma cotovelada no ministro da Suprema Corte, avisou à cúpula do PT que não irá renunciar ao mandato de deputado.

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A coisa está feia. André Vargas foi flagrado pela Polícia Federal em conversas nem um pouco republicanas com o doleiro da moda, Alberto Yousseff, preso na Operação Lava Jato.

A cúpula do PT, pelo jeito, desta vez sabe o que aconteceu, e quer evitar que a sobrevida do mandato de André Vargas espalhe consequências negativas sobre a legenda.

Pasadena, cadê o consenso?

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, esteve no Congresso e, interpelada por deputados federais, disse em alto e bom som que a compra de refinaria de petróleo em Pasadena, Texas, nos EUA, não foi um bom negócio. Ela deu números dessa transação: mais de 500 milhões de dólares de prejuízo.

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Um dia depois, também no Congresso, o ex-diretor da área internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, disse exatamente o oposto de Graça Foster: a compra de Pasadena foi, sim, um bom negócio.

A Petrobrás comprou a tal refinaria texana em 2006. É incrível que 8 anos depois os dirigentes da Petrobrás ainda não saibam se fizeram um bom negócio ou não.

Será que algum dia eles chegarão a um consenso?

Base aliada: aproximação de Caiado subiu no telhado

O presidente do PSDB goiano, Paulo de Jesus, em Brasília, disse à cúpula nacional tucana que a possibilidade de a base aliada apoiar a candidatura do deputado federal Ronaldo Caiado, presidente regional do DEM, ao Senado é praticamente nula.

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A encrenca, então, fica com o DEM. O partido prefere continuar na base aliada estadual. Caiado não morre de amores pela base. Definições em junho.

Finalmente, uma ótima notícia

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O número de acidentes nas rodovias que cortam Goiás durante o feriado prolongado da Semana Santa e Tiradentes caiu pela metade este ano em relação ao mesmo período do ano passado. Ou seja, houve um aumento natural da frota de veículos e ainda assim tivemos menos acidentes.

Foram 13 mortes no ano passado e 7 este ano.

E pensar que não é impossível zerar esse índice macabro.

40 assassinatos. E estava solto por aí

A matéria é assinada pela antenadíssima jornalista Rosana Melo, de O Popular, na edição de hoje: a polícia prendeu Alessandro Souza Santos, o Japinha, de 21 anos, em Valparaíso, região do Entorno do DF.

Bandido

Ele confessou ter matado mais de 40 pessoas. Como é que alguém assim estava solto, andado pelas ruas? Mais: quanto tempo ele ficará na cadeia?

Rachel Sheherazade: o silêncio que incomoda

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Não há como nem disfarçar o caráter político do ¨cala-boca¨ à jornalista Rachel Sheherazade. Não há como. Rachel foi calada pela nova norma do jornalismo do SBT, que simplesmente optou por acabar com os comentários em seu telejornal. Foi a melhor decisão diante do caos que representa esse ¨cala-boca¨. As alternativas eram a demissão da profissional ou o enquadramento – leia-se censura direta – de seus comentários. O SBT entregou os dedos e os anéis, mas preservou minimamente a dignidade.

Uma deputada do PCdoB carioca foi autora de uma denúncia contra Rachel na esteira de reação censora incentivada nas redes sociais. Num dos primeiros casos de espancamento de marginais registrados no Brasil recentemente, Rachel disse ¨compreender¨ o ato coletivo de cidadãos comuns, que bateram no marginal e o amarraram num poste até a chegada da polícia. Rachel não disse em nenhum momento que a população estava certa ao fazer o que fez. Disse apenas que compreendia o momento de ira. No final do comentário, como era/é seu estilo, provocou: ¨tá com pena (do marginal agredido), leve para sua casa¨. Um comentário absolutamente claro e transparente: ela compreendia a razão de um grupo de populares ter reagido violentamente contra o marginal e não tinha nenhuma pena dele.

Foi isso que matou a liberdade de opinar no jornalismo do SBT? Claro que não. Rachel foi acusada e condenada por grupos por suas opiniões a respeito do governo e da política. Não teve qualquer relação com a bandidagem. Muito mais dramático que a compreensão de Rachel e de sua falta de falsa compaixão pelo marginal são os comentários diretos de apresentadores de programas policiais nas TVs de todos os quadrantes da nação. Para ficar em um só exemplo que vale para o Brasil inteiro, Rachel jamais foi tão ousada quanto José Luiz Datena em sua ojeriza contra a marginalidade e os marginais que infestam a realidade brasileira.

O problema de Rachel e de seus comentários é outro. Vai numa outra linha. O que realmente desencadeou a reação contra ela tanto nas redes sociais como pela deputada federal do PCdoB foram os comentários até sarcásticos contra os desmandos e equívocos do governo federal.

Cabe a pergunta: conseguiria ela dizer o que já disse contra o governo e governantes se o Brasil ainda estivesse sob o regime ditatorial de 64? Certamente, não. Pois a partir de agora, em plena democracia, ela também não poderá falar. A diferença entre as duas épocas é o pau-de-arara. O silêncio é mesmo.

Direitos humanos? Não. O problema foram os direitos políticos.

Rachel foi, sim, calada por se manifestar contra o governo.

Se há alguma dúvida quanto a isso, que se faça uma comparação entre ela e seus comentários a respeito do marginal agredido e um outro jornalista, também da TV e dono de um blog na internet, que foi acusado de racismo contra um colega de profissão, e condenado pela Justiça. Acusada por populares e pela deputada, Rachel foi calada. O racista condenado pela Justiça continua com seu blog e apresentando faturas mensalmente contra estatais do governo federal. Ela era/é a ácida crítica ao governo, ele é da tropa de ataque a oposicionistas e um bunker da defesa governista.

PS – é óbvio, mas ainda assim julgo necessário ressaltar, que neste site, afonsolopes.com, há ¨uma visão dos fatos¨. Não é a visão definitiva, nem a pretensiosamente mais inteligente. E nem se invoca aqui a desgastada – por mau uso – tese da ¨liberdade de expressão¨. Melhor do que essa tal liberdade para expressar a forma como se pensa é semear a pluralidade das ideias. Sem que nenhuma ¨visão/voz¨ tenha que ser calada. O silêncio sempre incomoda.

No trânsito e no tiro: massacre brasileiro

O Brasil é campeão mundial de mortes violentas. Mortes que não deveriam acontecer, simplesmente. Este ano, até dezembro, nada menos que entre 104 e 110 mil brasileiros vão morrer em acidentes de trânsito e assassinatos. É gente demais, é sofrimento demais.

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A título de imbecil comparação: 54 mil brasileiros vão ser assassinados este ano. Em 10 anos de guerra, no Vietnã, morreram 50 mil soldados americanos. Ou seja, nós morremos e matamos mais em 1 ano do que milhares de soldados em 10 anos.

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Outros 52 mil brasileiros vão morrer em nossas ruas, avenidas e rodovias em acidentes de trânsito.

Até quando vai essa carnificina? O que os governantes fazem para mudar essa tragédia do cotidiano brasileiro? O que nós estamos fazendo para mudar isso?

Campeão da Copa

As obras nos estádios nem acabaram e o Brasil já é campeão do mundo. Nunca antes na história do planeta morreram tantos trabalhadores – sete, até agora – nas construções de estádios. Na África do Sul, há 4 anos, morreram apenas 2. Quatro anos antes, na Alemanha, nenhum operário morreu.

As explicações oficiais: nossos operários não são bem preparados. A pergunta: são piores que os trabalhadores africanos? A verdade: a pressa é inimiga da vida e aliada da corrupção e da incompetência. O resto é conversa fiada.

Em 3 meses e meio, governos nos tomaram mais de 500 bilhões de reais

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Estamos apenas na metade do quarto mês do ano e os brasileiros já foram extorquidos em mais de 500 bilhões de reais nas centenas de impostos, taxas, contribuições e demais salamaleques tributários.

É muita grana pra tão pouca prestação de serviço. A saúde pública, embora tenha o mérito imenso de ter atendimento universal (para todos e não apenas para segurados), é péssima. A educação, mesmo conseguindo oferecer vagas suficientes, não é de qualidade. A segurança pública… bem, é melhor nem falar sobre isso. Nem sobre as rodovias, portos, aeroportos, rodoviárias…

Num olhar rigoroso sobre o Brasil, apenas os inúmeros palácios da administração pública funcionam com sobras.

Blog do Afonso

Sintoma sujo

A prefeitura de Goiânia volta a ter sérios problemas com a coleta de lixo. Reportagem hoje em O Popular, assinada pelo jornalista Márcio Leijoto, mostra que os sacos de lixo transbordando das lixeiras e containers atinge inúmeros bairros. Na foto, a situação em plena rua 3, no coração central de Goiânia.

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Afinal, o que está acontecendo? Aí é que está um nó do problema que vem se arrastando desde o final do ano passado: a prefeitura não abre o jogo. Há uma confusão com as empresas que alugam caminhões compactadores de lixo. A suspeita geral é que essas empresas não recebem o combinado e aí, pra não aumentar o rombo, tiram alguns caminhões do serviço.

Outro ponto nebuloso são os caminhões que teriam sido comprados pela prefeitura. São 40 e já se estão ganhando fama: eles existem, mas ninguém tem a mínima ideia de onde estão.

O que está em falta não são caminhões. Falta mesmo é transparência. E sobra lixo pra todo lado.

Choveu? Proteja-se

Chuvas Goiânia

Ontem, final do dia, uma chuvarada caiu sobre Goiânia. Em outros tempos, as águas se acumulariam em 2 ou 3 pontos da cidade. Atualmente, as ruas se transformam em rios quase instantaneamente. Não foi diferente, ontem.

A foto é do jornal O Popular, em reportagem assinada por Rogério Simas, do jornal Daqui (Grupo Jaime Câmara). O jornalista contou que pelo menos 1 carro foi arrastado, e que cidadãos alertaram que as águas atingiram meio metro em pouquíssimo tempo.

Chuvas fortes sempre são problemáticas, mas estão se tornando uma ameaça real à segurança das pessoas. A impressão que se tem é que o adensamento rápido de Goiânia e a falta de obras de drenagem estão agravando a situação.

Índice ruim? Acaba-se com ele

Quando os números estatísticos não são bons, o governo corre atrás… da metodologia. É sempre assim. Banco Mundial diz que a economia brasileira está quase parada? Critica-se o Banco Mundial.

A vítima agora é o Pnda, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE. A senadora Gleisi Hoffman e o senador Armando Monteiro, ambos governistas, acham que a metodologia do levantamento em relação ao desemprego, por exemplo, está errada. Acontece que o Pnda apontou que os desempregados no Brasil fechou 2013 em 7,1%. Os dois senadores, pelo jeito, preferem os índices do PME, Pesquisa Mensal do Emprego, que indicou 5,4% de desempregados. Um detalhe: os dois levantamentos são feitos pelo IBGE. A diferença é que o PME colhe dados apenas em seis capitais, enquanto o Pnda é nacional.

Brasil

Recentemente, um ministro da suprema corte brasileira, STF, manteve na cadeia um homem acusado de furtar um galo e uma galinha. Valor da causa: 40 reais.

Galinha

Em Brasília, o ex-senador e empresário Luiz Estevão teve mantida condenação a 31 anos de xilindró como um dos acusados da roubalheira na construção da sede do TRT de São Paulo. Valor da causa: 170 milhões de reais.

O ladrão de galinha está preso. Estevão é presidente do PRTB e continua fazendo política em Brasília.

Por que não te calas?

A pergunta foi feita pelo rei espanhol ao venezuelano Hugo Chavez durante evento dos países latinos. Serve como uma luva para o senador e presidente do PSDB Aécio Neves.

Diante do indiciamento de Pimenta da Veiga pela Polícia Federal por ter recebido 300 mil reais de empresas de Marcos Valério, o cara que viabilizava as coisas nos mensalões, Aécio disse que era estranho que somente agora, quando Pimenta se lança candidato ao governo de Minas, é que o caso tenha ressurgido.

Pimenta da Veiga

Pimenta explicou o caso. Disse que prestou serviços como advogado que é para a tal empresa do Marcos Valério. OK? Claro, trabalhou, tem que receber. O problema é que ele não provou que realmente prestou esse serviço. Seria moleza mostrar que não houve nada errado, como suspeita a polícia: bastaria mostrar o caso em que ele atuou ou até uma singela declaração com o devido recolhimento do imposto devido.

Aécio poderia ter ficado calado.

Butecar

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Saideira. Começa hoje em Goiânia o Comida di Buteco. Este ano, 29 butecos vão participar do concurso que vai escolher as melhores comidinhas servidas por aqui. O evento nasceu em Belo Horizonte e se espalhou pelo Brasil. Então, e já que hoje é sexta, mais um motivo  – como se fosse preciso… – pra sair butecando por aí.

A culpa é da imprensa? Viva a imprensa

O  vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas, se licenciou do mandato. Ele é aquele deputado que imitou o gesto dos mensaleiros engaiolados, de punho levantado, numa clara provocação contra o presidente do STF, Joaquim Barbosa, na reabertura dos trabalhos legislativos, no início deste ano.

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O sujeito agiu como um pilantra. Está deixando o cargo porque sassaricou por aí num jatinho pago por um doleiro flagrado numa das operações da Polícia Federal. Primeiro ele disse que isso foi apenas uma bobagem. Depois, descobriram que a dupla vinha saqueando os cofres públicos.

Numa tentativa de se desviar da mira da imprensa, resolveu se licenciar para se livrar do que ele chamou de ¨ massacre midiático¨. Ou seja, viva a imprensa.

Nada de novo no front. Esse aí é apenas mais um que acusa a imprensa por ter sido flagrado roubando o suado dinheirinho dos impostos.

PS: dinheirinho, no caso, não é referencia nem ao volume que se paga de impostos e muito menos ao montante do saque. Se fosse, o correto seria usar dinheirão.

Prefeitura de Goiânia na UTI

Preparada sob o rigoroso olhar do secretário de Finanças, Cairo Peixoto, a reforma administrativa do governo Paulo Garcia completa 15 dias de vida na burocracia da Câmara Municipal de Goiânia. Até agora, venceu 2 obstáculos: o protocolo e a Procuradoria Jurídica. Ainda vai para a Comissão de Constituição e Justiça e, de lá, desembarca no plenário.

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A intenção declarada da reforma é economizar 80 milhões de reais por ano. Cairo assumiu o cargo no início deste ano e se assustou com o descontrole das contas. Ele representa a última esperança de o governo Paulo Garcia sair da UTI financeira em que se encontra.

Maguito quer acordo no PMDB

Está na coluna Giro, de Jarbas Júnior, hoje, em O Popular: o prefeito Maguito Vilela, de Aparecida de Goiânia, defende um acordo no PMDB entre Jr Friboi e Iris Rezende para evitar a disputa entre os 2 numa convenção.

Até aí, nada demais. O problema está quando o questionam sobre sua posição pessoal no imbróglio peemedebista: ¨Em 30 anos, o Iris sempre apoiou as minhas candidaturas. Já tenho um filho (dep est Daniel Vilela) e um sobrinho (dep fed Leandro Vilela) com Jr.¨

Tipo da resposta que não quer dizer nada. Ou muito. Se ele devolver a tal gentileza que Iris teve com ele por 30 anos, vai estar contra os interesses políticos familiares. E né.

O grupo maguitista rivaliza com os iristas no PMDB desde 1998, e tem servido como sustentáculo político da candidatura de Jr Friboi.

A dança da pesquisa sobre o estupro

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A observação é da antenada e sagaz jornalista Suely Arantes, na coluna Fio Direto, hoje, no Diário da Manhã. O Ipea divulgou pesquisa afirmando que 65% dos brasileiros acham que a roupa das mulheres podem provocar o estupro delas. Na sequência, o ministro Gilberto Carvalho disse que o governo tem uma atuante Secretaria de Política para as Mulheres.

Se a declaração do ministro se chocava com o resultado da pesquisa, não há mais conflito: o Ipea ¨descobriu¨ de repente que os dados estavam errados.

E tudo segue como dantes…

A fome de impostos não é diminui…

A internet transformou qualquer consumidor em potencial importador. Legal, né? Né, mas o governo federal também quer ¨gostar¨ da brincadeira… Resultado: a partir do ano que vem (este ano não dá: tem eleição), a receita federal fecha acordo com os correios e vai tarifar com a exorbitante taxa de impostos tudo o que os brasileiros comprarem lá fora pela internet. Isenção somente para produtos que, somados, custem 50 doletas americanas, coisa de 110 reais mais ou menos.

Marconi se recuperou mesmo ou é papo de pesquisa?

Há quem ainda tenha dúvidas sobre a tal recuperação da imagem do governo Marconi. Mas não há como desconhecer que aquele quadro de 2011 e 2012 ficou para trás.

Hoje, em O Popular, uma reportagem sobre a chuvarada de ontem, dá cara a essa recuperação. O jornal conta que parte da pista rodou entre Jaraguá e Jaranápolis, na BR-153. Lá pelas tantas, no penúltimo parágrafo, moradores da região, que são usuários da rodovia, ouvidos pelo jornal, resumem a situação atual. Veja a reprodução abaixo:

¨O fazendeiro Lívio França disse que cansou de esperar por melhorias na rodovia (BR-153) e até mudou seu roteiro já há algum tempo. “Eu optei por passar pela GO-330, que liga Anápolis a Ouro Verde, porque já não suportava a infinidade de buracos que tomaram conta da BR-153”, relatou o fazendeiro, que tem uma propriedade na cidade de Ceres e vai para lá todos os fins de semana. “Na verdade, eu rodo 16 quilômetros a mais, mas ainda assim é compensador, pois a rodovia para Ouro Verde está ótima e eu, mesmo andando mais, ganho tempo e reduzo a possibilidade de algum transtorno ao veículo.” ¨

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Ou seja, o cidadão prefere usar uma rodovia estadual a enfrentar os problemas existentes hoje naquele trecho da rodovia federal. Em 2011 era exatamente o oposto disso. Não é por outro motivo que alguns oposicionistas, que batiam sistematicamente na tecla da má conservação das estradas goianas, abandonaram esse tema e buscaram outros discursos.

Falta voz isenta para costurar o PMDB

Historicamente, o partido com maior capilaridade de Goiás, o PMDB, enfrentou dois momentos de intensa disputa interna na definição de candidato a governador: em 1982, entre Iris Rezende e Henrique Santillo, e em 1994, com Naphtali Alves e Maguito Vilela.

Em 82, a costura providencial de um acordo foi feita na alfaiataria do então presidente do PMDB, Mauro Borges. Em 94, foi Iris, que era governador, quem convenceu Naphtali e aceitar composição com chapa liderada por Maguito. Em ambos os casos, o PMDB foi unido para as eleições.

Hoje, o partido vive mais uma vez disputa interna duríssima entre Iris e Jr Friboi, só que agora não há uma voz dentro do partido com isenção suficiente para negociar uma composição.

O presidente regional, deputado Samuel Belchior, é irista. O prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, lidera o grupo que dá sustentação política às pretensões de Friboi.

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Sem interlocutores em Goiás, o PMDB foi à Brasília encontrar a saída. Deu um nada. O presidente nacional, Valdir Raupp, apresentou uma pesquisa que teria sido feita pelo Ibope, e lavou as mãos.

Um acordo no PMDB hoje parece muito distante. Tão distante que talvez não seja alcançado.

E o avião que desapareceu no Pará?

O mundo todo continua procurando o Boeing da Malaysia Airlines que sumiu lá pelas bandas da China. As autoridades da Malásia dizem que talvez nunca se encontre o avião e nem se descubra o que realmente aconteceu.

Pois no Brasil, também há um mistério: onde está (caiu) o avião bimotor da Jotan Táxi Aéreo que desapareceu nas selvas do Pará? Ontem, após 17 dias de busca, a Força Aérea Brasileira se deu por vencida, e anunciou que não vai mais procurar pelo avião ou o que restou dele.

Pequis ou reais, quanto você tem no bolso?

Quem não mora em Iporá, na região Sudoeste de Goiás, deve estar estranhando a frase acima. Por ser realmente uma frase estranha, mas não tem nada errado com ela. É que pequenos produtores rurais de Iporá criam um banco e lançaram uma moeda social, o pequi, que só vale na cidade. Um pequi vale o mesmo que um real.

O pequi dinheiro foi impresso no Banco do Brasil e tem até marca d´água. Coisa chique. Foi criado para que as riquezas da cidade circulem lá mesmo. Pode-se fazer feira, comprar produtos agropecuários e até remédios em farmácias (lojas conveniadas).

Esse tipo de moeda restrita a uma comunidade não é inédito, embora ainda esteja apenas engatinhando no Brasil. Existem hoje, calculam, cerca de 209 bancos sociais como o de Iporá.

Taxa extra na conta de luz

O usuário (quase todo mundo) vai pagar uma taxinha extra na conta de luz. Algo entre 8% e 9%. O dinheiro vai bancar os 8 bilhões de reais que as distribuidoras de energia estão recebendo.

Mas, calma, embora o rombo esteja acontecendo agora, essa taxa só vai ser cobrada pelo governo federal em 2015. Este ano, como se sabe, tem eleição.

¨O prestígio eleitoral do dinheiro¨

Essa bem sacada manchete de página  chama para reportagem assinada pela jornalista Danyla Martins, no Diário da Manhã, hoje (04/04), e ouve cientistas políticos sobre o tema.

A personagem foco da matéria é, óbvio, a candidatura de Jr Friboi, pelo PMDB. Para os cientistas entrevistados, o dinheiro conta bastante em qualquer eleição, mas não é suficiente. Vale a leitura.

Vale mesmo alimentação?

A notícia está na coluna Xadrez, assinada hoje (04/04) por Rubens Salomão, no jornal O Hoje. O prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, deu um aumento de 50% no vale-alimentação de todos os servidores municipais que recebem até 2 salários mínimos. Bom, né? Não, não é. Esse tal vale aí passou de 40 reais para 60 reais com o aumento.

Rest Pop Apar

Com esse dinheiro, o servidor municipal de Aparecida só consegue comer se for a um restaurante popular, que ¨vende¨ refeições por 1 real. Mas vai ter que disputar prato com os cidadãos que frequentam o restaurante: são menos de 1.000 refeições por dia.

Uma visão sobre as pesquisas

No jornal Diário da Manhã, hoje (01/04), reportagem assinada por Danyla Martins, trouxe a avaliação das atuais pesquisas eleitorais na visão de cientistas políticos de Goiás. Voz corrente entre todos, ou quase todos, o quadro atual apresenta polarização entre o governador Marconi Perillo e o ex-prefeito Iris Rezende. Os cientistas, a maioria, acrescentou o nome do ainda prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, como forte possibilidade futura. Detalhe: Gomide, em todas as pesquisas, é o último colocado.

O prefeito petista á realmente forte? Neste momento, não há como dizer que sim a não ser do campo do analista-torcedor. Mas tem potencial, sim. Sua imagem é boa, e isso pode valer alguns pontos a mais no decorrer da campanha. Antes, porém, é claro, sua candidatura precisa ser confirmada. Ele ainda é prefeito, terá que abandonar o cargo esta semana. Ou será riscado da eleição deste ano por força da legislação eleitoral.

Um dos cientistas ouvidos pelo jornal fez uma citação curiosa. Referindo-se às pesquisas atuais – que era o tema central motivador da reportagem – ele disse que ¨as intenções de voto (de cada candidato nas pesquisas) não são necessariamente intenções de voto¨. E acrescentou que sua análise se baseava também em pesquisas qualitativas. Opinião é opinião, e cada um tem a sua.

Mas é tema recorrente esse: pesquisa qualitativa versus pesquisa quantitativa. Qual é a melhor para aferir os humores do eleitorado?

gráfico sem números

Qualitativa ou quantitativa?

Não raras vezes, o argumento das pesquisas qualitativas são sacadas diante de dificuldades surgidas nas pesquisas quantitativas. Isso porque elas jogam trevas, e não luzes, sobre a discussão: como discutir algo que não foi divulgado, que ninguém, a não ser aqueles que diretamente participaram da tal pesquisa qualitativa, tem conhecimento?

Além disso, qualitativas são interpretações. Tem muito de intuição. Ou seja, um ¨zero¨ pode ser interpretado como ¨zero¨ ou como ¨um¨ do futuro porque a conclusão, jamais definitiva, estará atrelada às demais informações que a pesquisa qualitativa deve trazer, e que para o grande público não tem relação entre elas. O cientista especializado em qualitativas consegue ¨ver¨ essa intimidade de questões aparentemente desconectadas, e assim concluir que o ¨zero¨ é possível ¨um¨.

Também por isso, além de inúmeros outros fatores, resultados de pesquisas qualitativas não são divulgados. Não há números para resumir o quadro conclusivo. Não é preto no branco. A qualitativa é nuance de várias cores.

E funciona? Sim, e não.

Mal comparando, imagine a qualitativa como preparação de um novo carro de Fórmula 1. Na bancada, o motor é uma joia, com potência de sobra. No túnel de vento, as formas da carroceria funcionam que é uma maravilha. Tudo pronto, o carro é feito exatamente como os testes indicaram e começa a temporada nas pistas. A máquina maravilhosa, que foi show no laboratório, pode se revelar uma carroça nas corridas. E se isso acontece até com uma Ferrari, imagine o que pode acontecer com as Sauber da vida.

Em resumo: as pesquisas qualitativas são muito importante e, por isso, indispensáveis, mas não são definitivas e nem infalíveis. Se assim fosse, quando aplicadas em eleições, haveria empate entre todos os grandes candidatos.

Números

As pesquisas quantitativas são mais fáceis de se entender. Um nome está com 10% e o outro tem 30%, está resolvido: quem tem mais, está na frente. O grande problema é que frequentemente se usa esse resultado, aplicável apenas no momento em que a pesquisa foi feita, como projeção de resultados futuros. Não é.

Candidatos que estão à frente podem aumentar a vantagem ou perder terreno. Um modo melhor de, aí, sim, se ter uma visão mais abrangente, é comparar as pesquisas quantitativas ao longo de um bom período. As curvas com os resultados de vários levantamentos revelam exatamente o quadro geral. Ou seja, podem mostrar que, mantidas todas as condições, a evolução é essa, de crescimento, queda ou estabilização.

Voltando à comparação com a Fórmula 1. O piloto que arranca bem na temporada e vence logo as primeiras 5 provas do campeonato não necessariamente vai ser o campeão no final do ano. Ao longo das etapas futuras, esse líder do momento pode ficar sem gasolina, estourar o motor, ter o pneu furado, rodar em algumas curvas e bater no muro umas tantas vezes… e perder o campeonato.

Em resumo, pesquisas são momentos atualíssimos, jamais, e definitivamente, projeção de resultados.

Blog

República bananeira?

Artigo assinado por um escritor-blogueiro, hoje (28/03), Luiz Carlos Amorim, no caderno Opinião Pública do Diário da Manhã, me chamou a atenção. Ele afirma e analisa que o Brasil pode importar bananas do Equador.

macaco banana

¨Pegadinha do Malandro¨, pensei. E saí atrás de mais informações a respeito disso na internet. Cheguei ao site do Canal Rural (http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/03/produtores-de-banana-protestam-em-sao-paulo-contra-importacao-do-equador-4455018.html).

Antes de ficar escandalizado, pense pelo lado bom: daqui uns anos ninguém vai pode dizer em tom jocoso que somos uma república bananeira…

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Farda sensual

A foto de uma moça sensualizando geral com fardamento da PM goiana ganhou ontem a internet. Ela é namorada de um recrutado do SIMVE, e teria se aproveitado da ausência dele para vestir a roupa,  e mandar as fotos via WhatsApp.

Farda sensual-PM

 

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calibre 7.62Corrupção epidêmica

Traficante da Maré, no Rio de Janeiro, foi preso com 700 balas de grosso calibre, 7.62. Bem, mas e daí, traficantes tem tanta munição que frequentemente são flagrados disparando a esmo até para comemorar gol em pelada, ué. A novidade neste caso é que as balas pertenciam ao Exército. Dois militares as venderam para bandidos do PCC, e foram então descobertas com o tal traficante.

Não deixa de ser curioso, né? Ou seja, graças à corrupção epidêmica do Brasil, o tráfico se abastece até com balas do exército.

Quer outra curiosidade que também parece soar como piada? Pra arrematar: o tal traficante foi preso por… receptação.

Cadê a grana?

Notícia de ontem: arrecadação de impostos, taxas, contribuições e etc e tal bateu novo recorde no mês de fevereiro.

Notícia de hoje: mesmo assim, o governo teve que pedir mais de 3 bilhões de 28/03reais emprestados para pagar as despesas.

É o mesmo que usar o limite do cheque especial para abastecer e comprar pãozinho na padaria. Ou seja: ferrou.

Vai piorar

Banco Central elevou a previsão de inflação para este ano, de 5,6% para 6,1%. E, ao mesmo, diminuiu a previsão de crescimento da economia, de 2,3% para 2%. Cenário ruim? Muito, mas poderá ser pior. O mesmo Banco Central diz que há 40% de chances de a inflação romper o teto da meta deste ano, que é de 6,5%.

Rezar não adianta.

A nota rebaixada do Brasil: o que muda na sua vida?

Muito se falou sobre o rebaixamento da nota do Brasil, de BBB para BBB-, (o traço significa menos), pela agência americana Standart&Poors, S&P. Quase não se percebeu que as empresas brasileiras também entraram na faca avaliadora.

Petrobras, Eletrobrás e Samanco (do setor de mineração) igualmente foram rebaixadas. Só? Não. O setor financeiro foi atingido também. Nada menos que 13 instituições tiveram notas menores – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Sul América, Caixa Econômica Federal, BNDES, Itaú BBA, HSBC, Citibank,  Banco do Nordeste, Sul América Seguros e Allianz.

Para o cidadão comum – eu, você e o resto de todos nós – as notas mais baixas vão passar longe de afetar o nosso dia a dia. Então, essa notícia é insignificante? Não, não. Ao contrário: é muito preocupante. Significa, em primeiro lugar, que a economia do Brasil parou de melhorar. Se não corrigir agora, vai piorar e, aí, sim, os efeitos vão atingir todos nós.

Luz do óleo

Complicado entender a coisa? Bem, então imagine que no painel do carro a luzinha espia do monitoramento do óleo do motor da uma piscadinha. Uma bobagem, sim, mas se o motorista não parar o carro e corrigir o nível do óleo, o motor vai fundir. É isso.

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Crescimento versus incentivos fiscais

Não há mais o que discutir sobre a validade dos incentivos fiscais praticados pelo Estado de Goiás. Segundo levantamento do BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento, entre 2002 e 2012 a economia estadual cresceu 300% e a arrecadação dobrou de tamanho no mesmo período. Trocando em miúdos: o Estado, com seu leque de incentivos fiscais, abriu mão 100, arrecadou 200 e cresceu 300. Um ótimo negócio sob qualquer ponto de vista.

Comparando os dados atuais sobre crescimento da economia goiana e o peso dos incentivos fiscais, as vantagens impactam de maneira impressionante. No início, em 2002, os incentivos somavam 7,5% do PIB estadual. Hoje, atingem somente 4,9%. A pesquisa, feita por economistas brasileiros com dados de 16 estados brasileiros e o Distrito Federal, mostra ainda que os efeitos dos incentivos hoje estão se mantendo praticamente inalterados.

A notícia foi publicada na edição de hoje (27/03) do jornal O Popular.

Mas onde está a mágica fiscal de abrir mão de impostos, crescer a economia e dobrar a arrecadação? Não é mágica nenhuma. O que ocorreu foi uma forte atração de novos empreendimentos, que geraram renda e emprego, que voltaram para a economia e continuaram rodando e ampliando o mercado, provocando então em efeito continuado que se realimenta.

A carga tributária brasileira é uma das mais altas do planeta. Na prática, cada brasileiro trabalha/produz durante 5 meses ao ano somente para pagar impostos, taxas, licenças, contribuições e assemelhados. Diante desse levantamento do BID, de que Goiás cresceu e passou a arrecadar um volume maior de impostos com uma carga menor de impostos, é mais do que conveniente discutir seriamente se a política nacional de arrecadação voraz é o melhor modelo de gestão fiscal para o país.

Loucura geral

Estação de energia

Parece estupidez, e é mesmo. A cada mês, bate-se novos recordes de arrecadação de impostos no Brasil. Nem as famosas e localizadas desonerações conseguem evitar isso.

Pois não é que já se cogita mais um aumento nas já absurdas e abusivas taxas brasileiras? Pode vir por aí mais imposto na energia elétrica. Seria destinado a cobrir um pouco o rombo que se espera para este ano nas contas das elétricas.

Tranca na porta

Velha história de colocar tranca na porta depois da visita do ladrão. Um dos acusados do assassinato do jornalista Valério Luiz, ocorrido em 2012, escapou para a Europa. Vive em Portugal com a família dele.

Ele disse ao jornal O Popular que não fugiu, mas se mandou pra lá para se proteger e resguardar a família. E acrescentou: se a Justiça lhe der garantias, volta na hora.

Drogas e mortes

As quatro meninas cruelmente assassinadas no Morro do Mendanha, em Goiânia, foram vítimas de traficantes, 3 deles menores de 18 anos, e 1 mais velho um pouquinho, 21 anos.

Ou seja, crianças matando crianças.

No Brasil, já se acostumou dizer que somos um país campeão em assassinatos por causa das drogas e dos traficantes. A tese é completamente capenga. Drogas e traficantes existem em tudo e quanto é país do mundo, mas em pouquíssimos lugares do planeta se mata como aqui.