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Impressões do cotidiano

Marconi se recuperou mesmo ou é papo de pesquisa?

Há quem ainda tenha dúvidas sobre a tal recuperação da imagem do governo Marconi. Mas não há como desconhecer que aquele quadro de 2011 e 2012 ficou para trás.

Hoje, em O Popular, uma reportagem sobre a chuvarada de ontem, dá cara a essa recuperação. O jornal conta que parte da pista rodou entre Jaraguá e Jaranápolis, na BR-153. Lá pelas tantas, no penúltimo parágrafo, moradores da região, que são usuários da rodovia, ouvidos pelo jornal, resumem a situação atual. Veja a reprodução abaixo:

¨O fazendeiro Lívio França disse que cansou de esperar por melhorias na rodovia (BR-153) e até mudou seu roteiro já há algum tempo. “Eu optei por passar pela GO-330, que liga Anápolis a Ouro Verde, porque já não suportava a infinidade de buracos que tomaram conta da BR-153”, relatou o fazendeiro, que tem uma propriedade na cidade de Ceres e vai para lá todos os fins de semana. “Na verdade, eu rodo 16 quilômetros a mais, mas ainda assim é compensador, pois a rodovia para Ouro Verde está ótima e eu, mesmo andando mais, ganho tempo e reduzo a possibilidade de algum transtorno ao veículo.” ¨

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Ou seja, o cidadão prefere usar uma rodovia estadual a enfrentar os problemas existentes hoje naquele trecho da rodovia federal. Em 2011 era exatamente o oposto disso. Não é por outro motivo que alguns oposicionistas, que batiam sistematicamente na tecla da má conservação das estradas goianas, abandonaram esse tema e buscaram outros discursos.

Falta voz isenta para costurar o PMDB

Historicamente, o partido com maior capilaridade de Goiás, o PMDB, enfrentou dois momentos de intensa disputa interna na definição de candidato a governador: em 1982, entre Iris Rezende e Henrique Santillo, e em 1994, com Naphtali Alves e Maguito Vilela.

Em 82, a costura providencial de um acordo foi feita na alfaiataria do então presidente do PMDB, Mauro Borges. Em 94, foi Iris, que era governador, quem convenceu Naphtali e aceitar composição com chapa liderada por Maguito. Em ambos os casos, o PMDB foi unido para as eleições.

Hoje, o partido vive mais uma vez disputa interna duríssima entre Iris e Jr Friboi, só que agora não há uma voz dentro do partido com isenção suficiente para negociar uma composição.

O presidente regional, deputado Samuel Belchior, é irista. O prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, lidera o grupo que dá sustentação política às pretensões de Friboi.

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Sem interlocutores em Goiás, o PMDB foi à Brasília encontrar a saída. Deu um nada. O presidente nacional, Valdir Raupp, apresentou uma pesquisa que teria sido feita pelo Ibope, e lavou as mãos.

Um acordo no PMDB hoje parece muito distante. Tão distante que talvez não seja alcançado.

E o avião que desapareceu no Pará?

O mundo todo continua procurando o Boeing da Malaysia Airlines que sumiu lá pelas bandas da China. As autoridades da Malásia dizem que talvez nunca se encontre o avião e nem se descubra o que realmente aconteceu.

Pois no Brasil, também há um mistério: onde está (caiu) o avião bimotor da Jotan Táxi Aéreo que desapareceu nas selvas do Pará? Ontem, após 17 dias de busca, a Força Aérea Brasileira se deu por vencida, e anunciou que não vai mais procurar pelo avião ou o que restou dele.

Pequis ou reais, quanto você tem no bolso?

Quem não mora em Iporá, na região Sudoeste de Goiás, deve estar estranhando a frase acima. Por ser realmente uma frase estranha, mas não tem nada errado com ela. É que pequenos produtores rurais de Iporá criam um banco e lançaram uma moeda social, o pequi, que só vale na cidade. Um pequi vale o mesmo que um real.

O pequi dinheiro foi impresso no Banco do Brasil e tem até marca d´água. Coisa chique. Foi criado para que as riquezas da cidade circulem lá mesmo. Pode-se fazer feira, comprar produtos agropecuários e até remédios em farmácias (lojas conveniadas).

Esse tipo de moeda restrita a uma comunidade não é inédito, embora ainda esteja apenas engatinhando no Brasil. Existem hoje, calculam, cerca de 209 bancos sociais como o de Iporá.

Taxa extra na conta de luz

O usuário (quase todo mundo) vai pagar uma taxinha extra na conta de luz. Algo entre 8% e 9%. O dinheiro vai bancar os 8 bilhões de reais que as distribuidoras de energia estão recebendo.

Mas, calma, embora o rombo esteja acontecendo agora, essa taxa só vai ser cobrada pelo governo federal em 2015. Este ano, como se sabe, tem eleição.

¨O prestígio eleitoral do dinheiro¨

Essa bem sacada manchete de página  chama para reportagem assinada pela jornalista Danyla Martins, no Diário da Manhã, hoje (04/04), e ouve cientistas políticos sobre o tema.

A personagem foco da matéria é, óbvio, a candidatura de Jr Friboi, pelo PMDB. Para os cientistas entrevistados, o dinheiro conta bastante em qualquer eleição, mas não é suficiente. Vale a leitura.

Vale mesmo alimentação?

A notícia está na coluna Xadrez, assinada hoje (04/04) por Rubens Salomão, no jornal O Hoje. O prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, deu um aumento de 50% no vale-alimentação de todos os servidores municipais que recebem até 2 salários mínimos. Bom, né? Não, não é. Esse tal vale aí passou de 40 reais para 60 reais com o aumento.

Rest Pop Apar

Com esse dinheiro, o servidor municipal de Aparecida só consegue comer se for a um restaurante popular, que ¨vende¨ refeições por 1 real. Mas vai ter que disputar prato com os cidadãos que frequentam o restaurante: são menos de 1.000 refeições por dia.

Uma visão sobre as pesquisas

No jornal Diário da Manhã, hoje (01/04), reportagem assinada por Danyla Martins, trouxe a avaliação das atuais pesquisas eleitorais na visão de cientistas políticos de Goiás. Voz corrente entre todos, ou quase todos, o quadro atual apresenta polarização entre o governador Marconi Perillo e o ex-prefeito Iris Rezende. Os cientistas, a maioria, acrescentou o nome do ainda prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, como forte possibilidade futura. Detalhe: Gomide, em todas as pesquisas, é o último colocado.

O prefeito petista á realmente forte? Neste momento, não há como dizer que sim a não ser do campo do analista-torcedor. Mas tem potencial, sim. Sua imagem é boa, e isso pode valer alguns pontos a mais no decorrer da campanha. Antes, porém, é claro, sua candidatura precisa ser confirmada. Ele ainda é prefeito, terá que abandonar o cargo esta semana. Ou será riscado da eleição deste ano por força da legislação eleitoral.

Um dos cientistas ouvidos pelo jornal fez uma citação curiosa. Referindo-se às pesquisas atuais – que era o tema central motivador da reportagem – ele disse que ¨as intenções de voto (de cada candidato nas pesquisas) não são necessariamente intenções de voto¨. E acrescentou que sua análise se baseava também em pesquisas qualitativas. Opinião é opinião, e cada um tem a sua.

Mas é tema recorrente esse: pesquisa qualitativa versus pesquisa quantitativa. Qual é a melhor para aferir os humores do eleitorado?

gráfico sem números

Qualitativa ou quantitativa?

Não raras vezes, o argumento das pesquisas qualitativas são sacadas diante de dificuldades surgidas nas pesquisas quantitativas. Isso porque elas jogam trevas, e não luzes, sobre a discussão: como discutir algo que não foi divulgado, que ninguém, a não ser aqueles que diretamente participaram da tal pesquisa qualitativa, tem conhecimento?

Além disso, qualitativas são interpretações. Tem muito de intuição. Ou seja, um ¨zero¨ pode ser interpretado como ¨zero¨ ou como ¨um¨ do futuro porque a conclusão, jamais definitiva, estará atrelada às demais informações que a pesquisa qualitativa deve trazer, e que para o grande público não tem relação entre elas. O cientista especializado em qualitativas consegue ¨ver¨ essa intimidade de questões aparentemente desconectadas, e assim concluir que o ¨zero¨ é possível ¨um¨.

Também por isso, além de inúmeros outros fatores, resultados de pesquisas qualitativas não são divulgados. Não há números para resumir o quadro conclusivo. Não é preto no branco. A qualitativa é nuance de várias cores.

E funciona? Sim, e não.

Mal comparando, imagine a qualitativa como preparação de um novo carro de Fórmula 1. Na bancada, o motor é uma joia, com potência de sobra. No túnel de vento, as formas da carroceria funcionam que é uma maravilha. Tudo pronto, o carro é feito exatamente como os testes indicaram e começa a temporada nas pistas. A máquina maravilhosa, que foi show no laboratório, pode se revelar uma carroça nas corridas. E se isso acontece até com uma Ferrari, imagine o que pode acontecer com as Sauber da vida.

Em resumo: as pesquisas qualitativas são muito importante e, por isso, indispensáveis, mas não são definitivas e nem infalíveis. Se assim fosse, quando aplicadas em eleições, haveria empate entre todos os grandes candidatos.

Números

As pesquisas quantitativas são mais fáceis de se entender. Um nome está com 10% e o outro tem 30%, está resolvido: quem tem mais, está na frente. O grande problema é que frequentemente se usa esse resultado, aplicável apenas no momento em que a pesquisa foi feita, como projeção de resultados futuros. Não é.

Candidatos que estão à frente podem aumentar a vantagem ou perder terreno. Um modo melhor de, aí, sim, se ter uma visão mais abrangente, é comparar as pesquisas quantitativas ao longo de um bom período. As curvas com os resultados de vários levantamentos revelam exatamente o quadro geral. Ou seja, podem mostrar que, mantidas todas as condições, a evolução é essa, de crescimento, queda ou estabilização.

Voltando à comparação com a Fórmula 1. O piloto que arranca bem na temporada e vence logo as primeiras 5 provas do campeonato não necessariamente vai ser o campeão no final do ano. Ao longo das etapas futuras, esse líder do momento pode ficar sem gasolina, estourar o motor, ter o pneu furado, rodar em algumas curvas e bater no muro umas tantas vezes… e perder o campeonato.

Em resumo, pesquisas são momentos atualíssimos, jamais, e definitivamente, projeção de resultados.

Blog

República bananeira?

Artigo assinado por um escritor-blogueiro, hoje (28/03), Luiz Carlos Amorim, no caderno Opinião Pública do Diário da Manhã, me chamou a atenção. Ele afirma e analisa que o Brasil pode importar bananas do Equador.

macaco banana

¨Pegadinha do Malandro¨, pensei. E saí atrás de mais informações a respeito disso na internet. Cheguei ao site do Canal Rural (http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/03/produtores-de-banana-protestam-em-sao-paulo-contra-importacao-do-equador-4455018.html).

Antes de ficar escandalizado, pense pelo lado bom: daqui uns anos ninguém vai pode dizer em tom jocoso que somos uma república bananeira…

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Farda sensual

A foto de uma moça sensualizando geral com fardamento da PM goiana ganhou ontem a internet. Ela é namorada de um recrutado do SIMVE, e teria se aproveitado da ausência dele para vestir a roupa,  e mandar as fotos via WhatsApp.

Farda sensual-PM

 

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calibre 7.62Corrupção epidêmica

Traficante da Maré, no Rio de Janeiro, foi preso com 700 balas de grosso calibre, 7.62. Bem, mas e daí, traficantes tem tanta munição que frequentemente são flagrados disparando a esmo até para comemorar gol em pelada, ué. A novidade neste caso é que as balas pertenciam ao Exército. Dois militares as venderam para bandidos do PCC, e foram então descobertas com o tal traficante.

Não deixa de ser curioso, né? Ou seja, graças à corrupção epidêmica do Brasil, o tráfico se abastece até com balas do exército.

Quer outra curiosidade que também parece soar como piada? Pra arrematar: o tal traficante foi preso por… receptação.

Cadê a grana?

Notícia de ontem: arrecadação de impostos, taxas, contribuições e etc e tal bateu novo recorde no mês de fevereiro.

Notícia de hoje: mesmo assim, o governo teve que pedir mais de 3 bilhões de 28/03reais emprestados para pagar as despesas.

É o mesmo que usar o limite do cheque especial para abastecer e comprar pãozinho na padaria. Ou seja: ferrou.

Vai piorar

Banco Central elevou a previsão de inflação para este ano, de 5,6% para 6,1%. E, ao mesmo, diminuiu a previsão de crescimento da economia, de 2,3% para 2%. Cenário ruim? Muito, mas poderá ser pior. O mesmo Banco Central diz que há 40% de chances de a inflação romper o teto da meta deste ano, que é de 6,5%.

Rezar não adianta.

A nota rebaixada do Brasil: o que muda na sua vida?

Muito se falou sobre o rebaixamento da nota do Brasil, de BBB para BBB-, (o traço significa menos), pela agência americana Standart&Poors, S&P. Quase não se percebeu que as empresas brasileiras também entraram na faca avaliadora.

Petrobras, Eletrobrás e Samanco (do setor de mineração) igualmente foram rebaixadas. Só? Não. O setor financeiro foi atingido também. Nada menos que 13 instituições tiveram notas menores – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Sul América, Caixa Econômica Federal, BNDES, Itaú BBA, HSBC, Citibank,  Banco do Nordeste, Sul América Seguros e Allianz.

Para o cidadão comum – eu, você e o resto de todos nós – as notas mais baixas vão passar longe de afetar o nosso dia a dia. Então, essa notícia é insignificante? Não, não. Ao contrário: é muito preocupante. Significa, em primeiro lugar, que a economia do Brasil parou de melhorar. Se não corrigir agora, vai piorar e, aí, sim, os efeitos vão atingir todos nós.

Luz do óleo

Complicado entender a coisa? Bem, então imagine que no painel do carro a luzinha espia do monitoramento do óleo do motor da uma piscadinha. Uma bobagem, sim, mas se o motorista não parar o carro e corrigir o nível do óleo, o motor vai fundir. É isso.

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Crescimento versus incentivos fiscais

Não há mais o que discutir sobre a validade dos incentivos fiscais praticados pelo Estado de Goiás. Segundo levantamento do BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento, entre 2002 e 2012 a economia estadual cresceu 300% e a arrecadação dobrou de tamanho no mesmo período. Trocando em miúdos: o Estado, com seu leque de incentivos fiscais, abriu mão 100, arrecadou 200 e cresceu 300. Um ótimo negócio sob qualquer ponto de vista.

Comparando os dados atuais sobre crescimento da economia goiana e o peso dos incentivos fiscais, as vantagens impactam de maneira impressionante. No início, em 2002, os incentivos somavam 7,5% do PIB estadual. Hoje, atingem somente 4,9%. A pesquisa, feita por economistas brasileiros com dados de 16 estados brasileiros e o Distrito Federal, mostra ainda que os efeitos dos incentivos hoje estão se mantendo praticamente inalterados.

A notícia foi publicada na edição de hoje (27/03) do jornal O Popular.

Mas onde está a mágica fiscal de abrir mão de impostos, crescer a economia e dobrar a arrecadação? Não é mágica nenhuma. O que ocorreu foi uma forte atração de novos empreendimentos, que geraram renda e emprego, que voltaram para a economia e continuaram rodando e ampliando o mercado, provocando então em efeito continuado que se realimenta.

A carga tributária brasileira é uma das mais altas do planeta. Na prática, cada brasileiro trabalha/produz durante 5 meses ao ano somente para pagar impostos, taxas, licenças, contribuições e assemelhados. Diante desse levantamento do BID, de que Goiás cresceu e passou a arrecadar um volume maior de impostos com uma carga menor de impostos, é mais do que conveniente discutir seriamente se a política nacional de arrecadação voraz é o melhor modelo de gestão fiscal para o país.

Loucura geral

Estação de energia

Parece estupidez, e é mesmo. A cada mês, bate-se novos recordes de arrecadação de impostos no Brasil. Nem as famosas e localizadas desonerações conseguem evitar isso.

Pois não é que já se cogita mais um aumento nas já absurdas e abusivas taxas brasileiras? Pode vir por aí mais imposto na energia elétrica. Seria destinado a cobrir um pouco o rombo que se espera para este ano nas contas das elétricas.

Tranca na porta

Velha história de colocar tranca na porta depois da visita do ladrão. Um dos acusados do assassinato do jornalista Valério Luiz, ocorrido em 2012, escapou para a Europa. Vive em Portugal com a família dele.

Ele disse ao jornal O Popular que não fugiu, mas se mandou pra lá para se proteger e resguardar a família. E acrescentou: se a Justiça lhe der garantias, volta na hora.

Drogas e mortes

As quatro meninas cruelmente assassinadas no Morro do Mendanha, em Goiânia, foram vítimas de traficantes, 3 deles menores de 18 anos, e 1 mais velho um pouquinho, 21 anos.

Ou seja, crianças matando crianças.

No Brasil, já se acostumou dizer que somos um país campeão em assassinatos por causa das drogas e dos traficantes. A tese é completamente capenga. Drogas e traficantes existem em tudo e quanto é país do mundo, mas em pouquíssimos lugares do planeta se mata como aqui.

Serpes/O Popular

A mais recente pesquisa realizada pelo instituto Serpes e publicada pelo jornal O Popular trouxe uma ótima notícia para o governador Marconi Perillo e uma informação que acende a luz de alerta para a reeleição.

Marconi não parou de crescer e abre em relação ao 2º colocado, Iris Rezende. Os demais nomes, apesar de serem os únicos declaradamente candidatos, Vanderlan Cardoso, Jr Friboi e Antônio Gomide, capinam sob o forte sol da planície: somados, perderiam para Marconi já no 1º turno, se as eleições fossem agora.

Entre os 5, 2 se garantem nas próprias candidaturas: Marconi, pela base aliada, e Vanderlan, na até hoje quixotesca 3ª via, só não se confirmam candidatos se não quiserem. Gomide, no PT, tem muito a arriscar: nada menos que 2 anos e 9 meses de mandato como prefeito da principal cidade do interior do Estado, Anápolis. A definição final dele e do PT está marcada para o final desta semana. Não deixa de ser um drama. Iris Rezende e Jr Friboi dividem o PMDB até agora sem nenhuma indicação de acordo entre eles. Friboi diz que vai para a convenção. Iris prefere negociar antes e tirar o rival da parada dura.

Céu de brigadeiro para Marconi? Claro que sim. Aumentou vantagem para o principal concorrente e pode chegar às urnas como governador em processo de reeleição, o que sempre conta muito. De quebra, a aprovação de seu governo também tem crescido.

Mas o que faz aquela nuvem lá no horizonte? Preocupa.

Rejeição

O governador é o mais rejeitado entre os eleitores. Nenhuma novidade nisso. Geralmente, a tendência do eleitor oposicionista é mesmo rejeitar quem está no governo. Formou-se essa pequena nuvem pelo fato de que o índice de Marconi variou, dentro da margem de erro, positivamente. Chegou aos 31 pontos.

Esse índice perturba, mas não muda o quadro geral de céu de brigadeiro. É uma nuvem, apenas. Com os modernos mecanismos de monitoração, é possível navegar tranquilamente e sem maiores turbulências.

Teoricamente, rejeição é intransponível quando atinge 50% mais 1 voto. É o que diz a regra eleitoral. Na prática, o limite razoável de risco acentuado é 40%. Um pouco mais é considerado alto risco, mas não sacramenta inviabilidade eleitoral. Há casos de rejeição acima do índice limite que resultaram em estrondosas vitórias. Para ficar em dois exemplos, Lula e Dilma.

Portanto, para Marconi, a rejeição é até agora somente uma nuvem. Que incomoda porque está em movimento. Ele precisa monitorar bem para não tumultuar seu céu de brigadeiro rumo à reeleição.