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Impressões do cotidiano

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República bananeira?

Artigo assinado por um escritor-blogueiro, hoje (28/03), Luiz Carlos Amorim, no caderno Opinião Pública do Diário da Manhã, me chamou a atenção. Ele afirma e analisa que o Brasil pode importar bananas do Equador.

macaco banana

¨Pegadinha do Malandro¨, pensei. E saí atrás de mais informações a respeito disso na internet. Cheguei ao site do Canal Rural (http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/03/produtores-de-banana-protestam-em-sao-paulo-contra-importacao-do-equador-4455018.html).

Antes de ficar escandalizado, pense pelo lado bom: daqui uns anos ninguém vai pode dizer em tom jocoso que somos uma república bananeira…

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Farda sensual

A foto de uma moça sensualizando geral com fardamento da PM goiana ganhou ontem a internet. Ela é namorada de um recrutado do SIMVE, e teria se aproveitado da ausência dele para vestir a roupa,  e mandar as fotos via WhatsApp.

Farda sensual-PM

 

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calibre 7.62Corrupção epidêmica

Traficante da Maré, no Rio de Janeiro, foi preso com 700 balas de grosso calibre, 7.62. Bem, mas e daí, traficantes tem tanta munição que frequentemente são flagrados disparando a esmo até para comemorar gol em pelada, ué. A novidade neste caso é que as balas pertenciam ao Exército. Dois militares as venderam para bandidos do PCC, e foram então descobertas com o tal traficante.

Não deixa de ser curioso, né? Ou seja, graças à corrupção epidêmica do Brasil, o tráfico se abastece até com balas do exército.

Quer outra curiosidade que também parece soar como piada? Pra arrematar: o tal traficante foi preso por… receptação.

Cadê a grana?

Notícia de ontem: arrecadação de impostos, taxas, contribuições e etc e tal bateu novo recorde no mês de fevereiro.

Notícia de hoje: mesmo assim, o governo teve que pedir mais de 3 bilhões de 28/03reais emprestados para pagar as despesas.

É o mesmo que usar o limite do cheque especial para abastecer e comprar pãozinho na padaria. Ou seja: ferrou.

Vai piorar

Banco Central elevou a previsão de inflação para este ano, de 5,6% para 6,1%. E, ao mesmo, diminuiu a previsão de crescimento da economia, de 2,3% para 2%. Cenário ruim? Muito, mas poderá ser pior. O mesmo Banco Central diz que há 40% de chances de a inflação romper o teto da meta deste ano, que é de 6,5%.

Rezar não adianta.

A nota rebaixada do Brasil: o que muda na sua vida?

Muito se falou sobre o rebaixamento da nota do Brasil, de BBB para BBB-, (o traço significa menos), pela agência americana Standart&Poors, S&P. Quase não se percebeu que as empresas brasileiras também entraram na faca avaliadora.

Petrobras, Eletrobrás e Samanco (do setor de mineração) igualmente foram rebaixadas. Só? Não. O setor financeiro foi atingido também. Nada menos que 13 instituições tiveram notas menores – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Sul América, Caixa Econômica Federal, BNDES, Itaú BBA, HSBC, Citibank,  Banco do Nordeste, Sul América Seguros e Allianz.

Para o cidadão comum – eu, você e o resto de todos nós – as notas mais baixas vão passar longe de afetar o nosso dia a dia. Então, essa notícia é insignificante? Não, não. Ao contrário: é muito preocupante. Significa, em primeiro lugar, que a economia do Brasil parou de melhorar. Se não corrigir agora, vai piorar e, aí, sim, os efeitos vão atingir todos nós.

Luz do óleo

Complicado entender a coisa? Bem, então imagine que no painel do carro a luzinha espia do monitoramento do óleo do motor da uma piscadinha. Uma bobagem, sim, mas se o motorista não parar o carro e corrigir o nível do óleo, o motor vai fundir. É isso.

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Crescimento versus incentivos fiscais

Não há mais o que discutir sobre a validade dos incentivos fiscais praticados pelo Estado de Goiás. Segundo levantamento do BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento, entre 2002 e 2012 a economia estadual cresceu 300% e a arrecadação dobrou de tamanho no mesmo período. Trocando em miúdos: o Estado, com seu leque de incentivos fiscais, abriu mão 100, arrecadou 200 e cresceu 300. Um ótimo negócio sob qualquer ponto de vista.

Comparando os dados atuais sobre crescimento da economia goiana e o peso dos incentivos fiscais, as vantagens impactam de maneira impressionante. No início, em 2002, os incentivos somavam 7,5% do PIB estadual. Hoje, atingem somente 4,9%. A pesquisa, feita por economistas brasileiros com dados de 16 estados brasileiros e o Distrito Federal, mostra ainda que os efeitos dos incentivos hoje estão se mantendo praticamente inalterados.

A notícia foi publicada na edição de hoje (27/03) do jornal O Popular.

Mas onde está a mágica fiscal de abrir mão de impostos, crescer a economia e dobrar a arrecadação? Não é mágica nenhuma. O que ocorreu foi uma forte atração de novos empreendimentos, que geraram renda e emprego, que voltaram para a economia e continuaram rodando e ampliando o mercado, provocando então em efeito continuado que se realimenta.

A carga tributária brasileira é uma das mais altas do planeta. Na prática, cada brasileiro trabalha/produz durante 5 meses ao ano somente para pagar impostos, taxas, licenças, contribuições e assemelhados. Diante desse levantamento do BID, de que Goiás cresceu e passou a arrecadar um volume maior de impostos com uma carga menor de impostos, é mais do que conveniente discutir seriamente se a política nacional de arrecadação voraz é o melhor modelo de gestão fiscal para o país.

Loucura geral

Estação de energia

Parece estupidez, e é mesmo. A cada mês, bate-se novos recordes de arrecadação de impostos no Brasil. Nem as famosas e localizadas desonerações conseguem evitar isso.

Pois não é que já se cogita mais um aumento nas já absurdas e abusivas taxas brasileiras? Pode vir por aí mais imposto na energia elétrica. Seria destinado a cobrir um pouco o rombo que se espera para este ano nas contas das elétricas.

Tranca na porta

Velha história de colocar tranca na porta depois da visita do ladrão. Um dos acusados do assassinato do jornalista Valério Luiz, ocorrido em 2012, escapou para a Europa. Vive em Portugal com a família dele.

Ele disse ao jornal O Popular que não fugiu, mas se mandou pra lá para se proteger e resguardar a família. E acrescentou: se a Justiça lhe der garantias, volta na hora.

Drogas e mortes

As quatro meninas cruelmente assassinadas no Morro do Mendanha, em Goiânia, foram vítimas de traficantes, 3 deles menores de 18 anos, e 1 mais velho um pouquinho, 21 anos.

Ou seja, crianças matando crianças.

No Brasil, já se acostumou dizer que somos um país campeão em assassinatos por causa das drogas e dos traficantes. A tese é completamente capenga. Drogas e traficantes existem em tudo e quanto é país do mundo, mas em pouquíssimos lugares do planeta se mata como aqui.

Serpes/O Popular

A mais recente pesquisa realizada pelo instituto Serpes e publicada pelo jornal O Popular trouxe uma ótima notícia para o governador Marconi Perillo e uma informação que acende a luz de alerta para a reeleição.

Marconi não parou de crescer e abre em relação ao 2º colocado, Iris Rezende. Os demais nomes, apesar de serem os únicos declaradamente candidatos, Vanderlan Cardoso, Jr Friboi e Antônio Gomide, capinam sob o forte sol da planície: somados, perderiam para Marconi já no 1º turno, se as eleições fossem agora.

Entre os 5, 2 se garantem nas próprias candidaturas: Marconi, pela base aliada, e Vanderlan, na até hoje quixotesca 3ª via, só não se confirmam candidatos se não quiserem. Gomide, no PT, tem muito a arriscar: nada menos que 2 anos e 9 meses de mandato como prefeito da principal cidade do interior do Estado, Anápolis. A definição final dele e do PT está marcada para o final desta semana. Não deixa de ser um drama. Iris Rezende e Jr Friboi dividem o PMDB até agora sem nenhuma indicação de acordo entre eles. Friboi diz que vai para a convenção. Iris prefere negociar antes e tirar o rival da parada dura.

Céu de brigadeiro para Marconi? Claro que sim. Aumentou vantagem para o principal concorrente e pode chegar às urnas como governador em processo de reeleição, o que sempre conta muito. De quebra, a aprovação de seu governo também tem crescido.

Mas o que faz aquela nuvem lá no horizonte? Preocupa.

Rejeição

O governador é o mais rejeitado entre os eleitores. Nenhuma novidade nisso. Geralmente, a tendência do eleitor oposicionista é mesmo rejeitar quem está no governo. Formou-se essa pequena nuvem pelo fato de que o índice de Marconi variou, dentro da margem de erro, positivamente. Chegou aos 31 pontos.

Esse índice perturba, mas não muda o quadro geral de céu de brigadeiro. É uma nuvem, apenas. Com os modernos mecanismos de monitoração, é possível navegar tranquilamente e sem maiores turbulências.

Teoricamente, rejeição é intransponível quando atinge 50% mais 1 voto. É o que diz a regra eleitoral. Na prática, o limite razoável de risco acentuado é 40%. Um pouco mais é considerado alto risco, mas não sacramenta inviabilidade eleitoral. Há casos de rejeição acima do índice limite que resultaram em estrondosas vitórias. Para ficar em dois exemplos, Lula e Dilma.

Portanto, para Marconi, a rejeição é até agora somente uma nuvem. Que incomoda porque está em movimento. Ele precisa monitorar bem para não tumultuar seu céu de brigadeiro rumo à reeleição.