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100 dias: Hora de governos fazerem o balanço do que funcionou e o que precisa ser mudado no 1º escalão

O fato de ser o grande marco inicial muito em função do número redondo, os 100 dias de governo não são apenas uma referência para a imprensa e parte ativa da população. Os governantes também devem observar e avaliar corretamente o que funcionou bem e o que precisa mudar, incluindo nessa mudança, obviamente, também os integrantes do 1º escalão. Em última análise, são eles, secretários de Estado ou ministros, que devem gerir as suas pastas, embora os erros e acertos se reflitam na órbita político-administrativa do governante, com consequências na popularidade.

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Tanto em Goiânia como em Brasília, saltam aos olhos as dificuldades de gestão na área de Educação. No governo de Jair Bolsonaro, o MEC se transformou numa fabriqueta de crises de 5ª categoria. Uma linha de montagem de fundo de quintal que se mostrou inadministrável, com falhas internas de gestão que não avança em relação ao que mais interessa: a política educacional do país. Bolsonaro identificou claramente o problema na última quinta-feira, e admitiu um dia depois que pode trocar o ministro Ricardo Vélez. Faz ele muito bem. e fará melhor ainda se analisar também a situação do deputado federal Marcelo Álvaro Antonio, suspeito de ter chefiado laranjal de candidaturas femininas em Minas Gerais, e o chanceler Ernesto Araújo, que não se cansa de procurar “causar” numa área que deve aplainar caminhos, e não recriar antagonismos.

Ronaldo Caiado também deve fazer corretamente uma avaliação sobre a situação em duas áreas essenciais: educação e saúde. Se por culpa de má gestão dos secretários ou falta de dinheiro para a correta gestão dos problemas, cabe ao governador avaliar, mas que essas áreas se tornaram fonte de agenda permanentemente negativa não há qualquer dúvida. Uma rápida consulta às manchetes dos jornais e veículos da internet, e mesmo nas redes sociais, é claramente visível que são essas áreas que vem causando enorme desgaste ao governo. Além disso, a política de comunicação atual é também fonte de pessimismo.

É claro que o governo atual não recebeu um Estado com cofres abarrotados, mas ao se prender unicamente ao discurso da dificuldade, acaba-se perdendo a oportunidade de otimizar os humores da população. Parte do estudo sobre a neurolinguística, a programação da linguagem, explica isso melhor, e o governo a tem aplicado de maneira que amplia a reverberação social do caos. A meta, causar mais desgaste aos governos anteriores, está se revertendo para o governo atual, o que fecha o ciclo dessa programação da linguagem sob a ótica da neurolinguística.

Enfim, 100 dias é um marco referencial numérico, mas também é hora de mudar o que não está funcionando. Sob pena de comprometer de forma bem mais séria e longeva a imagem dos governos como um todo.

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Federal nas ruas em Goiânia: 3ª fase da operação Decantação, na Saneago, deve levar 3 para a prisão temporária

Cerca de 60 agentes da polícia federal estão cumprindo, na manhã de hoje, quinta-feira, 4, três mandados de prisão temporária e outros 15 mandados de busca e apreensão em Goiânia e em Inhumas. As ações fazem parte da 3ª fase da operação Decantação, que tem por objetivo investigar um esquema de roubalheira que teria sido instalada dentro da Saneago, empresa estatal de saneamento do Estado de Goiás.

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O objetivo desta fase da operação é mapear grupo de 11 empresas prestadoras de serviço para a Saneago, que teriam fraudado 8 contratos na modalidade carta-convite e outros 83 contratos sem licitação. O período investigado é entre 2012 e 2018.

Acabar com filas como esta, registrada no vale do Anhangabaú, em São Paulo: esse é o foco

Energia sem foco: o que realmente interessa é o combate ao desemprego, e não as moscas do entorno do nazismo

Nazismo é de esquerda ou é de direita? Nem um e nem outro. O nazismo foi, e não é – felizmente. Se é/foi de direita ou de esquerda é mosca sobrevoando o entorno. O que importa mesmo é que um sistema como aquele jamais ocorra novamente em qualquer lugar do mundo. No caso do Brasil, o foco deve ser outro: os milhões de brasileiros e brasileiras desempregados, desalentados, desanimados.

Acabar com filas como esta, registrada no vale do Anhangabaú, em São Paulo: esse é o foco

Acabar com filas como esta, registrada no vale do Anhangabaú, em São Paulo: esse é o foco

De Israel, o presidente Jair Bolsonaro avisou que a partir de agora irá focar no esforço para aprovação, pelo legislativo, da proposta de reforma da previdência social. Já não era sem tempo. Até aqui, três meses após sua posse, e cinco após a vitória nas urnas, o presidente focou sempre a periferia do desinteressante.

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Palácio das Esmeraldas sob alerta amarelo: professores param 3 dias, saúde descontente e estradas esburacadas

O Palácio das Esmeraldas deve estar com o alerta amarelo piscando. A sensação é de que a máquina de governo ainda não se sente inteiramente confortável na sempre dura tarefa de governar. Existem problemas em várias áreas e os problemas começam a ganhar proporção bastante sérias.

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Os funcionários da Educação, que é sempre uma pasta com expressiva capacidade de mobilização, anunciou paralisação por 3 dias. Uma nova avaliação será feita segunda-feira, 8. Na Saúde, funcionários do Crer, hospital referência na reabilitação de pacientes, e do Hugol, maior unidade de urgência e emergência do estado, se manifestam contra cortes de gratificações e suspensão de planos de saúde. Nas rodovias estaduais, pululam reclamações nas redes sociais, muitas delas acompanhadas por vídeos feitos por usuários, revelando um quadro desolador. Em muitos casos, operação tapa-buracos não vai amenizar o problema. Será necessário reconstruir alguns trechos.

Tudo somado, o alerta amarelo está com viés para vermelho, e o secretariado não parece ter capacidade para reverter a situação.

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Decantação na Saneago: investigação contra empresa envolve contrato de 350 milhões de reais

A 2ª fase da operação Decantação, que visa apurar suspeitas de fraudes na Saneago, parte de contratos assinados pela estatal de saneamento de Goiás no valor de 350 milhões de reais com determinadas empresas, principalmente a Sanefer. As suspeitas é de que parte dos recursos foram desviados para campanhas eleitorais através de doações oficiais, empréstimos de aviões e repasses de dinheiro.

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De acordo com a polícia federal, o empresário Luiz Alberto de Oliveira, conhecido por Bambu, mantinha laços de proximidade com o empresário Carlos Eduardo Pereira, dono de 3 empresas, a Sanefer, Hidrobombas e Terra Forte. Conforme foi admitido, há gravações telefônicas revelando esse grau de proximidade, inclusive com diálogos sobre liberação de pagamentos da Saneago para a Sanefer.

Na operação desta quinta-feira, a polícia federal, que inicialmente divulgou a apreensão de 1 milhão e 800 mil reais em poder de Luiz Alberto e de sua filha, Gisela, refez a contagem e chegou ao total de 2 milhões, 371 mil e 717 reais em dinheiro. Cerca de 1 milhão de reais estava dentro de um carro de Luiz Alberto.

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Federal nas ruas em Goiânia: Operação Decantação 2 tem 5 prisões temporárias e apreensão de 1 milhão e 800 mil reais

A polícia federal desencadeou nesta manhã a Operação Decantação 2, que investiga desvio de dinheiro na Saneago, empresa de saneamento do Estado. Cinco mandados de prisão foram cumpridos, de acordo com as informações, e cerca de 1 milhão e 800 mil reais foram apreendidos. Oito mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. Um deles teve como alvo o ex-governador José Eliton.

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Os presos temporariamente são o ex-chefe de gabinete do governador Marconi Perillo, Luiz Alberto de Oliveira, a filha dele, Gisela Albuquerque, o empresário da Sanefer Carlos Eduardo Pereira Costa, a empresária Nilvane Tomás de Souza, e o ex-diretor e atual assessor da Diretoria de Finanças da estatal , Robson Borges Salazar.

Os federais recolheram ainda 1 milhão de reais dentro do carro de Luiz Alberto e mais 800 mil reais em poder da filha dele, Gisela. No apartamento do ex-governador José Eliton, onde houve busca, foi apreendido um computador.

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Maia X Bolsonaro, virou briga de meninos birrentos irresponsáveis

O país assiste de um incômodo camarote a uma briguinha de meninos birrentos. O problema é que esses briguentos exercem cargos públicos importantíssimos. Um é o presidente da República, Jair Bolsonaro. O outro, o presidente da Câmara dos Deputado, Rodrigo Maia. Nenhum e nem o outro, nessa troca pública de roupa suja na praça Brasil, beneficia o país. Ao contrário, estão provocando enormes estragos.

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Ninguém exige deles, e nem o exercício do seus cargos obriga a isso, que sejam amigos. Eles podem se detestarem o quanto quiserem e com todas as suas forças. O que eles não podem de forma alguma é colocar essa ojeriza pessoal acima dos interesses de todos os brasileiros.

Até quando esses meninos vão continuar esse comportamento infantil e irresponsável?

Bolso 01

Não basta apresentar projetos de lei. “Quem ama, cuida”

O presidente Jair Bolsonaro passou 28 anos no Congresso Nacional como deputado federal. Apresentou uma centena de projetos de lei, mas não conseguiu ver aprovado coisa alguma. Qualquer deputado, por mais alheio que seja, sabe que não basta apresentar uma boa proposta. É necessário trabalhar intensamente para que ela seja aprovada no parlamento. É assim aqui, em Madri, em Tóquio ou em Washington. Em todos os lugares em que se vive sob o regime democrático.

Bolso 01

Isso seria um “toma lá-da cá”? Claro que não. Ora, anualmente, ou a cada legislatura, milhares de projetos de lei são apresentados. No Brasil, são 513 “autores” na Câmara dos Deputados e outros 81 no Senado. Apresentar um projeto de lei e abandoná-lo à burocracia interna é como ter um filho e não acompanhá-lo até algum encaminhamento definitivo de vida. Se o próprio autor não se empenha pela aprovação daquilo que propôs, por que um outro se interessaria?

Todo esse preâmbulo é para dar significação ao fato de que o presidente Jair Bolsonaro não cumpriu o seu papel ao enviar para o Congresso Nacional a sua proposta de reforma da previdência social. Essa foi somente uma parte do papel que lhe cabe. A tarefa mais complicada vem agora, com o esforço dele e do governo para a sua aprovação. A “lei” é dele, e se ele próprio a abandona, abandonada ela ficará. É assim aqui, em Madri, em Tóquio ou em Washington. Pra fechar com frase bem piegas e brega, mas óbvia, “quem ama, cuida”.

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Michel Temer, Moreira Franco, coronel Lima e demais presos já estão soltos

O desembargador Antonio Ivan Athié, do TRF2, revogou a prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer, do ex-ministro Moreira Franco, do amigo de Temer, coronel Lima, além dos empresários presos na operação Descontaminação.

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O desembargador é o relator dos casos da Lava Jato no Rio de Janeiro, e havia anunciado que não decidiria sozinho e submeteria o caso a um colegiado. Em sua decisão, o desembargador federal elogia o juiz Marcelo Bretas, que havia determinado as prisões, mas diz que é preciso observar as leis para o combate à corrupção, que ele diz considerar como uma “praga”.

General Heleno: paciência do meio militar com ataques de Olavo de Carvalho acabou

Militares e áreas econômica e política alertam Jair Bolsonaro para a gravidade da crise

O núcleo palaciano do Planalto é unânime: o momento é muito grave. Onyx Lorenzoni explicou que o choque com o presidente Rodrigo Maia desandou com a harmonia interna. Na avaliação dele, a reforma da previdência social não tem nenhuma chance de ser aprovada agora. Já Paulo Guedes disse que a reforma é absolutamente vital para a continuidade das mudanças da economia. Sem ela, babau. Os ministros Santos Cruz e Augusto Heleno avisaram que o meio militar não vai mais aceitar ataques e xingamentos de Olavo de Castro e olavistas das redes sociais. A paciência com o guru do presidente e seus filhos acabou.

General Heleno: paciência do meio militar com ataques de Olavo de Carvalho acabou

General Heleno: paciência do meio militar com ataques de Olavo de Carvalho acabou

Onyx, Guedes, Santos Cruz e Heleno abordaram esses pontos de vista para Jair Bolsonaro. Um aviso de que a crise é muito grave, e que se não for contida poderá afetar o governo de forma arrasadora e imprevisível. Paulo Guedes, por exemplo, deve deixar o governo se a reforma da previdência social não passar.