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Jóias, dinheiro e veículos de luxo foram apreendidos pelos federais durante operação Confraria

Site do jornal O Popular publicou registros fotográficos feitos por agentes da Federal nos endereços dos envolvidos, Jayme Rincón e Júlio Vaz, atual presidente da Codego, Companhia de Desenvolvimento de Goiás. Além dos dois, também foi preso Márcio Gomes Rocha, gerente geral da estatal.

Conforme a federal, foram encontrados e apreendidos carros e moto de luxo, casas, além de jóias e 120 mil reais em dinheiro, totalizando – conforme cálculo dos policiais, cerca de 10 milhões de reais.

dinheiro 1ouro cofre

As fotos aqui publicada foram printadas de O Popular online. Se quiser ver todos os registros feitos pelos policiais federais. Clique aqui para ver todas as fotos de O Popular online

Caiado retorna, mas suspense sobre seu Secretariado continua

É pra abalar de vez as pulsações dos aliados. O governador eleito Ronaldo Caiado ainda não anunciou seu Secretariado. Prometia fazer isso este mês. Na última semana, foi para Londres, onde participou de um intensivação sobre administração pública. Havia a esperança de que o retorno dele abriria o sonhado, por seus aliados, período de conversações e negociações políticas. Caiado desembarcou, e embarcou novamente, agora para Brasília.

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Há algum problema do ponto de vista do desempenho do futuro governo diante da falta de informações a respeito da composição do Secretariado? Não, nenhum. O problema aqui é do ponto de vista político. Sem serem chamados, e sem informações a respeito, os aliados do governador eleito começam a ser incomodados por seus próprios seguidores, que desconfiam da falta de prestígio político deles junto ao eleito. O caldo está entornando, e não é mais possível adiar essa questão.

Incentivos fiscais: todo cuidado é pouco ao lidar com o vespeiro, mas correção de rumo pode ser necessária

Há uma guerra declarada, mas ainda não completamente deflagrada, entre setores produtivos e o futuro governo de Goiás por conta da convalidação dos incentivos fiscais praticados no Estado. Na prática, a convalidação é somente o adiamento do prazo de validade dessa modalidade de aposta no desenvolvimento econômico. Para o governo de Caiado, há exageros acumulados ao longo do tempo, além da falta total de acompanhamento dos prós que as empresas incentivadas estariam gerando. Na outra ponta, os empresários avisam que podem fechar fábricas em Goiás caso mude alguma coisa. Esse é o impasse, e o resultado daquilo que sairá como solução pode ser bom ou ruim.

charge impostos

É notório que a carga tributária brasileira é uma insanidade diante do que o Estado devolve aos cidadãos como forma de retorno. O Brasil cobra impostos do mundo europeu – que tem como base de sustentação o Estado do Bem Estar (modelo social democrata) – e devolve serviços de 5ª categoria. Assim, qualquer forma de redução de impostos no país seria sempre aprovável, desde que feita de modo uniforme, e não para setores fechados.

No caso dos incentivos fiscais dos Estados não é exatamente isso que está em jogo, uma queda de impostos que chegue à população. O que se quer é proteger os empreendimentos do Estado para que eles possam concorrer no restante do país. E mesmo abrindo mão de impostos, que na maior parte das vezes são escorchantes, ainda assim as finanças estaduais lucrariam – com a geração de empregos, por exemplo.

Em Goiás, os incentivos fiscais foram implantados com bastante vigor no início da década de 1980, com o governador Iris Rezende Machado, que criou o Fomentar. O modelo funcionou muito bem numa economia inflacionada. No início deste século, com a implantação do real e o fim da inflação de dois dígitos ao mês, o Fomentar foi substituído pelo Produzir, mantendo a política dos incentivos fiscais bastante atraente. Nesses 40 anos, milhares de empresas foram criadas, a economia deu saltos e mais de 1 milhão de empregos foram criados.

A proposta do novo governo não é acabar com os incentivos – até porque isso seria catastrófico. O que se deve fazer é rever caso a caso, buscando distorções que possam ter ocorrido ao longo dos anos. O problema é que fazer isso é o mesmo que meter a mão em um vespeiro. É esperar pra ver o que vai sair dessa cumbuca.

Futuro governo de Ronaldo Caiado: aliados à beira de um ataque de nervos

O ainda senador Ronaldo Caiado sempre teve o desejo de ser governador do Estado de Goiás. Tentou pela primeira vez em 1994, mas quebrou a cara. Não se classificou nem ao menos para o 2º turno, disputado naquela eleição entre Maguito Vilela, que foi eleito, e Lúcia Vânia. Este ano, mesmo diante de enormes problemas, como uma base de apoio inicialmente muito fraca – mas que cresceu antes mesmo de ir para as ruas buscar votos – ele novamente não foi para o 2º turno. Caiado simplesmente não precisou da segunda etapa para se eleger. Levou logo 60% dos votos válidos, 10% mais do que precisava. Um recorde fantástico neste século.

Secretariado: mistério absoluto

Secretariado: mistério absoluto

Se chegar ao governo sempre foi, digamos assim, um sonho de consumo de Ronaldo Caiado, por que ele não anunciou um único nome para seu Secretariado? Essa resposta talvez apenas ele e seu círculo mais íntimo possa responder. Caiado tem mantido um silêncio total a esse respeito. E o pior é que, segundo ele mesmo, em entrevista ao jornal O Popular, mais da metade de seu governo já está definido. E continua totalmente mantido em sua cabeça.

O resultado dessa equação silenciosa é que os aliados dele, diretamente interessados nas parceladas do poder palaciano, especulam pra todo lado, e de certa forma esperneiam também. Estão, como se pode dizer, à beira de um ataque de nervos.

Oficialmente, Caiado diz que antes de falar sobre os nomes daqueles que devem ajudá-lo a governar ele precisa de um diagnóstico sobre o que irá encontrar pela frente. Do ponto de vista prático, não faz tanto sentido assim. Ele só vai saber realmente o que terá pela frente após adentrar o Palácio. Equipes de transição captam somente o que há de bom. Os esqueletos ficam sempre dentro dos armários.

Sucursal do inferno: profissionais do “Mais Médicos” tem carga horária de “quase 24 horas”, admite secretário de saúde no Pará

O vice-presidente do Conselho Nacional de secretários Municipais de Saúde e presidente do Conselho Estadual de Saúde do Estado do Pará, Charles Tocantins, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, disse que os médicos brasileiros enviados às cidades de difícil acesso por terra ou rio em seu Estado não conseguem ficar mais que um ano em seus locais de trabalho. A narrativa, porém, revela uma situação infernal.

Posto de vacinação, no interior do Pará

Posto de vacinação, no interior do Pará

Ele disse que em localidades remotas, os médicos “tem casa, água, mas não tem conexão de internet. A energia não é assídua e chega a falhar muitas vezes. E, principalmente, tem o problema do deslocamento: não há locomoção noturna de barco, por exemplo. Alguns profissionais reclamam também que, pelo fato de morarem lá, sempre são chamados para uma emergência, é quase um trabalho 24 horas”, detalhou. O resultado é óbvio: os médicos acabam pedindo demissão após viver 1 ano nesse calvário.

Tocantins explicou que os únicos profissionais que conseguem viver e trabalhar em condições tão precárias são os médicos cubanos. Faz sentido, em Cuba, até mesmo em alguns bairros de Havana, a capital do país, as condições de vida são ainda piores – com ração alimentar distribuída pelo governo suficiente para apenas 12 dias por mês, por exemplo, além de residências caindo aos pedaços. Mal comparando, nesses casos, até as cidades abandonadas pelos governos estaduais, como o narrado pelo secretário do Pará, oferecem vida melhor e mais amena.

O secretário paraense citou a cidade de Cametá, que fica a 650 quilômetros da capital por terra e 40 quilômetros de viagem pelo rio Tocantins. A cidade tem 130 mil habitantes. Dos 17 médicos do programa “Mais Médicos” que trabalham nessas condições, 5 cubanos abandonaram, mas 12 profissionais brasileiros continuam trabalhando.

Abaixo, o link da reportagem completa da Folha de S. Paulo.

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2018/11/24/medico-desiste-com-distancia-e-acesso-ruim-diz-chefe-de-secretarios-no-pa.htm

Desde sua implantação, participação de brasileiros aumentou mais de 100% no programa “Mais Médicos”

Quando implantado pelo governo de Dilma Roussef, em 2014, para, oficialmente, atender aos apelos das manifestações de rua que aconteceram em todo o país em 2013, o programa “Mais Médicos” recebeu somente 3.033 brasileiros – conforme mostra reportagem da Folha de S. Paulo, de um total de 14 mil 462 vagas disponibilizadas – que representa cerca de 21% do total. Os médicos cubanos eram 11 mil 429 profissionais – cerca de 79% do total.

Fac-símile Folha de S. Paulo

Fac-símile Folha de S. Paulo

Atualmente, conforme informações publicadas pela Folha, a distribuição dos profissionais por origem de seus países mudou bastante. As vagas passaram de 14.462 para 18.240. Os médicos brasileiros somam 7.818, cerca de 43% do total. Já os cubanos diminuíram a representatividade, com 8.332 médicos – cerca de 46%.

Incentivos fiscais: José Eliton insiste em mandar mensagem de convalidação para Assembleia. Caiado quer o assunto após sua posse

A prorrogação por mais 6 meses do prazo nacional da convalidação dos incentivos fiscais pelos Estados é o novo fator de choque político-administrativo entre o governador José Eliton e o seu sucessor, Ronaldo Caiado. Eliton insiste, e quer enviar para apreciação na Assembleia o pacote da convalidação. Caiado defende muita calma nessa hora. Como os incentivos vão vigorar em seu governo, ele quer discutir com os setores beneficiados para encontrar um mecanismo que possa proteger os interesses da economia e não prejudicar  o equilíbrio fiscal do Estado.

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Quem está certo e quem está errado nesse desencontro? Difícil saber. Por um lado, José Eliton é o governador – com todos os poderes inerentes ao cargo – até dia 31 de dezembro deste ano. Do outro, Ronaldo Caiado terá pela frente uma tarefa gigantesca para reequilibrar o caixa do Estado. O bom senso apontaria para um consenso entre ambos, com o envio de uma proposta de convalidação que atendesse os pontos de vista de ambos, pelo menos nos aspectos convergentes entre eles.

Aumento salarial no Supremo entra em choque com fim do auxílio-moradia: a desmoralização total da República

O presidente Michel Temer tem à sua frente a lei que concedeu aumento superior a 16% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal após a aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado. A tarefa dele é vetar a lei ou sancioná-la.

A melhor estampa para a derrocada moral da credibilidade da República (imagem da internet)

A melhor estampa para a derrocada moral da credibilidade da República (imagem da internet)

No Supremo, após a péssima repercussão do aumento salarial , com reprovação maciça e imediata da população, os ministros sinalizaram com uma compensação: a proibição legal do auxílio-moradia – a malandragem legal usada para aumentar indevidamente os salários que estavam congelados.

E aí é que surgiu o impasse que mostra a desmoralização total que se abateu sobre esta República. Temer diz que só vai sancionar a lei do aumento salarial após o Supremo derrubar o tal auxílio-moradia. Já o Supremo afirma que só aprova o fim do benefício-malandragem se a lei foi sancionada pelo presidente.

Em outras palavras, o Supremo acha que a palavra do presidente não vale coisa alguma, e o presidente da crédito idêntico ao compromisso dos ministros da mais alta corte da República. Bons tempos em que palavra de honra tinha significado no Brasil…

Fernando Henrique Cardoso se despe da institucionalidade de ex e abre oposição a governo que ainda não tomou posse

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso continua sua sina dentro daquilo que se entende como síndrome de Estocolmo, em que a vítima se apaixona pelo agressor – no caso dele, após deixar a Presidência da República, teve seu governo severamente criticado nas administrações de Lula e Dilma, e se apaixonou. Com Lula silenciado pela condenação por corrupção, FHC tem se comportado como oposicionista ao governo futuro de Jair Bolsonaro. Ele, assim, se despe da institucionalidade reservada a um ex-presidente da República, e se transforma em mero coadjuvante da oposição.

FHC e Lula: tudo a ver

FHC e Lula: tudo a ver

O comportamento de FHC, que nunca fez oposição aos governos do PT mesmo diante do mensalão e do petrolão, agora se posiciona como “menino de recado” da orientação petista. É uma pena ver aquele que tinha a fleugma como referência política se transformado em mero coadjuvante de uma corrente derrotada pela maioria dos eleitores que escolheram um rumo através do voto direito para presidente da República. Enfim, Fernando Henrique Cardoso deveria mesmo corrigir a frase creditada a ele – de que “esqueçam o que escrevi” – para adaptá-la, por outro motivo, à frase do ex-presidente João Figueiredo, o último general presidente do regime militar de 1964: me esqueçam.

A propósito, FHC, o presidente que tungou aposentados celetistas com uma reforma canalha na Previdência social em 1998 – com a instituição do famigerado fator previdenciário -, em recente entrevista a um canal de TV de Portugal, fez eco aos oposicionistas radicais que surram constantemente o governo que ainda não tomou posse.

Ex-ministro da Agricultura no governo Dilma e Joesley Batista, da JBS, são presos em operação da Lava Jato

Antonio Andrade, ex-ministro da agricultura durante o governo de Dilma Roussef, e atual vice-governador de Minas Gerais foi preso temporariamente nesta sexta-feira juntamente com Joesley Batista, dono da JBS, além de outros executivos da empresa e dois deputados estaduais, um de Minas Gerais e o outro do Mato Grosso. As prisões fazem parte de desdobramento da operação Capitu, um dos braços da Lava Jato.

Joesley

A denúncia iniciou com base em confissão premiada do doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador de propinas do MDB, partido de Antonio Andrade. De acordo com a investigações da polícia federal, o ministério da Agricultura, em 2014 e 2015, funciona como central de arrecadação de propina, paga pela JBS em troca de favores no Ministério.