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Atlas político: popularidade de Sérgio Moro melhora e a de Lula piora

O ministro Sérgio Moro, de Justiça e Segurança Pública, é a figura pública com maior aprovação do Brasil, garante pesquisa Atlas Político. Após abalo nos primeiros momentos da divulgação de conversas hackeadas na Lava Jato, a popularidade de Moro apresentou ligeira oscilação positiva de 1 ponto, passando de 50,4% para 51,4%. O presidente Jair Bolsonaro é o 2º colocado, com 46,2%.

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A pesquisa de popularidade do Atlas Político é realizada todos os meses, e registrou queda de Sérgio Moro nos primeiros dias após a divulgação das conversas hackeadas entre ele e o procurador Deltan Dallagnol, no âmbito da operação Lava Jato. No exato oposto, a popularidade do ex-presidente Lula, que havia melhorado, caiu de 35,1% para 33,2%. Na pesquisa Atlas, nada menos que 55% condenam a imagem pública de Lula.

O escorregão de Sérgio Moro: aviso de hackeamento a hackeados pode soar como chantagem

Após a prisão dos suspeitos de hackeamento e a descoberta pela polícia federal de que quase 1000 autoridades foram hackeadas, o ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, recebeu a informação. Ele se dispôs então a telefonar para várias autoridades e avisar do hackeamento, inclusive do próprio presidente Jair Bolsonaro.

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Trata-se de um escorregão. O aviso, embora necessário, deveria ser feito pelo juiz do processo. O aviso de Moro acaba soando como chantagem implícita.

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Marco Aurélio Mello ataca Sérgio Moro: “Espero que ele não ocupe minha cadeira”. Ministro, a maioria quer exatamente o contrário

O sempre polêmico ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse à Folha de S. Paulo, que espera (deseja) que o ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro não ocupe a vaga dele no STF. Para Marco Aurélio, o juiz não é “vocacionado para a magistratura”.

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Dentro da linha de atuação do ministro Marco Aurélio, a frase dele sobre o ex-juiz Sérgio Moro faz todo o sentido. Realmente, em um país em que a nata dos bacanas sempre fez bacanais com dinheiro roubado de toda a população impunemente, somente um juiz não vocacionado poderia mandar uma porção deles para a cadeia. De qualquer forma, o ministro deve saber que a maioria dos brasileiros e brasileiras quer exatamente o contrário.

Além de serem autorizadas, palestras de Deltan Dallagnol renderam doações para entidades filantrópicas

O mais novo conjunto de vazamentos do Intercept Brasil é mais um traque sem nenhuma ilegalidade em relação à operação Lava Jato e aos corruptos condenados. O site, dirigido por Glenn Greenwald, apresentou supostos diálogos do que seria a criação de uma empresa ligada ao procurador-chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para que ele ganhasse dinheiro como palestrante. A empresa não foi criada. Quanto à remuneração em palestras, há cerca de 2 anos, diante da informação – verdadeira – de que o procurador chegou a ganhar pouco mais de 200 milm reais com palestras, o CNMP, Conselho Nacional do Ministério Público, analisou o caso e concluiu por sua legalidade.

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A jornalista Eliane Cantanhêde, em sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo, informou hoje que Deltan tem duas palestras contratadas para este mês. Uma será paga pelos organizadores do Congresso de Reprodução Assistida e a outra será bancada pelo Congresso de Urologia. Ambas vão ser realizadas em Curitiba.

Se quisesse ficar com o cachê, de 20 mil reais cada uma, Deltan simplesmente poderia fazer isso. A jornalista informa, porém, que o dinheiro vai para a Associação Cristã de Assistência Social (Acridas) e para o Hospital Universitário da cidade de Cajuru, no interior de São Paulo. A fonte dessa informação, registro Cantanhêde, é a rede de apoio de Dallagnol e da Lava Jato.

Não é a primeira vez que o procurador destina dinheiro que recebe de palestras para entidades sociais. Há 2 anos, por exemplo, no caso analisado pelo CNMP, Dallagnol passou o dinheiro para o Hospital Ernesto Gaertner, de tratamento de câncer infantil.

 

De onde Marco Aurélio Mello tirou a ideia de que a nomeação de Eduardo como embaixador é nepotismo?

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, é um grande conhecedor das leis e dos efeitos dela mesmo dentro do campo interpretativo dos julgadores. Nenhuma dúvida quanto a isso. Ainda assim, é muito difícil compreender algumas das interpretações dele. A última é sobre a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro indicar o próprio filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Marco Aurélio sapecou de pronto: “É nepotismo”.

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À luz da legislação, não há como iluminar esse entendimento do ministro da mais alta Corte da Justiça brasileira. A legislação sobre o nepotismo, bem amarrada pela súmula vinculante número 13, não vedaria – nem de pronto e nem uma análise de mérito – a tal nomeação para a Embaixada. Trata-se de um cargo político, e não administrativo – como claramente se refere a legislação.

Já a complementação da resposta do ministro sobre a nomeação, e independentemente de ser somente uma opinião, a de que indicar Eduardo Bolsonaro para a Embaixada seria “um tiro no pé”, Marco Aurélio atinge um ponto nevrálgico de complicada contestação. Pode até não ser uma ilegalidade, mas não parece moralmente justificável colocar o próprio filho em uma Embaixada.

Intercept: surge o tão falado áudio contra a Lava Jato e… a bomba é mais um traque

O site The Intercept Brasil, comandado pelo jornalista Glenn Greenwald, finalmente divulgou o que é apresentado como áudio do procurador Deltan Dallagnol enviado pelo Telegram em grupo fechado de outros procuradores da operação Lava Jato. Se há alguma ilegalidade no áudio é apenas o vazamento. O conteúdo é não remete a qualquer forma de ação indevida juridicamente por parte de Dallagnol.

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O áudio tão aguardado, de alguns segundos, teria sido enviado por Deltan Dallagnol logo após decisão no Supremo Tribunal Federal que, atendendo à Procuradoria Geral da República, proibiu publicação de entrevista do ex-presidente Lula às vésperas da eleição do ano  passado. A entrevista solicitada na época, pela Folha de S. Paulo, foi liberada após as eleições.

No suposto áudio de Dallagnol, ele informa aos demais procuradores sobre a decisão do Supremo. O site The Intercept garante possuir cerca de 2.000 áudios relacionados à operação Lava Jato.

Reforma da Previdência: o “Frankenstein” vai finalmente ganhando forma. Estados e Municípios podem ficar do lado de fora

Da proposta inicial já não resta muita coisa, muito embora o relator Samuel Moreira garanta que o objetivo de garantir economia com a Previdência Social em torno de 1 trilhão de reais em 10 anos esteja garantido. Um dos eixos centrais, a inclusão de Estados e Municípios, o que poderia ajudar muito a diminuir o gigantesco déficit de outro trilhão de reais no mesmo período, ficou fora do relatório. Governadores do Nordeste, todos eles ligados ao PT e partidos oposicionistas, se posicionaram contra a reforma.

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Também estão previstas outras modificações, sem muito peso na conta final. A aposentadoria rural e o Benefício Continuado, BPC, também foram retirados da proposta inicial. Algumas profissões também tiveram reduções na idade mínima da aposentadoria. De qualquer forma, apesar da pressão que o tema naturalmente provoca, o “Frankenstein” vai finalmente ganhando forma.

Polícia Federal nas ruas: empresário acusado de pagar propina ao PT é preso na Lava Jato

O empresário Guilherme Esteves de Jesus foi preso nesta segunda-feira, 1º. Ele é investigado pela operação Lava Jato, em Curitiba, por lavagem de dinheiro em propinas pagas Pedro Barusco e Renato Duque, ex-dirigentes da Petrobras, e ao PT, além de funcionários da Sete Brasil, empresa privada criada no governo Lula para fornecer navios de exploração de petróleo para a Petrobras. A ordem de prisão é da Justiça Federal do Paraná.

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O empresário é suspeito de lavar cerca de 8 milhões e 200 mil dólares, propina proveniente do Estaleiro Jurong, que estava construindo seis sondas para a Petrobras, conforme informação on line do site G1.

Folha de S. Paulo afirma que supostos diálogos do escândalo Intercept tem difícil comprovação

Em reportagem, o jornal Folha de S. Paulo, que aderiu ao escândalo capitaneado pelo site The Intercept Brasil com a divulgação de supostos diálogos entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador de Justiça Deltan Dallagnol, afirma que tais conversas dificilmente vão ser comprovadas quanto à veracidade. O jornal esquematiza o sistema de estocagem das mensagens do aplicativo Telegram, e admite que os dados compartilhados pelo Intercept não tem como ser autenticados.

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O curioso é que a Folha se tornou publicamente parceira do site na divulgação dos tais diálogos.

Tentativa frustrada de libertar Lula no Supremo pode ter anabolizado manifestações pró-Moro domingo

A tentativa de libertar Lula na 2ª turma do Supremo Tribunal Federal, frustrada duas vezes, ganhou as redes sociais com maior intensidade do que em oportunidades anteriores. Grupos de um lado e do outro reagiram, como sempre ocorre. Desta vez, porém, há um novo componente no caldeirão social: o vazamento de supostas conversas via Telegram entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol.

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Favoráveis a Moro e à operação Lava Jato programaram, há coisa de uma semana, manifestações públicas para o próximo domingo, dia 30. A tensa votação ontem no Supremo Tribunal, que terminou com 3 a 2 contra Lula, pode ter anabolizado os ânimos desse grupamento. Se antes a manifestação tinha como ancoragem a contrariedade com os ataques contra a Lava Jato pelo site Intercept, desde ontem os ânimos ficaram ainda mais acesos.