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Conexões: Jornal Opção

Governo sem plano B, oposição com planos de sobra
Enquanto a base aliada estadual não trabalha alternativa à reeleição de Marconi, os oposicionistas ainda não sabem como vão enfrentar a eleição
Se a campanha eleitoral tivesse que começar amanhã, a base aliada já poderia começar a trabalhar em período integral pela reeleição do governador Marconi Perillo. Desde sempre, os aliados palacianos não alimentaram projetos alternativos a esse. Mesmo nos períodos em que o governador se dizia propenso a não disputar o governo mais uma vez este ano. A estratégia governista sempre foi a da reeleição.
Já as oposições continuam sem estabelecer uma linha de ação. Não há unanimidade suficiente para estabelecer um formato eleitoral para enfrentar o adversário governista. Nesse sentido, a oposição é uma verdadeira torre de babel.
 E olha que não existe plano estabelecido nem dentro dos partidos que fazem oposição ao governo. No PMDB, por exemplo, Iris Rezende, que se lançou pré-candidato na sexta-feira, 4, sonha com união total dos oposicionistas, juntando ele próprio, o PT de Antônio Go­mide e Paulo Garcia e Van­der­lan Cardoso, do PSB, num chapão. Já Júnior Friboi, adversário de Iris dentro do PMDB, acha que é melhor disputar a eleição com tempo de murici, “cada um cuidando de si”.
Até o PT, que parecia concordar com a tese de somar forças pelo menos com a candidatura de Iris, desistiu da empreitada porque não surgiu nenhuma luz na disputa interna peemedebista. Também na sexta-feira, 4, os petistas resolveram bancar a candidatura do prefeito Antônio Gomide, de Anápolis. Provavel­men­te, venceu a tese de que a can­didatura de Iris, embora lançada, não está garantida, e o partido não quis correr o risco de abandonar seu melhor projeto atualmente, que é Gomide, e ter que lançar qualquer nome depois para não ter que se abraçar a Friboi no final.
Já o ex-prefeito Vanderlan Cardoso, de Senador Canedo, segue sua sina de aparente isolamento. Amarrou-se à candidatura presidencial de Eduardo Campos, pelo PSB, e não conseguiu avançar um milímetro sequer, nem mesmo na desconfiança dos demais parceiros de oposição de que ele ainda poderá recuar de sua intenção de concorrer ao governo do Estado (ele estreou em 2010 e ficou em terceiro lugar, mesmo com apoio oficial do Palácio das Esmeraldas, leia-se governo de Alcides Rodrigues). E assim vai a nave oposicionista, sem eira, nem beira, com muitos nomes, inúmeros planos e nenhuma estratégia definida ou, pelo menos, esboçada.
Ao olhar para esse quadro geral, não é difícil concluir que os projeto e sonho oposicionista de desalojar Marconi e seu grupo do poder tem tudo para dar para trás mais uma vez. Enquanto os governistas estão unidos em torno da reeleição, a oposição nem sabe ainda quem realmente vai chegar às urnas. Mas quem disse que a Lei de Murphy é lei eleitoral? Algumas vezes, embora isso não seja a regra, tudo que parece estar errado acaba dando certo. Mas é claro que eleição sem estratégia bem definida e intensamente trabalhada é aventura.
A coisa vai indo tão na base do improviso no campo oposicionista que as últimas horas do final do prazo de desincompatibilização ferveram. De um lado, embora não tivesse que cumprir prazo algum, Iris Rezende finalmente se declarou pré-candidato ao governo. Uma semana antes, disse que iria cuidar da sua vida se o PT resolvesse lançar nome próprio, rompendo assim a aliança com o PMDB que ele, Iris, construiu nas eleições municipais de 2008.
Foi o suficiente para surgirem especulações sobre a situação do agora ex-prefeito An­tônio Gomide, de Anápolis, que tinha tudo preparado para renunciar ao mandato apenas cinco horas após o anúncio feito por Iris. Uma reviravolta e tanto em muito pouco tempo: de candidato único no PMDB, Júnior Friboi, que não é bem visto pelo PT, perdeu essa condição, enquanto Iris desdisse que o que tinha dito e jogou dúvidas sobre a próxima movimentação do aliado, que agora é ex, Antônio Gomide. A rotação de alternativas da oposição já pode ser medida por minuto, um RPM político-eleitoral. O que não é agora, pode ser logo depois ou ficar na dúvida se ainda será.
Quais vão ser os próximos lances da sucessão é impossível antecipar. A única candidatura que não permite recuo porque significa entregar a disputa por WO é a de Marconi Perillo. Na oposição, tudo é possível. A base aliada estadual tem somente uma dúvida, e ela está no restante da chapa. O DEM de Ronaldo Caia­do o quer como candidato ao Senado, e o partido é da base. Até aqui, a chapa está fechada, com José Eliton, PP, na vice, e Vilmar Rocha, do PSD, para o Senado. Então, o grupo que está no poder terá que equacionar essa questão. É só o que falta.

Marconi se recuperou mesmo ou é papo de pesquisa?

Há quem ainda tenha dúvidas sobre a tal recuperação da imagem do governo Marconi. Mas não há como desconhecer que aquele quadro de 2011 e 2012 ficou para trás.

Hoje, em O Popular, uma reportagem sobre a chuvarada de ontem, dá cara a essa recuperação. O jornal conta que parte da pista rodou entre Jaraguá e Jaranápolis, na BR-153. Lá pelas tantas, no penúltimo parágrafo, moradores da região, que são usuários da rodovia, ouvidos pelo jornal, resumem a situação atual. Veja a reprodução abaixo:

¨O fazendeiro Lívio França disse que cansou de esperar por melhorias na rodovia (BR-153) e até mudou seu roteiro já há algum tempo. “Eu optei por passar pela GO-330, que liga Anápolis a Ouro Verde, porque já não suportava a infinidade de buracos que tomaram conta da BR-153”, relatou o fazendeiro, que tem uma propriedade na cidade de Ceres e vai para lá todos os fins de semana. “Na verdade, eu rodo 16 quilômetros a mais, mas ainda assim é compensador, pois a rodovia para Ouro Verde está ótima e eu, mesmo andando mais, ganho tempo e reduzo a possibilidade de algum transtorno ao veículo.” ¨

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Ou seja, o cidadão prefere usar uma rodovia estadual a enfrentar os problemas existentes hoje naquele trecho da rodovia federal. Em 2011 era exatamente o oposto disso. Não é por outro motivo que alguns oposicionistas, que batiam sistematicamente na tecla da má conservação das estradas goianas, abandonaram esse tema e buscaram outros discursos.

Falta voz isenta para costurar o PMDB

Historicamente, o partido com maior capilaridade de Goiás, o PMDB, enfrentou dois momentos de intensa disputa interna na definição de candidato a governador: em 1982, entre Iris Rezende e Henrique Santillo, e em 1994, com Naphtali Alves e Maguito Vilela.

Em 82, a costura providencial de um acordo foi feita na alfaiataria do então presidente do PMDB, Mauro Borges. Em 94, foi Iris, que era governador, quem convenceu Naphtali e aceitar composição com chapa liderada por Maguito. Em ambos os casos, o PMDB foi unido para as eleições.

Hoje, o partido vive mais uma vez disputa interna duríssima entre Iris e Jr Friboi, só que agora não há uma voz dentro do partido com isenção suficiente para negociar uma composição.

O presidente regional, deputado Samuel Belchior, é irista. O prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, lidera o grupo que dá sustentação política às pretensões de Friboi.

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Sem interlocutores em Goiás, o PMDB foi à Brasília encontrar a saída. Deu um nada. O presidente nacional, Valdir Raupp, apresentou uma pesquisa que teria sido feita pelo Ibope, e lavou as mãos.

Um acordo no PMDB hoje parece muito distante. Tão distante que talvez não seja alcançado.

E o avião que desapareceu no Pará?

O mundo todo continua procurando o Boeing da Malaysia Airlines que sumiu lá pelas bandas da China. As autoridades da Malásia dizem que talvez nunca se encontre o avião e nem se descubra o que realmente aconteceu.

Pois no Brasil, também há um mistério: onde está (caiu) o avião bimotor da Jotan Táxi Aéreo que desapareceu nas selvas do Pará? Ontem, após 17 dias de busca, a Força Aérea Brasileira se deu por vencida, e anunciou que não vai mais procurar pelo avião ou o que restou dele.

Pequis ou reais, quanto você tem no bolso?

Quem não mora em Iporá, na região Sudoeste de Goiás, deve estar estranhando a frase acima. Por ser realmente uma frase estranha, mas não tem nada errado com ela. É que pequenos produtores rurais de Iporá criam um banco e lançaram uma moeda social, o pequi, que só vale na cidade. Um pequi vale o mesmo que um real.

O pequi dinheiro foi impresso no Banco do Brasil e tem até marca d´água. Coisa chique. Foi criado para que as riquezas da cidade circulem lá mesmo. Pode-se fazer feira, comprar produtos agropecuários e até remédios em farmácias (lojas conveniadas).

Esse tipo de moeda restrita a uma comunidade não é inédito, embora ainda esteja apenas engatinhando no Brasil. Existem hoje, calculam, cerca de 209 bancos sociais como o de Iporá.

Taxa extra na conta de luz

O usuário (quase todo mundo) vai pagar uma taxinha extra na conta de luz. Algo entre 8% e 9%. O dinheiro vai bancar os 8 bilhões de reais que as distribuidoras de energia estão recebendo.

Mas, calma, embora o rombo esteja acontecendo agora, essa taxa só vai ser cobrada pelo governo federal em 2015. Este ano, como se sabe, tem eleição.

¨O prestígio eleitoral do dinheiro¨

Essa bem sacada manchete de página  chama para reportagem assinada pela jornalista Danyla Martins, no Diário da Manhã, hoje (04/04), e ouve cientistas políticos sobre o tema.

A personagem foco da matéria é, óbvio, a candidatura de Jr Friboi, pelo PMDB. Para os cientistas entrevistados, o dinheiro conta bastante em qualquer eleição, mas não é suficiente. Vale a leitura.

Vale mesmo alimentação?

A notícia está na coluna Xadrez, assinada hoje (04/04) por Rubens Salomão, no jornal O Hoje. O prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, deu um aumento de 50% no vale-alimentação de todos os servidores municipais que recebem até 2 salários mínimos. Bom, né? Não, não é. Esse tal vale aí passou de 40 reais para 60 reais com o aumento.

Rest Pop Apar

Com esse dinheiro, o servidor municipal de Aparecida só consegue comer se for a um restaurante popular, que ¨vende¨ refeições por 1 real. Mas vai ter que disputar prato com os cidadãos que frequentam o restaurante: são menos de 1.000 refeições por dia.

Candidatura de Gomide recebe sinal verde em Brasília

Renúncia ao mandato de prefeito está marcada para sexta-feira, 4

O prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, venceu hoje a segunda etapa rumo à candidatura ao governo de Goiás. Em Brasília, ele recebeu sinal verde do presidente nacional do PT, Rui Falcão, para tocar o barco rumo à correnteza braba da disputa. Restam mais dois lances.

Gomide e Rui Falcão

O primeiro é deixar a Prefeitura. Na agenda dele, a renúncia ao mandato que vai até dezembro de 2016, será sexta-feira, 4. Depois disso, é esperar pelas convenções partidárias, marcadas para junho, que deverá homologar decisão já tomada pelo PT goiano em encontro regional. Ou seja, o que faltam são apenas formalidades legais.

E daí? Daí que não será uma eleição fácil. A maior votação do PT em disputas pelo governo do Estado de Goiás foi cerca de 15% dos votos válidos (com Marina Santana, em 2002). E as pesquisas atuais não são nenhuma maravilha animadora. Ele está hoje nas últimas posições. Ou seja, pra ser governador em outubro vai ter que remar uma barbaridade. Mas é claro que todos os candidatos tem problemas. Alguns em uma área, outros em questões localizadas e assim vai.

Gomide se apresenta atualmente com dois bons trunfos eleitorais. O primeiro é a boa avaliação de sua administração como prefeito de Anápolis, segundo maior colégio eleitoral do Estado e, sem dúvida, politicamente mais importante cidade do interior. O segundo ponto positivo dele é a empolgação de sua militância. E olha que tem torcida a favor de Gomide aos montes, mas apenas em Goiânia e em Anápolis. Em algumas regiões do Estado, o PT praticamente não existe. Esse é um obstáculo importante que Gomide vai precisar vencer para realmente se tornar bastante competitivo na disputa deste ano.

Há um outro problema, que poderá ser amenizado ou não até junho: o tempo de rádio e TV, a tal propaganda eletrônica. Até aqui, todos os grandes partidos, donos de boas fatias do horário, ou tem candidato ao governo ou estão próximos de outras coligações. O PT por enquanto está praticamente sozinho. Se conseguir ganhar o apoio do velho parceiro, o PMDB, Gomide irá imediatamente para o céu no que se refere às coligações. Mas, pelo menos neste momento, essa é uma possibilidade tão remota que nem da pra comentar. Aliás, se é ruim para o PT não ter o apoio do PMDB, também é muito ruim para o PMDB não poder contar com o apoio do PT.

Conexão: Jornal Opção – Pesquisa Fortiori

                  Fortiori: Marconi tem 55% dos votos válidos contra Vanderlan e Friboi
Em nova pesquisa, instituto mostra que Marconi cresce em todos os cenários, e somaria 186 mil intenções de votos válidos a mais que Iris Rezende

O mais recente levantamento realizado pelo instituto For­tio­ri, realizado entre os dias 17 e 22 de março em todo o Estado, mostra que, se as eleições fossem agora, o governador Marconi Perillo (PSDB) seria reeleito já no 1º turno em dois dos três cenários pesquisados, e chegou aos 44% de intenções de votos válidos no terceiro cenário, quando o nome de Iris Rezende (PMDB) é mostrado aos eleitores. Na pesquisa espontânea, a liderança também é de Marconi com 18%, contra 5% do 2º colocado, Iris Rezende. O instituto ouviu mil eleitores em 66 cidades. A margem de erro é de 3,1%.

A pesquisa também ouviu os eleitores a respeito da avaliação dos governos estadual e federal e do desempenho pessoal do governador e da presidente Dilma Roussef (PT). A administração estadual foi aprovada por 43% dos entrevistados e reprovada por 25%. Já o desempenho pessoal de Marconi como governador teve o apoio de 51% com desaprovação de 34%.

 

Cenário 1 – O primeiro cenário pesquisado reuniu numa cartela apenas três candidatos: Marconi Perillo, Vanderlan Cardoso (PSB) e Júnior Friboi (PMDB). A possibilidade de ser essa a chapa de candidatos a governador é real. Neste caso, a opção do PMDB seria Jr e não Iris Rezende. Antônio Gomide (PT) recuaria da intenção de disputar o governo.

Nesse quadro, Marconi Perillo teria vitória tranquila já no 1º turno com 55,2% dos votos válidos (42% do eleitorado total). O 2º colocado seria Vanderlan Cardoso, com 23,7% dos votos válidos (18% do total) enquanto Friboi somaria 21% dos votos válidos (16% do total). Dentre todos os cenários estimulados pesquisados pelo Fortiori, este é o que apresenta maior margem de vitória já no 1º turno e também a maior vantagem do líder para o 2º colocado: 31,5% dos votos válidos (24% do eleitorado total).

Na estratificação do eleitorado por regiões, Marconi só não vence em Goiânia, onde aparece empatado com Vanderlan Cardoso (25%). Em todas as demais, a vantagem  do governador varia de 13% na região Central, onde está Senador Canedo, e chega a 53% na região Noroeste. No confronto direto entre Friboi e Vanderlan, a vantagem é do peemedebista, que vence cinco das sete regiões (Entor­no/Nor­deste, Sul/Su­deste, Sudoeste, Norte e No­roeste) e perde na capital e na região Central.

 

Cenário 2 – O segundo cenário proposto dentro da amostragem do instituto Fortiori igualmente reúne condições, até o momento, de se tornar realidade nas eleições deste ano, e conta com os três nomes do cenário 1, (Marconi, Van­derlan e Friboi) acrescida a candidatura do prefeito de Anápolis, Antônio Gomide. Neste caso, leva-se em conta que Gomide vá renunciar ao cargo de prefeito no início de abril, conforme determina a legislação eleitoral.
Também nessas condições, Mar­co­ni seria reeleito já no 1º turno, já que so­maria mais votos que todos os ad­versários somados, 50,6% (41% do eleitorado total). Vanderlan Cardoso ficaria em segundo, com 19,7% (16% do total), Júnior Friboi teria 18,5% (15% do total) e Antônio Gomide colheria 11,1% dos votos válidos (9% do total). A margem de vitória no 1º turno é de 0,6%, contra 5,2% do cenário 1, mas a diferença do primeiro colocado para o segundo, Marconi e Vanderlan, é mantida nos mesmos patamares em ambos os cenários, 30,9% e 31,5%.

Na estratificação por região, apenas na capital se mantém o empate registrado entre Marconi e Vanderlan no cenário anterior. Em todas as demais, Marconi vence, e chega a registrar vantagem de 50% sobre o candidato do PSB na região Norte. No confronto direto apenas entre Vanderlan, Friboi e Gomide, o peemedebista fica na frente, com vitória em 3 regiões (Sul/Sudeste, Sudoeste e Noroeste) e empate com Gomide em uma (Entorno/Nordeste). Além desse empate, o prefeito anapolino vence seus mais diretos adversários em uma região ( Norte). Vanderlan também registra um empate (na capital) e uma vitória (Central).
Cenário 3 – O último cenário estimulado do levantamento Fortiori é também o mais disputado. Neste quadro, entrou o nome de Iris Rezende e retirou-se Júnior Friboi e Antônio Gomide, mantendo-se Marconi Perillo e Vanderlan Cardoso. Ou seja, levou-se em conta que Iris será o candidato do PMDB e não Friboi, situação que os principais líderes do PT admitem que provocaria uma nova avaliação da candidatura ou não de Gomide.

O confronto entre Marconi Perillo, Iris Rezende e Vanderlan Cardoso seria vencido pelo tucano, conforme os dados do instituto Fortiori, se as eleições fossem agora. Marconi soma 44% das intenções de votos válidos (37% do total do eleitorado) contra 38,1% de Iris Rezende (32% do total) e 17,8% de Vanderlan Cardoso (15% do total). Com esses percentuais, a eleição seria decidida no 2º turno. A diferença entre Marconi e Iris seria de 5,9% (5% do total).

O cenário 3 é muito semelhante ao das eleições de 2010. Naquele ano, além de Marconi, Iris e Vanderlan, também disputaram as eleições Marta Jane, pelo PCB, e Washington Fraga, do PSOL. Ambos somaram pouco mais de meio por cento dos votos válidos naquela eleição.

Em comparação com pesquisa realizada pelo mesmo instituto Fortiori divulgada em janeiro deste ano, o cenário 3 manteve as posições, com Mar­coni à frente de Iris e este à frente de Van­derlan. Mas a vantagem de Mar­coni cresceu. Em janeiro, ele 41,8% das intenções de votos válidos, e chegou agora a 44%. Iris tinha 38,4% das intenções e variou negativamente para 38,1%. Com isso. A diferença de Mar­coni para Iris, que era de 3,4% de votos vá­lidos em janeiro, aumentou para 5,9%. O terceiro colocado também caiu, de 19,7% dos votos válidos para 17,8% atuais. Para Marconi ficar em condições de vitória já no 1º turno nes­te cenário, como ocorre nos outros dois, ele teria de agregar 3% das in­tenções de votos válidos dos adversários.

Na estratificação por região, Marconi continua vencendo seus adversários em seis das sete regiões: Central, Entorno/Nordeste, Sul/Su­des­te, Sudoeste, Norte e Noroeste. A única vitória de Iris é na capital. Em todas as demais ele fica na segunda posição. Vanderlan perde em todas para os dois adversários.

Votação projetada

Vantagem de Marconi contra Iris subiu para 186 mil intenções de votos válidos
Com base na pesquisa For­tiori, e levando em conta a abstenção, votos brancos e nulos registrados nas eleições de 2010, foi projetada a totalização das intenções de votos válidos de cada candidato, nos três cenários, caso as eleições fossem agora, de acordo com o total de eleitores registrados até o mês de março deste ano pelo Tribunal Regional Eleitoral, TRE, e conforme o método de apuração e totalização dos votos nas eleições pela Justiça Eleitoral brasileira

Neste cenário, Marconi Perillo teria 1.744.320 intenções de votos válidos contra 748.920 de Vanderlan Cardoso e 663.600 de Júnior Friboi. O tucano seria reeleito no 1º turno com vantagem de 331.800 votos válidos.

Com a entrada de Antônio Gomide, Marconi ficaria com 1.598.960 intenções de votos válidos, Vanderlan Cardoso somaria 622.520, Friboi ficaria com 584.600 e Gomide teria 350.760 intenções de votos válidos. Marconi venceria no 1º turno com 41.080 intenções de voto a mais do que a soma dos demais candidatos.

Com a retirada dos nomes de Júnior Friboi e Antônio Gomide e a entrada de Iris Rezende, a totalização das intenções de voto de Marconi Perillo chegaria a 1.390.400, contra 1.203.960 de Iris e 562.480 de Vanderlan. A vantagem de Marconi sobre Iris é de 186.440 votos válidos, e a eleição, neste cenário iria para o 2º turno.

Em comparação com a pesquisa Fortiori divulgada em janeiro deste ano e a atual, Marconi conquistou nesse período 69.530 intenções de votos válidos, enquanto Iris Rezende perdeu 9.384 intenções de voto. Vanderlan também perdeu intenções de voto, 60.040. Com isso, a diferença de Marconi para Iris, que era de 107.536 intenções de votos válidos, saltou para 186.440 intenções de votos.

Avaliação de desempenho

O instituto Fortiori também ouviu os eleitores sobre os desempenhos dos governos de Goiás e do Brasil, além do desempenho pessoal do governador Marconi Perillo e da presidente Dilma Roussef.

A gestão do Estado é aprovada por 43% dos eleitores (conceitos ótimo e bom) e reprovada por 25% (conceitos ruim e péssimo). Já o governo federal foi aprovado por  38% do eleitorado e desaprovado por 30%.

Em relação ao desempenho pessoal do governador Marconi Perillo, 51% dos eleitores o aprovam, en­quanto 34% o desaprovam.

A presidente Dilma é aprovada por 46% e desaprovada por 40% dos eleitores goianos.

 

PESQUISA DE OPINIÃO
DIAGNÓSTICO POLÍTICO – ESTADO DE GOIÁS

OBJETIVO
Fazer um diagnóstico político no Estado de Goiás.

METODOLOGIA
Pesquisa quantitativa, por abordagem randômica, por meio de realização de  entrevistas pessoais com aplicação de questionários  estruturados junto à amostra  definida da população.

PLANO AMOSTRAL
Universo: eleitores residentes e domiciliados no Estado de Goiás.

Tipo de amostra – amostra não probabilística, por cotas proporcionais às variáveis de sexo, idade, grau de instrução e local de moradia.

Tamanho da Amostra –1.000 entrevistas.

Intervalo de confiança  e  margem de erro – Para um  intervalo de confiança de 95%, a margem de erro máxima é de 3,1%.

Data da coleta de dados – 17 a 22 de março de 2014.

Sistema interno de  ontrole e  fiscalização – O trabalho de coleta de dados foi feito por entrevistadores treinados, acompanhados por supervisores. Foi feita uma checagem de 10% dos questionários, como determina as normas para esse tipo de levantamento.

RESPONSABILIDADE TÉCNICA
Fortiori – Pesquisa, Diagnóstico e Marketing

Perfil da Amostra
66 cidades pesquisadas.

Registro: Esta pesquisa foi registrada no TRE-GO sob o número GO-00027/2014 e
no TSE sob o número BR-00047/2014. Ambos os registros foram feitos no dia 21/03/2014.

 

Conexões: Goiás

PT Lança Gomide e Iris ataca Friboi

Parece ação ¨casada¨. E é. Enquanto o PT goiano deve confirmar hoje a disposição de lançar o prefeito Antônio Gomide, de Anápolis, ao governo do Estado, Iris Rezende, único nome oposicionista que, neste momento, consegue polarizar contra a reeleição do governador Marconi Perillo, diz está se retirando do processo eleitoral deste ano. Ele fez o anúncio em meio a uma saraivada de ataques a Jr Friboi, seu concorrente dentro do PMDB.

Iris-Rezende

É o que conta reportagem publicada hoje (29/03) em O Popular, assinada por Fabiana Pulcineli. Esta é a primeira vez que, publicamente, Iris Rezende critica a pré-campanha de Friboi, a quem acusa de arrogar potência financeira, ¨falando em milhões aqui e ali¨. Para Iris, falta a Friboi ¨sensibilidade e prática política¨. E arremata: ¨A coisa pública não é uma empresa¨.

Na outra trincheira, aliados de Friboi se fizeram de desentendidos e comemoraram a possibilidade de renúncia de Iris. Na coluna Giro, de Jarbas Júnior, também em O Popular, ex-deputado Marcelo Melo, do PMDB da região do Entorno do DF, elogiou Iris, dizendo que ele pensa mais no partido. ¨Vamos ajudar no projeto do Jr e abrir várias frentes de trabalho em abril¨, completou. Já Sandro Mabel, que é um dos coordenadores da campanha de Friboi, sacramentou: ¨O cenário está definido no PT e no PMDB¨.

Essa reação de aliados de Friboi é um samba do crioulo doido muito bem pensado. A intenção é menosprezar a reviravolta representada pela renúncia de Iris e minimizar o rompimento da aliança com PT, construída em 2008 pelo próprio Iris.

Rachou de vez

Apesar dessa reação, a soma dos últimos acontecimentos no âmbito da aliança PMDB/PT é terrível. A ameaça de Iris, de abandonar o processo eleitoral deste ano, e os ataques dele, deixam implícito que a candidatura de Jr Friboi pode até ser confirmada pelo PMDB, mas ela poderá chegar à campanha a bordo de um partido em frangalhos, e sem um forte aliado, como o PT.

Mas se esse é um retrato horrível do que poderá acontecer, por que os aliados de Friboi, a esmagadora maioria com experiência de sobra para perceber nuances muito menores do que um rombo tão grande como esse, não o alertam?

Três aspectos podem ser considerados em uma análise sobre essa falta de alerta. Em primeiro lugar, tudo o que está acontecendo é resultado direto da mais longa guerra interna do PMDB goiano, que explodiu em 1998, entre iristas e maguitistas. Os maguitistas viram em Friboi uma boa arma para questionar a liderança de Iris, e se agarraram a ela. Se Iris fosse superado internamente sem traumas, ele poderia se transformar no grande cabo eleitoral de Friboi, e assim manter-se influente. Com o chega-pra-lá em Iris, os maguitistas constroem uma redoma em torno de Friboi, e isolam os iristas.

Por outro lado, Jarbas Júnior, em uma de suas colunas, há mais ou menos um mês, escreveu que um peemedebista teria desabafado em tom confidente que ¨é melhor perder com o dinheiro de Friboi do que perder com Iris e sem dinheiro¨.

Por fim, alguns estrategistas entendem que os arroubos de Friboi visam exatamente esse isolamento. Seria, então, uma estratégia pensada. Caso consiga se firmar como candidato, ele tentaria vestir na campanha a roupa de oposição a ¨tudo isso que aí está¨: contra Marconi, contra Iris, contra o PT.

Conexões: Goiás

FofocaPMDB: o jogo pesado do tititi

Para o bem ou para o mal, a verdade é que o PMDB está no centro da agitação política no Estado. Tem de tudo: notícia real, informações cifradas, boatos, tititi, puxadas de tapete, conversas ditas sigilosas e fofocas. Tudo junto e misturado. Só falta um Galvão Bueno narrando ¨é de arrepiar! Haja coração, amigo¨.

E é mesmo uma fase eletrizante. As informações, fundamentadas ou não, parecem acompanhar o movimento do sol nos céus goianos. Ontem pela manhã, quando ainda se digeria ação do prefeito Maguito Vilela, de Aparecida de Goiânia, para pacificar os ânimos de Iris Rezende e Jr Friboi, começou a circular a notícia (de bastidores, obviamente) de que um grande acordo interno estava em curso, com Iris candidato ao governo e Friboi de vice.

Hoje, no Diário da Manhã, o bem informado jornalista político Helton Lenine, citando reportagem assinada pela jornalista goiana Raquel Ulhôa, no Correio Braziliense, falou que a decisão de candidatura na província vai ser decidida pelo presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp, e o ex-presidente Lula. A definição vai passar também pelo resultado de pesquisa do Ibope encomendada pela direção nacional do PMDB. Com um detalhe: Raupp afirmou que a pesquisa será levada em conta, mas não servirá nem para desempatar a peleja entre Iris e Friboi. Ele explicou que nem sempre quem está na frente ganha as eleições.

A observação do senador Raupp é correta, mas se é assim, por que fazer uma pesquisa para depois, se for o caso, decidir exatamente pelo resultado adverso? Mas não é só isso. Tem a participação do Lula, que é do PT. O que o ex-presidente estaria fazendo no caldeirão de definições do PMDB? O jornal brasiliense diz que o irmão do Jr, Joesley, que herdou o comando do grupo Friboi (JBS), teria procurado o Lula para pedir ao ex-presidente que interferisse no processo de escolha interno do PMDB goiano.

Trocando um miúdos, essa é uma salada geral dentro de um quadro informativo específico que seria favorável ao homem da carne.

E o que há de fato concreto por aí? Ninguém sabe. Ou quem sabe não fala, ou realmente a situação está indefinida como sempre esteve. A notícia de Brasília sugere a queda de uma outra ¨verdade¨: a de que Friboi tinha franca maioria contra Iris numa possível disputa na convenção do partido. Se é assim, por que o irmão dele pediria a interferência do companheiro Lula?

Na coluna Giro, de O Popular, assinada pelo competente Jarbas Júnior, uma nota quase despretensiosa diz tudo: peemedebista teria avaliado que, no momento, Iris e Friboi somam 50% de chances cada um. Ou seja, tá empatado. Soou sensato.

A nota rebaixada do Brasil: o que muda na sua vida?

Muito se falou sobre o rebaixamento da nota do Brasil, de BBB para BBB-, (o traço significa menos), pela agência americana Standart&Poors, S&P. Quase não se percebeu que as empresas brasileiras também entraram na faca avaliadora.

Petrobras, Eletrobrás e Samanco (do setor de mineração) igualmente foram rebaixadas. Só? Não. O setor financeiro foi atingido também. Nada menos que 13 instituições tiveram notas menores – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Sul América, Caixa Econômica Federal, BNDES, Itaú BBA, HSBC, Citibank,  Banco do Nordeste, Sul América Seguros e Allianz.

Para o cidadão comum – eu, você e o resto de todos nós – as notas mais baixas vão passar longe de afetar o nosso dia a dia. Então, essa notícia é insignificante? Não, não. Ao contrário: é muito preocupante. Significa, em primeiro lugar, que a economia do Brasil parou de melhorar. Se não corrigir agora, vai piorar e, aí, sim, os efeitos vão atingir todos nós.

Luz do óleo

Complicado entender a coisa? Bem, então imagine que no painel do carro a luzinha espia do monitoramento do óleo do motor da uma piscadinha. Uma bobagem, sim, mas se o motorista não parar o carro e corrigir o nível do óleo, o motor vai fundir. É isso.

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Crescimento versus incentivos fiscais

Não há mais o que discutir sobre a validade dos incentivos fiscais praticados pelo Estado de Goiás. Segundo levantamento do BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento, entre 2002 e 2012 a economia estadual cresceu 300% e a arrecadação dobrou de tamanho no mesmo período. Trocando em miúdos: o Estado, com seu leque de incentivos fiscais, abriu mão 100, arrecadou 200 e cresceu 300. Um ótimo negócio sob qualquer ponto de vista.

Comparando os dados atuais sobre crescimento da economia goiana e o peso dos incentivos fiscais, as vantagens impactam de maneira impressionante. No início, em 2002, os incentivos somavam 7,5% do PIB estadual. Hoje, atingem somente 4,9%. A pesquisa, feita por economistas brasileiros com dados de 16 estados brasileiros e o Distrito Federal, mostra ainda que os efeitos dos incentivos hoje estão se mantendo praticamente inalterados.

A notícia foi publicada na edição de hoje (27/03) do jornal O Popular.

Mas onde está a mágica fiscal de abrir mão de impostos, crescer a economia e dobrar a arrecadação? Não é mágica nenhuma. O que ocorreu foi uma forte atração de novos empreendimentos, que geraram renda e emprego, que voltaram para a economia e continuaram rodando e ampliando o mercado, provocando então em efeito continuado que se realimenta.

A carga tributária brasileira é uma das mais altas do planeta. Na prática, cada brasileiro trabalha/produz durante 5 meses ao ano somente para pagar impostos, taxas, licenças, contribuições e assemelhados. Diante desse levantamento do BID, de que Goiás cresceu e passou a arrecadar um volume maior de impostos com uma carga menor de impostos, é mais do que conveniente discutir seriamente se a política nacional de arrecadação voraz é o melhor modelo de gestão fiscal para o país.

Por menos de 30 reais

Os campeões do baixo custo

Vinhos bons são necessariamente caros? Não. Existem vinhos bacanas que não arrancam o couro da carteira. Mas nem isso é regra. Entre os vinhos mais baratos, ou menos caros, é preciso garimpar bem pra não sofrer amargas (literalmente) decepções.

Vão aqui 3 dicas na faixa de 25 a 30 reais.

Vinho Casillero

O Casillero del Diablo é chileno, da famosa Concha Y Toro, fabricante de jóias como o ótimo Don Melchor, e co-fabricante do maravilhoso Almaviva.

 

Já bebi muito esse vinho. Aliás, fora os desequilibrados ¨Reservados¨ chilenos (Santas da vida…), talvez seja um dos chilenos mais conhecidos e bebidos no Brasil.

Vinho Periquita

Periquita é hoje o mais vinho português mais vendido no Brasil. Merece ser campeão de vendas. Há uma versão melhor apurada, e mais rara, mas o preço dobra, embora a qualidade triplique. Compra tranquila para beber um vinho honesto e justo na sua faixa de preço.

Vinho Pão de Açúcar Club  A marca é exclusiva da rede Pão de Açúcar. Club des Sommeliers é resultado de lotes de vários fabricantes ao redor do mundo pela rede de supermercados. Vai do Brasil à Austrália, e os preços também variam bastante. Os mais vendidos são brasileiros da Serra Gaúcha e chilenos e argentinos, todos na faixa de preços proposta na dica.

Como os outros dois, são vinhos bons para quem não quer ou não pode gastar tufos pelas jóias das coroas de baco. Há uma linha, com rótulo preto, mais cara. Também é boa, mas não vale a pena gastar mais. A qualidade é equivalente. Dos 3 indicados, é o vivo que bebo com mais frequência.

 

 

Os vinhos ícones do Chile

Vá lá: não da pra se iniciar no mundo dos vinhos escalando um time como esse.  São ótimos, mas o preço de cada um deles bate fácil qualquer carteira menos preparada. E ainda tem aquela velha história da safra. Algumas, são mais caras, e mesmo as mais em conta não constituem razão alguma para ficar animado e com bolso cheio.

Mas mesmo que você esteja pensando em começar a viver os vinhos ou se já trilhou os primeiros caminhos, vale a pena abrir esta coluna com os 5 grandes ícones da América do Sul.

Não estão numa ordem de valor ou de qualidade. É muito difícil dizer qual é o mais completo, gostoso. Vinhos bons algumas vezes ficam menos bons apenas pelo ambiente em que é bebido. Numa boa mesa a dois, com amigos e amigas ou mesmo sozinho/sozinha, o mesmo vinho, da mesma safra, pode ter sensações melhores ou piores.

Então, pra quem não conhece o topo da América do Sul, vamos lá. Pra quem já conhece, vale a pena relembrar esses chilenos que não passam vergonha em lugar nenhum do planeta.

013940_AmpliadaPara muitos críticos, o Almaviva é o ícone dos ícones dos vinhos chilenos. Vem do Valle del Maipo, terroir de grandes vinhos, e é resultado da associação da francesa Baron Philipe Rothschild e a chilena Concha Y Toro.  Na Dufry de São Paulo (Guarulhos-internacional) está cotado a 208 dólares. No Brasil, vai de 550 reais a cerca de 900, dependendo da safra e do fornecedor. É encontrado em Goiânia, nas boas lojas.

Clos ApaltaNa safra 2005,

o Clos Apalta, da Casa Lapostolle, foi considerado entre os melhores do mundo. Vem do Vale do Colchagua. A Mistral é a importadora oficial e o preço, embora referenciado em reais, é dolarizado – o que pode ocasionar variação diária. Custa cerca de 460 reais.

Don MelchorDon Melchor é um excelente Cabernet Sauvignon da Concha Y Toro. É também o mais popular entre os 5 grandes no mercado brasileiro. Vem do Vale do Alto Maipo. Foi o primeiro grande vinho sul americano a desfrutar de boa fama no mundo. É o menos caro dessa turma. Dependendo da safra, vai de 360 reais a pouco menos de 500 reais. Também é facilmente encontrado nas boas lojas de Goiânia.

Montes Alpha MAlguns acham que o Montes Alpha M é o melhor vinho produzido pela Viña Montes. Se não for o melhor, faz bonito diante de bons vinhos de qualquer lugar do mundo. Muito bonito. Também é do Vale de Conchagua. Em Goiânia, pode ser encontrado em algumas lojas, mas não é tão comum quanto o Don Melchor. E é um pouco mais caro. Na Mistral, importada oficial da Viña Montes, custa em torno de 460 reais.

vinedo-chadwickViñedo Chadwick é o mais misterioso dos grandes chilenos. Foi criado por Eduardo Chadwick, dono da Errazuriz, e vem do Vale do Maipo. Em 2004, numa degustação/disputa às cegas – em que os jurados bebiam os vinhos sem saber a marca – bateu todos os concorrentes, inclusive poderosos franceses 12 vezes mais caros. É o menos conhecido do mercado brasileiro. Em Goiânia, raramente está à venda. É o mais caro dessa lista. Vai de 650 a fantásticos (e irreais!) 1.200.

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Comidinha

 

arroz com camarões

Arroz integral e camarões ao molho de peixe com tomates

–       Arroz integral ou branco preparado à parte, normalmente. Após o cozimento, acrescentar a manteiga de leite sem sal e misturar. Tampar a panela e só abrir novamente ao servir.

Molho de peixe

–       Gosto da praticidade. Compro o molho básico congelado (produzido por empresa catarinense, R$ 10,00 em Goiânia). É só a base. Faltam os complementos. Vamos lá.

–       Derreter numa panela média. Baixar o fogo, e acrescentar molho de tomate (o pior é o Pomarola, mas serve também. Geralmente, prefiro os molhos italianos) e os temperos (sal, pimenta do reino, ervas de Provence, chili em pó, pimentón picante, alho picadinho e cebola – uso a ralada). Mexer bem sempre. Ferveu, hora de ver se tá no ponto. Gotinha na mão e… Acerte o que estiver faltando. Ou vá para a etapa final da coisa.

–       Acrescente leite de coco.

–       Acrescente os camarões limpos e sem nenhum tempero (eles vão ganhar o sabor do molho).

–       Mexa de vez em quando – de 2 em 2 minutos pra não deixar os camarões passarem do ponto (é coisa de 5 a 8 minutos, não mais que isso).

–       Apague o fogo e acrescente cheiro verde, salsinha e, não pode faltar, coentro. Tampe e prepare o prato.

–       Coloque o arroz com manteiga e salpique com parmesão ralado (pode usar mussarela ralada também, como preferir). Com um maçarico doméstico, sapeque o queijo levemente (no caso da mussarela, vai apenas derreter e não sapecar).

–       Ao servir, coloque os camarões com pouco molho num dos lados do prato e, depois, cubra com molho.

Para acompanhar, vinho, claro. Fui com um honestíssimo pinot noir californiano (numa promoção, encontrei por R$ 39. Preço normal, entre 60 e 78 reais).