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Friboi: retirada estratégica ou definitiva? As motivações da renúncia

Jr Friboi estaria cansado, desanimado, decepcionado. Em bom português do dia a dia: de saco cheio. Saco cheio de Iris, da mulher do Iris. De ser diariamente confrontado, menosprezado e xingado pelos iristas. Esse estado de ânimo está contido na sua carta-renúncia, que explodiu como fortíssima bomba no terreno político-sucessório estadual. Uma bomba tão forte que estende seus impactos em todas as direções, além dos limites do PMDB. Mas, e sempre haverá essa pertinente dúvida, Friboi renunciou mesmo, definitivamente, ou está se recolocando estrategicamente na disputa, evitando continuar exposto a novos e continuados ataques contra ele pelos iristas? Em sua carta, no penúltimo parágrafo, essa questão fica aberta. Ele disse textualmente: ¨neste momento retiro a minha candidatura¨. Neste momento apenas?

A imponente sede da JBS no estado do Colorado, EUA

A imponente sede da JBS no estado do Colorado, EUA

Essa resposta tem uma singela e definitiva resposta, que Friboi dará ou não nos próximos dias: se ele retornar ao Estados Unidos, onde mantém uma bela casa no estado do Colorado, de onde saiu para se aventurar pela selva política goiana, ficará bastante evidente sua retirada definitiva do processo. Se ele ficar por aqui, se mantiver seu bunker político aberto e com funcionários, certamente a escapada do marruá não terá qualquer significação no aspecto ostracismo. Sua sombra vai se projetar permanentemente sobre Iris, e sobre o cenário geral como um todo.

O custo ficou muito pesado

Friboi cifrão douradoMesmo para uma das famílias economicamente mais poderosas do mundo, os custos da aventura eleitoral do filho do Zé Mineiro escaparam da razoabilidade. Do bom senso. Sem nada a apresentar como político e menos ainda eleitoralmente, Jr desembarcou na selva acenando com maços de dinheiro. Dinheiro aos montes. Buscou nada menos que um dos príncipes do marketing eleitoral do país, Duda Mendonça, com quem acertou remunerações de 30 milhões de reais. Isso é somente para Duda e sua equipe direta. Não estão computadas as enormes despesas da produção dos programas eleitorais.

Céu de brigadeiro com estrela caríssima

Céu de brigadeiro com estrela caríssima

Jr também prometeu encher os cofres dos que se declaravam aliados dele para bancar campanhas eleitorais para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Ou ele se baseou nas despesas eleitorais dos Estados Unidos, ou ele estava blefando. A primeira hipótese é a mais provável. No Brasil, a eleição é caríssima. Muito mais cara em reais do que a disputa na terra dos dólares. Bancar eleição de dezenas de candidatos e partidos para as duas Casas Legislativas é demais, mesmo para a bilionária família Friboi.

Houve um efeito colateral descontrolado nessa promessa. A negociação de apoio com partidos nanicos foi inflacionada ao ponto de se tornar irreal. Há boatos, que jamais serão confirmados oficialmente, de que alguns dirigentes de partidos minúsculos exigiam até 10 milhões de reais. Não se sabe até que ponto isso é verdadeiro, mas é inegável que há lógica.

A retirada de Fiboi, que não se sabe, repita-se, definitiva ou não, atendeu a vários aspectos. O primeiro é esse aí, do custo total da aventura. Ao sair, enxugou-se o mercado partidário, e tanto aqui como no mundo econômico, enxugamento financeiro tem o poder mágico e trágico de reduzir dramaticamente perspectivas inflacionárias. Por fim, ganhou-se um tempo de proteção contra ataques diários de Iris Rezende e seus seguidores.

O jogo acabou, ou só termina quando acaba?

Agora, é Friboi quem apresenta carta-renúncia no PMDB

Pra quem gosta de idas, vindas, simulações e dissimulações, o PMDB goiano se transformou num prato cheio. No meio da tarde de hoje, 22, Jr Friboi repetiu gesto de Iris há algumas semanas e renunciou à sua condição de pré-candidato ao governo de Goiás. Alegou, exatamente como Iris, que sai do processo de escolha para não dividir o PMDB.

Iris-e-Friboi

E também como Iris, desceu a lenha no lombo de seu adversário interno, acusando-o de inviabilizar sua postulação. De quebra, acusou o líder tradicional do PMDB de ter sido o fator principal que igualmente afundou as candidaturas de Henrique Meirelles, Vanderlan Cardoso e a reeleição de Maguito Vilela, em 1998.

Friboi acusou Iris de afundar candidatura de Maguito a reeleição, em 98

Friboi acusou Iris de afundar candidatura de Maguito, em 98

Mas, e agora, o que vai acontecer? Não há qualquer dúvida de que Friboi detém o apoio da maioria do PMDB, e venceria Iris Rezende numa eventual disputa na convenção por goleada, se não por WO. Iris reconheceu essa preferência peemedebista por Friboi, mas acusou que isso era consequência direta do peso financeiro do adversário. Em outras palavras, para Iris, o apoio a Friboi foi criado e ampliado na base da grana. Surge a dúvida, portanto, se esses peemedebistas que foram acusados de se venderem vão naturalmente migrar para uma possível candidatura de Iris.

Por outro lado, levando-se em conta que o jogo ainda não terminou, até que ponto a renúncia de Jr Friboi agora não é a repetição do mesmo jogo-renúncia praticado por Iris momentos antes? É mais uma pergunta sem resposta neste momento.

Candidatura de Gomide está ameaçada?

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O PT goiano desde sempre garantiu que estava totalmente disposto a firmar coligação com o PMDB desde que o candidato do partido fosse Iris Rezende e não Friboi. Como Iris só declarou pré-candidato às vésperas do prazo final de desincompatibilização, Antônio Gomes abandonou 3 anos de mandato como prefeito de Anápolis para ser candidato ao governo pelo PT.

A renúncia de Friboi, e a consequente confirmação da candidatura de Iris Rezende, mudará alguma coisa na seara petista? É outra pergunta que não tem como ser respondida imediatamente. Até pela óbvia razão de que, se Iris renunciou antes e voltou, quem garante que Friboi também não voltará.

Os botões tem os melhores ouvidos

Me pego às vezes em pleno delírio de pensamentos. Sei lá se isso é uma coisa normal. Deve ser. Não me acho doido. Um pouquinho, talvez. Mas isso é normal, ué. Todo mundo é um pouco doido.

E falo sozinho. Não absolutamente sozinho. Converso com meus botões. Isso, sim, acho que é mais grave. Mas muita gente faz isso desde criança. Para os adultos é engraçado ver criancinhas batendo o maior papo com coleguinhas imaginários. Bobagem. A gente faz a mesma coisa, só que escondido. Quer dizer: eu faço. Algumas pessoas também fazem. É só ficar de olho nos motoristas na hora que o sinal fecha. Vidros fechados, ar condicionado ligado, música e tal e aquele blábláblá sem fim.

Com estátua eu nunca falei. Parece ser coisa de doido

Com estátua eu nunca falei. Parece ser coisa de doido

O duro é quando você tá ali, na maior prosa, e percebe que outros motoristas estão observando curiosos, tipo ¨esse maluco ali está conversando com quem?¨. Quando levo um flagra desconcertante desse uso algumas técnicas pra disfarçar. Pra não ficar parecendo doido. Bato com as palmas das duas mãos no volante ritmamente, dou umas tamboriladas com as pontas dos dedos e, de vez em quando, até balanço a cabeça levemente e dirijo imaginariamente uma orquestra. Arrá: tenho certeza que o curioso do lado pensa na hora: ¨Pô, o cara não está falando. Tá só empolgado com alguma música¨.

Ainda bem que o sinal abre rapidinho. É um saco essas pessoas que impedem meu diálogo com… meus botões. É isso, carambas: eu falo com meus botões. As crianças, inocentes, falam com seres que existem apenas na imaginação delas. Só não acho muito certo quando eu falo e eu mesmo respondo. É como se fosse aqueles desenhos de anjinho de um lado e diabinho do outro. Um fala e o outro atenta.

Diabinho_Anjinho

Às vezes tenho vontade de perguntar para amigos e amigas se eles também conversam com os botões deles. Mas fico com medo de me acharem tantã.

Por que será que a gente se incomoda tanto com aquilo que os outros pensam – que nós imaginamos que pensem – a nosso respeito? O tempo todo a gente fica se policiando: ¨Opa, será que vão pensar que eu sou isso ou sou aquilo?¨. Saco. Com tanta coisa pra conversar com nossos botões e ainda temos esse tipo de preocupação.

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Bom mesmo são os botões. Eles são ótimos ouvintes. Nunca falam nada. E quem cala, consente.

PS – e se por acaso me ver em algum sinal fechado tamborilando dedos ou balançando a cabeça no carro, vá te catar. Não sabe que é falta de educação ficar ouvindo a conversa dos outros? Então.

Falta de perspectiva de vitória esvazia demais candidaturas da oposição

A pouco mais de 1 mês para o prazo fatal das convenções partidárias, o governador Marconi Perillo e os pretendentes que fazem oposição a ele vivem situação exatamente oposta também em relação à escalação dos titulares da chapa majoritária. Marconi tem pelo menos 1 candidato a mais do que a chapa pode comportar. Já a oposição quebra a cabeça para lançar nomes a vice e ao Senado. Até aqui, apenas Vanderlan Cardoso, que lidera uma minúscula coligação liderada pelo PSB, com PSC e PRP, conseguiu encontrar um candidato ao Senado, mesmo assim sem qualquer peso eleitoral de imediato.

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Na base aliada, Marconi tem falado publicamente que sua chapa já está pronta, com ele próprio e o atual vice, José Eliton, como candidatos à reeleição, e o deputado federal Vilmar Rocha, do PSD, na vaga para o Senado. Nessa lista, está faltando pelo menos mais um: o deputado federal e presidente regional do DEM, Ronaldo Caiado, que também anunciou que vai disputar o Senado. Além dele, o PTB quer conversar sobre a formação da chapa, embora avise previamente que aceitará a indicação pessoal de Marconi.

O problema, portanto, é como resolver o problema de Caiado e, por consequência, do DEM. Desde sempre, enorme parcela das bases do partido são amplamente favoráveis à base aliada. Esta semana, em um evento no interior, a esposa de Caiado, Gracinha, pediu a palavra e fez um discurso recheado de elogios a Marconi. É certo que a atitude dela não foi um gesto impensado ou em desacordo com o marido dela.

velho Oeste

Oposição desorientada – Enquanto a base aliada tem esse ótimo problema para equacionar, os opositores estão mais perdidos do que pacifista mórmon em meio a tiroteio no velho oeste, com direito a tiros de emboscada e até um duelo de facas ao por do sol entre peemedebistas. Simplesmente, nem PT, nem PSB e muito menos o PMDB, trabalha nomes para a chapa majoritária neste momento. É claro que, levando-se em conta apenas o calendário, há ainda um tempão para acertar chapas. A questão, porém, não é de tempo, mas de completa falta de pretendentes e de mobilização.

Jesuíno, primeiro plano à esquerda. Legenda necessária

Jesuíno, primeiro plano à esquerda. Legenda necessária

A impressão pode se cristalizar é que os candidatos e os partidos vão ter que laçar candidaturas, e não viver o natural processo de escolha. Até aqui, o único nome anunciado pelas oposições como integrante de uma chapa majoritária foi o do procurador federal Aguimar Jesuíno, que não tem qualquer tradição eleitoral. Como são 3 as chapas oposicionistas até aqui, restam 5 vagas aberta, duas para o Senado – PMDB e PT – e 3 para vice – PMDB, PT e PSB.

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É certo que o PMDB tem o maior plantel dentre os partidos oposicionistas para ocupar as vagas sem maiores dores de cabeça, mas o partido ainda nem conseguiu definir de fato quem vai encabeçar a chapa. Iris, que antes dizia que não era candidato, passou a ser, mas renunciou uma semana depois, e continua com a faca nos dentes. Friboi diz que não vai fugir do duelo com o rival.

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No PT, a solução também deve ser doméstica. Mas até agora ninguém tem se mostrado empolgado com a possibilidade de compor a chapa majoritária. Idêntica situação vivida por Vanderlan Cardoso.

Essas realidade diametralmente antagônica vivida neste momento por Marconi e por aqueles que fazem oposição a ele tem a mesmíssima motivação absoluta e determinante: perspectiva de vitória. Marconi a tem, os demais, pelo menos por enquanto, não. Isso pode mudar, obviamente, mas, para quem está no sufoco, colocar o nariz acima da linha d´água nessas condições nunca é fácil.

Pacto com meus cabelos…

Há alguns anos, milhares de fios de cabelo começaram a me abandonar. Pensei que ficaria careca. Depois de um alguns anos, eles pararam de pular, e desde então só fizeram afinar. Eram fios muito mais grossos. Agora são finos. Gostava deles antes, gosto deles agora.

Me lembro que na época dos tombos um amigo me falou sobre remédio para os cabelos pararem de pular.

–       Você tem que usar. É ótimo. Alguns fios até renascem.

–       E pra que que eu vou fazer isso?

–       Você quer ficar careca?

–       Não, mas se eles desistem antes que eu desista, tudo bem. Vou reencontrá-los daqui a um punhado de anos. É meu pacto com eles.

–       Você tá brincando…

–       Tô não. Meus cabelos me acompanham há mais de 40 anos. Foram bacanas comigo. Se eles se cansaram e querem partir antes, respeito cada fio, os que se vão agora e os que vão me esperar para irmos juntos. Depois a gente se encontra de novo.

É claro que o tal amigo deve pensar até hoje que eu estava brincando. Mas não estava. Não caí em nenhuma beberagem para forçar meus cabelos a ficarem onde estão. Eles continuam comigo, ajudando a compor uma aparência que já foi bem melhor. E como quero ficar por aqui ainda por algumas dezenas de anos, sei que só vai piorar o conjunto. Fazer o que? Esse é o preço, uai.

Acho que me lembrei dessa história dos meus cabelos por causa de tantas moças novas que entram na faca para arrancar algumas gordurinhas, e que acabam indo embora cedo demais da conta. Dia desses, foi mais uma garota lindona, de 20 e pouquíssimos anos.

Desde sempre as pessoas procuram fontes da eterna juventude. Acho que eu também queria uma fonte dessas, se elas existissem. Não existem. É certo que a inteligência humana consegue melhorar na faca a parte externa, mas internamente, não.

Ilustração publicada no site benoliveira.com

Ilustração publicada no site benoliveira.com

Coração, pulmões, fígado, rins, estômago, intestino, músculos, cérebro… É como se as rugas deles fossem imunes à intervenção humana. Pode-se endurecer um peito aqui, tirar ou amenizar uma ruga ali, arrancar uma gordurinha e tal, mas a essência vai continuar a mesma. Ou melhor: pior a cada dia.

injeção de botox

Algumas pessoas não convivem bem com a ideia de que a aparência piora. E fazem plásticas, esticam as peles, cortam pedaços, se injetam de toxinas… Não condeno de forma alguma quem faz isso. Cada um faz aquilo que achar melhor. Mas não gosto da cobrança que existe em relação à aparência. Soa a mim como um desprezo à velhice embalado em vários nãos: não às rugas, não à flacidez, não à natural decadência humana.

Há alguns dias, amigos me perguntaram se não voltarei à TV. Por mim, disse, não. Passou meu tempo, ué. Nada contra quem permanece. Mas hoje gosto mais de ler, escrever e falar. Gosto muitíssimo das novas gerações ocupando um espaço que antes eu e tantos outros já ocuparam. Penso que nós fizemos isso antes, lá atrás: renovamos o estoque que existia. Agora, somos nós aqueles veteranos que substituímos. Isso é realmente lindo. É vida.

Começa da vida

¨Ora, mas você não está velho¨, ouço muitas vezes. Como não? Claro que estou. Sou véio, uai. Não estou acabado. Ser velho não é ser acabado. Ser velho é… ser velho, uai. Não ser novo. É já ter vivido o auge e viajar agora rumo à decadência que corre em direção contrária. Temos um encontro marcado pela Vida: por mais que a gente pense e faça, vamos ao encontro da decadência. Deprimente isso? É nada. É maravilhosamente humano.

PMDB: Iris usa tática do boxe na disputa contra Friboi

Jornal Opção

Objetivo do líder peemedebista é enfraquecer a posição do rival e levá-lo a nocaute no último momento. Se perder indicação no PMDB, Iris não deve apoiar Friboi na campanha

Júnior Friboi no encontro do Solidariedade, na Câmara de Goiânia, dois dias após passar por cirurgia: queixas contra Iris | Mel Castro/Diário da Manhã

Júnior Friboi no encontro do Solidariedade, na Câmara de Goiânia, dois dias após passar por cirurgia: queixas contra Iris | Mel Castro/Diário da Manhã

 Afonso Lopes

Júnior Friboi deixou hospital onde foi operado de hérnia umbilical, na quinta-feira, 15, e se esforçou para chegar ao auditório Jaime Câmara, da Câmara de Vereadores de Go­iânia, onde aconteceu encontro regional do Solidariedade. Friboi desrespeitou ordens médicas de repouso por 15 dias e apareceu com semblante visivelmente decaído.

Ex-prefeito Iris Rezende: estocadas contra Júnior Friboi | Fernando Leite/Jornal Opção

Ex-prefeito Iris Rezende: estocadas contra Júnior Friboi | Fernando Leite/Jornal Opção

Sem “querer querendo” mais do que nunca, Iris Rezende permanece lam­bendo suas feridas publicamente após ter sido sufocado na corrida interna do PMDB para a escolha do can­didato do partido ao governo do Estado. Diariamente, ele recebe algumas lideranças em seu escritório, no Setor Bueno, ainda não articuladas e organizadas, mas que vem se transformando num pequeno movimento interno intitulado “Volta Iris”. No caso, seria a volta de sua candidatura após renúncia de pré-candidatura através de carta aberta ao diretório estadual.

Os dois movimentos, de Friboi e de Iris, indicam na mesma direção, mas em clara linha de colisão de interesses: ambos pretendem dar os últimos acordes às suas posições. Iris quer derrubar a indicação majoritária de Friboi, enquanto seu adversário faz o possível para evitar o troco irista e uma virada no último momento do processo de afunilamento peemedebista.

Disputa intensa

Mesmo do lado de fora, é possível àqueles que acompanham os fatos políticos perceber que o tom das declarações estão subindo cada vez mais. No evento do Solida­riedade, Friboi falou sobre as articulações atuais de Iris Rezende no jogo interno, e reclamou bastante, inclusive dizendo que o líder peemedebista o tem atrapalhado.

Do outro lado, em seu escritório, não apenas nos encontros reservados, Iris acusa Friboi de usar seu enorme poder de sedução econômico para garantir apoio. Indo além, Iris reclamou dos próprios peemedebistas que se deixaram ou quiseram ser seduzidos por Friboi, ao afirmar que ainda tem esperanças de que todos percebam que a única coisa que o adversário tem a oferecer é exatamente dinheiro.

Trocando em miúdos, Friboi a­cu­sa Iris de atrapalhar no trabalho dele de agregação de partidos para a coligação a ser liderada pelo PMDB, e é acusado por Iris de gas­­tar tubos de dinheiro como prin­cipal base de sua atuação política.

Iris usa tática do boxe — Friboi também disse na quinta-feira, 15, que ainda não identificou nenhuma renúncia de Iris à própria renúncia, e que certamente será procurado pelo rival caso essa situação se altere. Provavelmente, nesse caso, Friboi terá que esperar sentado, e sem nenhuma pressa. A estratégia de Iris passa longe de uma reentrada triunfal na disputa nos braços do povo peemedebista. Até pela óbvia razão de que os braços que o carregavam antes nas festivas convenções do PMDB estão agora a serviço da candidatura de Friboi.

Friboi desrespeitou as orientações médicas porque tem acusado o golpe. Sua sofrida peregrinação pelos caminhos da Câmara Mu­nicipal indica claramente que ele “passou recibo”, e revelou ainda temer uma reação de Iris Rezende. O mais curioso é que também Iris se sente inseguro com a base oferecida pelo tímido movimento “Volta Iris”, razão pela qual estaria acrescentando um discurso bem mais forte e direto contra o poder econômico do concorrente.

Se Friboi apelou para a movimentação para garantir o espaço até agora conquistado por ele dentro do PMDB, a estratégia de Iris é se tornar cada vez mais um franco atirador. Estratégia semelhante aos grandes boxeadores sem pegada demolidora, eles batem, se protegem, batem novamente, rodam o ringue para evitar contra-ataque, e batem de novo. O objetivo é minar as resistências até que o adversário se sinta cansado demais para evitar o cerco final. Friboi, por sua vez, conseguiu mandar Iris para a lona, mas não o atingiu de tal forma que o levasse ao nocaute, como se pensou inicialmente. Ele garantiu a decisão por pontos previamente — numa eventual convenção — mas terá que sobreviver acima da linha d’água, em pé, até o fim.

Um quadro como esse, de disputa tão intensa, e que tende naturalmente a ganhar contornos cada vez mais dramáticos, indica que a primeira vítima desse confronto está claramente identificada: a unidade interna. Iris, por sinal, disse na quinta-feira, 15, uma frase enigmática: de que não importa o que vai acontecer, no segundo turno todos vão estar unidos.

Há inúmeras possíveis interpretações para essa frase. A primeira delas, mais forte e que enseja maior sentido lógico, é que Iris não apoiará Friboi nem agora, na disputa interna, e nem depois, durante a campanha. E sobre a união no segundo turno? O recado, aí, é mais claro e complementa a interpretação anterior: Iris não acredita que Friboi chegue ao segundo turno.

O babaca, as babaquices, coxinhas e o medo real

 

¨Ah, não, porque turista tem que ter metrô que leve até dentro do estádio. Que babaquice é essa?¨.
Algum baba prometeu isso...

Algum babaca prometeu isso…

A frase foi dita pelo ex-presidente Lula durante encontro com blogueiros e ativistas digitais de São Paulo, numa referência a obras de mobilidade que deveriam ter sido construídas paralelamente aos novos estádios para a Copa do Mundo.

Metrô que leve até dentro de estádio… Nunca antes na história desta Copa alguém defendeu uma babaquice dessas. Metrô que leve às proximidades do estádio, sim, foi prometido.

Promessa cumprida

Promessa cumprida

Bom, mas se é uma babaquice, quem foi o babaca que prometeu metrô, aeroportos, novas avenidas e tal e coisa para a Copa, há cerca de 7 anos, quando governava o Brasil?

– – – –

Lógica do Lula sobre necessidade de metrô, avenidas, ônibus do transporte coletivo, essas ¨babaquices¨ que constituem a tal mobilidade urbana. Ao relembrar seus tempos de torcedor, ele lascou: ¨Nós nunca tivemos problemas de andar (até os estádios) a pé. Anda a pé, vai descalço, vai de bicicleta, vai de jumento, vai de qualquer coisa…¨.

Moderno veículo de mobilidade urbana

Moderno veículo de mobilidade urbana

Já pensou se uma legião assim chegar na bilheteria das arenas para comprar ingressos?… Mas nem se o Bolsa Família fizesse uma promoção da Copa tipo ¨ganhe uma e leve duas Bolsas Famílias¨ essas pessoas conseguiriam pagar as entradas do espetáculo.

Para encerrar esse negócio de babaca e babaquices, que nome se daria a um estacionamento de jumentos nas cercanias de arenas???

Quem são os coxinhas?

O tom deve ser sempre de raiva ou de desprezo: é contra alguma atitude que considera errada praticada pelo governo? É coxinha. Sente falta de conforto nos aeroapertos brasileiros sucateados? Coxinha. Acha que existe exploração eleitoral da Bolsa Família? Coxinha, coxinha, coxinha.

coxinha

Mas, afinal, quem são os coxinhas? São aqueles extorquidos por uma das maiores e mais injustas carga de impostos do planeta. São os que pagam a Bolsa Família na mesa dos pobres e os charutos e caviar que frequentam determinadas mesas da nomenklatura brasileira.

O Brasil com raiva

Não foi só pelos 20 centavos… Foi raiva. Raiva de tudo o que tem acontecido no Brasil ao longo das últimas décadas. Raiva de quem pensa diferente e de forma antagônica. raivaRaiva da impunidade de políticos ladrões. Raiva da corrupção. Raiva do Estado que exige muitíssimo com impostos e não oferece quase nada em troca. Raiva dos bandidos que matam a toda hora e não ficam presos. Raiva do trânsito enlouquecedor das maiores cidades. Raiva do medo real do dia a dia, e não daquele medo criado por pura marquetagem política.

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O Brasil está com raiva. Como talvez jamais sentiu antes com tanta intensidade.

Não, não foi só pelos 20 centavos. É por tudo isso que aí está.

Goiânia, herança maldita quebrou a Prefeitura de Goiânia?

No final do ano passado, a população começou a perceber problemas

No final do ano passado, a população começou a perceber problemas

A população percebeu uma série de problemas no cotidiano da cidade no final do ano passado. De uma hora para outra, alguns sacos de lixo surgiram nas calçadas, buracos nas pistas não foram consertados rapidamente, grande obras, como o complexo de viadutos na marginal Botafogo, entraram em ritmo lento, quase parado. Culminou com a intenção da Prefeitura de não instalar a já tradicional iluminação de Natal. Alguma coisa estava errada com o caixa da Prefeitura da maior cidade de Goiás.

carteira vazia

O que todos imaginavam era que a pindaíba oficial era um problema temporal de fim de exercício fiscal. Ou seja, que bastava mudar o calendário para 2014 e as coisas retornariam ao embalo corriqueiro. Sabe-se agora que a razão dos problemas é muito mais séria do que fechamento de orçamento anual: é buraco mesmo, e imenso.

O que foi no final do ano passado uma quebra da rotina administrativa da cidade se agravou e piorou nos primeiros meses deste 2014. As obras praticamente pararam de vez, o lixo virou uma crise que passou a devorar dirigentes da companhia estatal encarregada da limpeza da cidade, a Comurg, os buracos nas pistas se multiplicaram e se tornaram maiores e mais fundos, portanto mais perigosos, as luzes da cidade, sem manutenção em dia, estão se apagando, tornando ainda mais negras as noites goianienses, e a perspectiva de soluções imediatas.

O problema pode não ter se iniciado com Paulo Garcia

O problema pode não ter se iniciado com Paulo Garcia

Troca nas Finanças – O prefeito Paulo Garcia promoveu uma troca no encarregado do caixa, colocando um dos petistas mais conceituados dessa área, Cairo Peixoto, apontado como principal peça para o equilíbrio financeiro da gestão do ex-prefeito Darci Accorsi (1988/1992).

Cairo foi um vendaval de sinceridade. Expôs a crise em sua real dimensão, chamou a atenção para a insustentabilidade da situação financeira e iniciou estudos para arrochar geral e consertar a casa. Não há dúvidas de que o caminho proposto por Cairo é o único que realmente leva a uma solução definitiva. O próprio prefeito concordou. Mas a administração pública tem componentes políticos que exigem certa contenção. E o remédio anunciado por Cairo Peixoto se tornou amargo demais.

Sai Cairo, chega Jeovalter: mesmo diagnóstico

Sai Cairo, chega Jeovalter: mesmo diagnóstico

Nova troca. Jeovalter Correia, que comandou a pasta de gestão de pessoal do governo estadual, Aganp, no primeiro mandato do governador Marconi Perillo, passou a tomar conta da fogueira financeira com a clara missão de aliviar a pressão. Ontem, 14, após estudar detalhadamente as contas, apresentou seu diagnóstico, que é terrível, e a solução que entende ser a melhor possível. Não é diferente daquilo que Cairo Peixoto havia falando antes.

A Prefeitura simplesmente não consegue se mover diante do peso financeiro esmagador que há sobre ela, e que soma nada menos que 33 milhões e 500 mil reais a casa mês – mais de 1 milhão de reais por dia. As dívidas urgentes passam dos 330 milhões de reais.

Jeovalter apresentou uma extensa lista de soluções com mais de meia centena de propostas. Mas, em resumo, não há como fugir do óbvio: as folhas de pagamento, que explodiram todos os limites, inclusive legais, vão ter que ser desidratas. Na outra ponta, vai se buscar aumento das fontes de arrecadação. Imediatamente, a meta é conseguiu dinheiro extra, via empréstimo, no valor de 300 milhões de reais.

Iris Rezende comandou Goiânia de 2005 a março de 2010

Iris Rezende comandou Goiânia de 2005 a março de 2010

O quadro, afinal, mostra que a Prefeitura de Goiânia quebrou? Não, não quebrou, mas se não se livrar dos pesos que a levaram abaixo da linha d´água, não vai sobreviver nem administrativamente e muito menos politicamente. Essa duríssima realidade, remete naturalmente a um outro ponto destacado por Jeovalter ontem: os gastos da Prefeitura dispararam mais de 200% desde 2005. O que isso realmente significa? Sintoma de herança maldita? Esse ponto não foi abordado e nem esclarecido. Dificilmente será. A administração pública sempre carrega como principal base de sustentação a relação política.

Friboi, Gomide e Vanderlan, um trio em dificuldades

Conexões: Goiás

A nova pesquisa Fortiori, publicada pelo jornal Diário da Manhã, mostra que Jr Friboi, pelo PMDB, Antônio Gomide, pelo PT, e Vanderlan Cardoso, do PSB, vivem sérias dificuldades no momento atual da sucessão goiana.

A situação menos ruim é a de Friboi. Não pela sua posição na tabela, atrás de Vanderlan, mas por ter ao seu lado a legenda do PMDB e uma porção de pequenos partidos como possíveis coligados. Ele tem maior capacidade de capilaridade do que os Vanderlan e Gomide.

 

 

Sem a disputa com Iris, parece perdido

Sem a disputa com Iris, parece perdido

Há 2 problemas atuais no meio-campo de Jr. Primeiro, a desistência de Iris Rezende na disputa interna do PMDB parece ter deixado sua candidatura desnorteada, sem rumo, parada. É como se a única tarefa dele fosse vencer Iris. Claro que não é. Esse era apenas o primeiro obstáculo. Em segundo lugar, está provavelmente um efeito colateral de sua propalada capacidade de distribuir dinheiro na campanha. Como o próprio Jr Friboi disse que não precisaria de ninguém do dinheiro de ninguém para tocar a sua campanha, e ainda sinalizou que teria grana suficiente para financiar candidatos a deputado estadual e deputado federal, todos os partidos que são sondados para a coligação liderada pelo peemedebista vislumbram naturalmente a possibilidade de fazer boas reservas financeiras para gastar na campanha. A soma estaria ficando pesada demais.

Vanderlan já enxerga Friboi no retrovisor

Vanderlan já enxerga Friboi no retrovisor

Vanderlan Cardoso vive um drama diferente. O problema dele é que o teto atual parece ter alguma ligação direta com o volume de votos colhidos em 2010: na faixa de 16%, no cenário com 4 candidatos. As perspectivas em termos de coligação são piores do que as de 2010. O PDT, que esteve com ele, não está mais. O DEM, que poderia ter sido atraído através da candidatura do deputado federal Ronaldo Caiado ao Senado, foi enxotado por Marina Silva, a candidata a vice de Eduardo Campos na disputa presidencial. O resultado é que sua candidatura até agora tem somente o PSB e dois partidos muito pequenos, sem qualquer significância no eleitorado estadual. Dessa forma, como crescer, se nem o tempo de palanque eletrônico, no rádio e na TV, será equivalente aos tempos dos principais candidatos?

A candidatura de Caiado ao Senado poderia ajudar Vanderlan. Poderia...

A candidatura de Caiado ao Senado poderia ajudar Vanderlan. Poderia…

Por fim, o petista Antônio Gomide se arrasta na quarta colocação. Rompeu a barreira psicológica dos 2 dígitos, mas somou apenas 10% das intenções de voto na atual pesquisa Fortiori. É pouco para um nome que se apresentava como arrebatador de multidões. A coligação dele também não tem demonstrado qualquer força. A tal base de apoio do governo federal está pulverizada em Goiás entre as candidaturas do PSDB e do PMDB. Conseguir apoio onde, se até o velho parceiro PCdoB se inclinou para Friboi?

Gomide captura mais votos de Vanderlan e Friboi do que de Marconi

Gomide captura mais votos de Vanderlan e Friboi do que de Marconi

Anápolis – Especulou-se bastante que a candidatura de Gomide poderia pelo menos segurar o líder das pesquisas atuais, o governador Marconi Perillo, na cidade de Anápolis. Até agora pelo menos, passou muito longe disso. Na comparação dos cenários pesquisados, com ele e sem ele, o resultado é um balde gelado: na soma, Gomide tira mais votos de Vanderlan e Friboi do que de Marconi: 4 a 2 – Marconi cai de 43% para 41%, Vanderlan desce de 18% para 16%, e Jr sai de 17% para 15%.

Ou seja, a entrada da candidatura de Gomide na cena do jogo eleitoral não mudou o quadro principal de maneira impactante. E nem ele próprio conseguiu desempenho de predador de votos alheios.

Faltando pouco mais de 1 mês para as convenções e 5 meses para as eleições, é óbvio que nada está definido e que a situação não está imune à grande mudança. Pra pior ou pra melhor. Nesse sentido, uma frase velha e batida cabe muito bem: em 5 meses, tudo pode acontecer, inclusive nada.

5 vinhaços, por menos de 200 reais

Vá lá: uma garrafa de vinho na faixa dos 200 paus não é pra todo dia e nem pra qualquer um. É grana pra dar com pau. Até porque não se abre uma garrafa dessas sem algum acompanhamento. E ninguém vai querer 1 pacote de amendoim torrado e salgado numa hora dessas. Então, é óbvio que a conta sobe, mas para momentos especiais, uma vez ou outra, vale o sacrifício, sim. É mais ou menos como comer fora: questão de escolha. Você pode escolher ir uma vez por mês num ótimo restaurante, ou ir uma porção de vezes no engasga-gato da esquina do bairro.

Bem, se a opção é a rotina, esses vinhos aqui estão fora. Se optar pelo momento especial, vale a pena curtir uma bela garrafa um pouco esfoliante para o bolso.

Cabo de HornosCabo de Hornos – Nem sei se já falei dessa joia chilena. Sou fã. É uma pena que custe tão caro. Em algumas lojas, a safra 2009 é vendida acima de 250 paus. Vale a pena procurar bem mais. Nunca vi uma safra ruim desse vinhaço. Em Goiânia, ele pode ser encontrado na faixa de 185 pilas.

EQ PinotEQ – É linha especial da também chilena Matetic. Não especifiquei a uva porque são vários rótulos. Particularmente, gosto do Pinot Noir, mas o Syrah é melhor pontuado. Nas importadoras, fica na faixa dos 150 reais, um pouco mais, talvez. O Pinot é levemente adocicado, o que agrada de cara os paladares femininos menos acostumados com vinhos. Ou seja, se for para compartilhar uma garrafa cheio de romance, o EQ Pinot Noir é grande pedida.

Quinta dos MurçasQuinta dos Murças – Belíssimo português da região do Douro. Não confundir com o Porca de Murças, que inclusive é de outro fabricante também do Douro. O Quinta é um vinho que se equivale a outros muito mais caros. Ele gira na faixa de 185 reais. É muita grana, claro, mas vale a pena para quem está disposto a liberar a cascavel do bolso e entornar na boca um vinho bem legal. É vinho para caprichar no acompanhamento e na companhia.

amayna_pinot_noir Amayna Pinot Noir – Safras anteriores, 2008/09 surgiram arrebatadoras. Manteve a qualidade, mas beber um 2012 agora é até pecado. Um infantocídio de vinho. É outro que enche as bocas femininas de prazer imediatamente, mas nunca vi nenhum marmanjo reclamar da exuberância do Amayna Pinot. É mais em conta que os citados anteriormente, mas ainda assim habita a faixa dos 150 paus, pra menos.

ADEGA ALENTEJANA - S??o Paulo/SP/Brasil - 13/01/2010Mouchão – Portuga da gema, fabricado por um dos mais festejados vinicultores da terrinha, Paulo Laureano. É apenas o terceiro da casa, atrás do Mouchão Vinhas Antigas e o fenomenal Mouchão tonel ¾. Mas longe de parecer o terceiro, é um vinho espetacular, desde que tenha sido bem conservado. Esse é um vinho temperamental: embora de guarda, detesta maus tratos. Um pouco acima de 160 pilas, por aí.