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Caso que envolve Flávio Bolsonaro: Motorista deve explicações, mas o Coaf também

Há inúmeros pontos que despertam curiosidade, pra dizer o mínimo, no caso do ex-motorista/assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.O primeiro deles, obviamente, é a montanha de grana que passou pelas mãos dele. Outro aspecto é a atuação do Coaf nesse caso. Como um órgão que não percebeu a movimentação de bilhões de reais que azeitou uma das máquinas administrativas mais corruptas do planeta durante mais de uma década de repente revela que está de olho até em repasses de pequena monta entre brasileiros e brasileiras.

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O caso do tal motorista é bastante complicado. Com saldo da PM mais o salário pago pela Alerj, ele recebia mensalmente cerca de 23 mil reais. É um rendimento elevado, mas perfeitamente explicável dentro da realidade paralela do serviço público brasileiro. Mas mesmo com um salário desses, não é usual de forma alguma o sujeito transacionar cerca de 1 milhão e 200 mil reais no espaço de um ano.

Acrescente-se a esse fato outra informação do agora atento Coaf. Alguns funcionários do gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro entregavam mensalmente ao motorista e principal assessor de Flávio uma parcela dos próprios salários.

Esses dois fatos podem ser explicados? É possível que sim, embora fujam do trivial. E até que se explique, fica no ar uma dúvida demolidora: o modus operandi desse caso é idêntico a dezenas de outros denunciados e comprovados em Assembleias e Câmaras Municipais em todo o país de titulares de mandato que abocanham parte dos salários daqueles assessores que ele próprio nomeia.

Por fim, o Coaf deve, sem nenhuma dúvida, explicar sua vigilância nesse rolo todo. Como, repita-se, um órgão de fiscalização de movimentações financeiras não denunciou saques milionários do esquema de corrupção no país e agora revela que bisbilhota pequenas transações. A dúvida que fica é se a denúncia atende objetivo republicano que não existiu antes ou se é mera malandragem com evidentes interesses político-partidários.

Que se expliquem todos.

Declaração de Caoa soa como chantagem inaceitável

O empresário Carlos Alberto Oliveira Andrade é um visionário ousado e bom de negócios. Não é complicado encontrar inúmeros motivos para elogiar a força empreendedora desse médico que se transformou num vendedor excepcional no ramo de carros. Basta lembrar, por exemplo, que ele transformou o calote na compra de um carro, no início da década de 1970 – um Ford Landau, mas a revendedora faliu antes de entregar o carro -, e acabou comprando a própria loja, começando assim uma carreira impressionante.

Dono da Caoa – marca formada com as iniciais de seu nome – Carlos Alberto se associou aos coreanos da Hyundai e trouxe a marca para o Brasil. Em Goiás, na esteira do esforço estadual na atração de novos empreendimentos, conseguiu viabilizar uma montadora da marca no Daia, Distrito Agroindustrial de Anápolis. E é aqui que se encaixa a nova situação.

Carlos Alberto Caoa

O governador eleito Ronaldo Caiado tem se referido, indiretamente, ao programa de incentivos fiscais como um dos fatores que causam desequilíbrio nas contas estaduais, e por conta disso há o claro interesse de cortes expressivos nessa política – implantada com mais vigor em 1983 por Iris Rezende, através do Fomentar, e modificado em 1999 por Marconi Perillo, com o Produzir.

Carlos Alberto, ao ser ouvido – como deve ser, sem dúvida – a respeito da possibilidade de cortes nos incentivos, disse que fecharia a montadora em Anápolis e transferiria a operação da planta para o interior de São Paulo. De quebra, acrescentou que milhares de empregos seriam cancelados.

O tom da declaração dele é impertinente, arrogante, desnecessária e inaceitável. Aliás, foge de sua característica pública, que é a de um sujeito amável, de fala mansa e de ótimo negociador. Por fim, política de incentivos fiscais devem atender principalmente aos interesses de 6 milhões de goianos, e não exatamente deste ou daquele setor empresarial.

Educação básica: esse deve ser o objetivo

Qual é o futuro da Educação brasileira para que o país tenha retorno nesse investimento de toda a população? Usar todo o dinheiro disponível na educação básica ou fundamental. Não existe qualquer outra forma de mágica ou atalho. Ou se cria um estudante ávido por conhecimento desde os primeiros anos ou jamais vai se consertar a falha no alicerce educacional com algum diploma universitário.

Aqui começa o futuro...

Aqui começa o futuro…

O Brasil não gasta pouco com educação. Gasta menos do que deveria, mas está entre os países que usam boa parcela do PIB nesse setor. O problema é que a qualidade desse gasto é péssimo. Está entre os piores do mundo. A começar pelo mais evidente nessa questão: onde estão os melhores, mais preparados e mais bem pagos professores brasileiros? Nas grandes universidades. É necessário inverter essa realidade insana. Que os melhores cérebros sejam usados no ensino fundamental. É lá que está o problema brasileiro.

Aqui, o destino

Aqui, o destino. Não tem como dar certo

De que vale um país ter grandes universidades se tem nelas – via de regra – formandos que chegaram a ali sem conhecimento real, alimentados por escala de conhecimento sem fundamentação básica? Não se corrigem as falhas do ensino básico com um diploma universitário. Nenhum povo do mundo conseguiu fazer isso. E é exatamente isso que o Brasil tem feito ao longo das últimas décadas.

Reclama-se, com razão, que os salários dos professores são muito baixos. É verdade quando se refere ao ensino básico. É mentira quando observado nas universidades federais, onde professores chegam ao topo da carreira com mais de 20 mil reais por mês – o que os coloca como alguns dos mais bem pagos do mundo. Que se inverta essa pirâmide dantesca. Que os melhores salários sejam pagos a quem educa as crianças a encontrar o prazer enorme do conhecimento. É assim que o mundo que da certo e funciona faz. O resto é consequência.

Tempo novo: A queda do maior império político-administrativo da história moderna de Goiás

Desde 1982, quando houve a recuperação do direito da população indicar pelo voto direto os governadores e prefeitos de cidades listadas como de interesse da segurança nacional e capitais, jamais um grupo conseguiu tamanha hegemonia como o Tempo Novo, inaugurado na eleição de 1998 com a vitória de Marconi Perillo. Antes dele, o MDB deu as cartas entre 82 e 98, mas o partido sempre foi pulverizado entre políticos de porte extraordinário, como Iris Rezende, Henrique Santillo, Mauro Borges, Irapuan Costa Júnior e Iram Saraiva, além de várias outras lideranças expressivas. No Tempo Novo, ao contrário, houve uma consolidação de maneira única da liderança de Marconi, o ousado jovem que em 1998 derrotou o MDB e seus partidos e forças satélites.

Sob a liderança de Marconi, um império político-administrativo se ergueu, e se tornou o mais vitorioso da história moderna no Estado, vencendo sucessivamente 5 eleições, sendo 4 delas com o próprio Marconi.

Cena da campanha de Marconi, que inaugurou o Tempo Novo, em 1998

Cena da campanha de Marconi, que inaugurou o Tempo Novo, em 1998

Pois esse império poderoso não apenas foi massacrado, como quedou-se inapelavelmente. E chega aos extertores de sua existência de maneira vexatória, atirando na lata de lixo um dos seus maiores legados – o pagamento dos servidores públicos dentro de certa normalidade e rotina. Isso sempre foi um símbolo em relação aquilo que havia antes – quando servidores públicos eram tratados como estorvo necessário

Certamente, muito ainda irá se falar sobre a vitória de Ronaldo Caiado – ele próprio um dos fundadores do Tempo Novo – e a derrocada desse grupamento que, independentemente de qualquer outra coisa, se inseriu como registro de toda análise que será feita sobre a estrutura do poder político em Goiás. E é o tempo, como bem sabe o homem do campo que migrou para as cidades, que cura o queijo. E certamente as análises posteriores perderão o natural contágio com a situação presente, tornando-se assim muito mais pertinente e, por essa razão, consistente.

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Mesmo de forma precária, em razão da escassez do tempo fundamental do distanciamento, é possível dizer que o Tempo Novo é passado. Isso não equivale a dizer que seus integrantes estão condenados ad eternum ao ostracismo. Significa somente que o império perdeu a consistência administrativa, e caminha para o fim melancólico. Se transforma em sua queda numa encruzilhada em relação ao que agora se apresenta como o renovador. Caiado poderá trilhar pela modernidade das relações políticas tanto entre seus aliados como em relação aos que ele derrotou, ou seguir pela fórmula populista e grosseira do “acerto de contas”.

Rumo à modernidade político-administrativa ou retorno das velhas práticas?

Rumo à modernidade político-administrativa ou retorno das velhas práticas?

Isso não equivale a dizer que a realidade deve ser empurrada para baixo dos tapetes palacianos, mas, sim, de postura civilizada diante dos erros eventualmente identificados para que possam ser evitados enquanto relés continuísmo de tempos idos. Goiás merece mais do que isso, e os goianos deram a Ronaldo Caiado um crédito de confiança como jamais se viu antes, com seus 60% de votos nominais válidos. O governador eleito tem diante dele um desafio tão grande quanto foi o apoio que recebeu da esmagadora maioria dos eleitores que optaram por um dos candidatos: inaugurar uma nova era que leve à modernidade evolutiva na relação política ou o retorno e manutenção das velhas práticas.

Cobrança: Por que tanta ansiedade em relação ao secretariado do futuro governo de Ronaldo Caiado?

O tema tem incomodado praticamente toda a imprensa estadual: por que Ronaldo Caiado, governador eleito no dia 7 de outubro, ainda não indicou um só futuro secretário de seu governo? Essa pergunta sem resposta, muito além da ansiedade natural da imprensa em tentar revelar o que virá, tornou-se tema constante do dia a dia nas redações. Enquanto isso, Caiado aparenta não estar “nem aí” para o falatório.

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Para alguns bons e gabaritados jornalistas da área política, a falta de revelação dos futuros secretários é provocada por dois ou mais fatores. O primeiro deles é que Caiado não teria, ainda agora, a menor noção do que terá que fazer para governar. A segunda possibilidade seria a de que ele tem sofrido pressões de todos os aliados de campanha, e ao não deixar vazar nome de ninguém, evitaria enfrentar descontentamentos desde já.

São teses, evidentemente, que devem ser levadas em consideração por fazerem sentido prático. Pode ser realmente que Caiado não tenha noção do que terá que fazer e que esteja sendo pressionado por aliados. Mas pode ser igualmente que não seja nada disso. Caiado não é nenhum apedeuta, novato. Além disso, ele frequentou as hostes do governo/grupamento que foi derrotado por ele nas urnas durante 16 anos. Portanto, ele sabe muito sobre a estrutura sobre a qual o governo está sedimentado, e conhece também os buracos que terá que tapar.

Por outro lado, pressões são absolutamente normais não somente durante a montagem da equipe inicial como durante todo o tempo de governo. E as pressões vão desde a indicação de nomes para o 1º como para os demais escalões da administração pública. E as pressões sobre Caiado não são tão grandes assim. A estrutura partidária que o apoiou é pequena em relação à proeza da conquista eleitoral. O PRP, por exemplo, do senador eleito Jorge Kajuru, tem um ou dois nomes, no máximo, com nota suficiente para passar no “Enem” da montagem de equipe inicial, como é o caso do presidente Jorcelino Braga, ex-secretário da Fazenda do governo de Alcides Rodrigues e velho amigo-parceiro do próprio Caiado – embora a relação entre os dois seja entremeada de idas e vindas.

De resto, Ronaldo Caiado parece não dar pelota para a cobrança por nomes. Ele sabe, por larga experiência que tem, como é o tempo na política. Na virada do ano, ele assumirá o comando da casa verde da praça Cívica. E só aí terá chegado a hora de indicar com quem pretende governar. O grande erro será se ele deixar cargos em aberto, repetindo o triste álbum de figurinha que jamais se completava no início do governo Alcides Rodrigues. Isso, sim, causará uma péssima impressão, e não se pode esquecer que é a primeira a que realmente fica.

Caiado diz que Goiás terá aumento de 100 milhões de reais com pessoal por causa do reajuste salarial do Supremo

O governador eleito Ronaldo Caiado calculou em mais de 100 milhões de reais o impacto nas folhas de pagamento de Goiás após aumento dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, STF. Em Brasília, Caiado se reuniu com o anunciado ministro da Economia do governo Jair Bolsonaro, e pediu que alguma medida possa ser implementada para aliviar a pressão sobre as finanças dos Estados.

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Caiado também detalhou que o aumento com efeito cascata é muito maior do que se imagina inicialmente. Diretamente, algumas categorias profissionais, diretamente ligadas ao sistema judiciário, ganham o benefício concedido aos ministros. Porém, conforme explicação do governador eleito, haverá contágio também em outras categorias dos servidores públicos. “Como dizer aos delegados de polícia, médicos e demais profissionais que não se pode conceder aumento agora se alguns vão receber 16% a mais?”, questiona ele.

A declaração do governo de Goiás mostra a real dimensão do tamanho do problema que se criou em todo o país a partir do aumento salarial dos ministros.

Salários: Caiado diz que haverá calote, governo promete pagar

Quando a fumaça é muita, alguma brasa, no mínimo, está na origem dela. A edição de um decreto pelo governador José Eliton foi interpretada pelo governador eleito Ronaldo Caiado como um claro sinal de que o governo preparou o terreno para aplicar um calote nos salários dos servidores públicos estaduais ativos, aposentados e pensionistas. Bastou o alerta para os sinais vibrarem vermelho e as sirenes esbravejarem.

Caiado denuncia calote nos salários, Eliton desmente

Caiado denuncia calote nos salários, Eliton desmente

Na contramedida, o governo correu para desmentir o que classificou como fake news. O tal decreto, na versão governista, é tão somente uma readequação da aplicação legal das regras, conforme recomendação do Tribunal de Contas do Estado, TCE. Os salários, garantem os governistas, vão ser quitados normalmente.

Mas, afinal, quem tem razão, Caiado, ao denunciar o calote nos salários, ou o governo, ao prometer quitar todos os compromissos até o final do ano? A resposta não demorará muito, mas há algo real: há caixa suficiente para o governo pagar o restante da folha de outubro – anunciada para a próxima sexta-feira, 10 – além dos meses de novembro, dezembro e as parcelas restantes do 13º salário?

Vale a lembrança. Desde 1982, jamais um grupo que deixa o comando do Palácio das Esmeraldas entregou todas as folhas de pagamento rigorosamente em dia para os sucessores. O alerta de Caiado vale, sim.

Paulo Guedes é o avalista de que um governo Bolsonaro pode estancar a sangria econômica que vampiriza os brasileiros

Definitivamente, Paulo Guedes não tem os traquejos político-eleitorais. Bastou uma declaração sobre sua intenção de substituir um pacote de impostos por um só, “aos moldes da (famigerada e detestada) CPMF”, para o mundo desabar sobre sua cabeça. Em outro episódio igualmente explosivo do ponto de vista político-eleitoral, defendeu a ideia de que será um bom  negócio para o país privatizar mais de uma centena de empresas estatais – maioria delas não terá compradores interessados por serem absolutamente inúteis e caras. Em plena campanha eleitoral, tais declarações enchem os paióis adversários de munição.

Guedes e Bolso

No mundo real, Paulo Guedes é um profissional respeitado em sua área. E dentro do espectro político que Bolsonaro tinha durante a campanha, composto por majoritariamente gente do 2º escalão da política nacional ou completamente desconhecida, ele se tornou a grande referência qualificada do governo. E na principal área de qualquer país: a economia.

O Estado brasileiro que aí está é uma abominável máquina estruturada para devorar todos os esforços e beneficiar alguns poucos. Vampirizar os esforços dos brasileiros e brasileiras é o fim em si mesmo desse Estado, o objetivo. A população trabalha quase metade do ano apenas para sustentar os governos em todos os níveis, e a fome dessa vampiragem jamais diminui. O que deveria ser a solução, como acontece em todos os países modernos e civilizados, é o problema.

Paulo Guedes

Não será fácil e nem instantâneo uma mudança de lógica desse Estado que aí está a nos sufocar. Ao contrário, a batalha contra o mal que se tornou o Estado brasileiro será duríssima e longa. Paulo Guedes, que topou colocar seu prestigiado currículo na então mambembe e breguíssima campanha de Bolsonaro, deve ser visto e compreendido como o avalista que viabilizou a vitória de Bolsonaro também pelo viés da economia. É nele que está a grande esperança. Que ele acerte muito mais do que erre. Antes que os brasileiros desistam desse Estado de vez.

Diário íntimo de um velho repórter: minha declaração de voto não diz nada

Vá lá: dentro da minha insignificância, se eu voto em um ou em outro não mexe bulhufas. É somente a minha escolha diante de um mar de quase 150 milhões de outras. Então, se penso dessa forma, por que, diabos, estou aqui escrevendo isso?

Em primeiro lugar, por mais que me procure em respostas, que meus neurônios pacificados por anos que já se contam em dezenas não processam como antes, creio que a razão é, de fundo, uma só: escrever é só o que faço. É meu único ofício, mas aqui, neste específico momento, não escrevo por dever, mas por prazer desabafo. Narcisista, de certa forma, confesso. Vamos lá, então: em quem vou votar para presidente?

Com toda a certeza, minha opção não será contra ninguém. Será, digamos assim, a favor. A favor da minha descrença de que os anos que ainda me restam por aqui – e desejo bastante que se estendam por mais algumas décadas – não sejam piores do que os atuais. Não tenho mais a ilusão de que o Brasil é o tal “slogado” país do futuro. É nada. Nunca foi.

calendário futuro

Vejo tantas coisas que considero erradas, grotescas, que provocam crenças tão absolutas nas multidões, que muitas vezes questiono se não sou eu que envelheci e me “ranzinei” demais. Talvez seja isso. Aliás, é isso, certamente. Acumulo, após 42 anos com os pés nas redações de jornais, rádios e televisões, mais dúvidas do que certezas. Acredito nas minhas soluções, mas estou permanentemente pronto para encontrar outras pessoas com soluções muito melhores. E piores também.

Meu voto nesta eleição vai externar na ponta dos meus dedos o resultado de todo o processo que moeu parte dos meus neurônios ao longo das décadas que vivi. Nenhuma ilusão de paraíso próximo, nenhuma crença no futuro lindo, nada de nirvana nos meus horizontes. Apenas meu voto. Não tenho a mínima confiança absoluta de que um ou outro é a solução para tudo. Eu me permito duvidar até das minhas escolhas. Portanto, não as recomendo a ninguém. Não por omissão, mas por respeito.

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Pesquisas Ibope e DataFolha mostram que não houve nenhuma alteração além da margem de erro desde o início do 2º turno

Na primeira pesquisa realizada  pelo DataFolha no dia 10 deste mês, a primeira no 2º turno, Jair Bolsonaro apareceu com 58% das intenções de voto contra 42% de Fernando Haddad. No mais recente levantamento desses institutos, entre os dias 24 e 25, Bolsonaro registrou 56% contra 44% de Haddad. Como a margem de erro do instituto é de 2% para mais ou para menos, tecnicamente não se pode afirmar que Bolsonaro caiu e Haddad subiu. O quadro é exatamente o mesmo.

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A situação é idêntica quando se observa o histórico das pesquisas Ibope, que também admite margem de erro de 2% para mais ou para menos. Na primeira pesquisa Ibope no 2º turno, realizada nos dias 13 e 14, Bolsonaro apareceu com 59% contra 41% de Haddad. Na pesquisa mais recente, divulgada quarta-feira, Bolsonaro oscilou negativamente para 57% enquanto Haddad oscilou positivamente para 43%, ambos dentro da margem de erro.