Coligações: José Elkiton soma 5 dos 10 maiores partidos, contra 3 de Daniel Vilela e apenas 1 de Ronaldo Caiado

Coligações: quem trabalhou bem e quem ficou pelo caminho?

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 LinkedIn 0 Filament.io 0 Flares ×

Uma das etapas mais importantes da composição do cenário eleitoral é a pré-campanha, quando se estabelecem laços políticos, partidários e eleitorais, formando assim as coligações. Geralmente, o grande público da muito pouco importância para esse jogo de bastidor, mas é nesse ponto que a estratégia principal é montada, e representa o resultado prático da capacidade de liderança, negociação política, respeito democrático e capacidade estratégica. Quem não consegue atingir esse patamar, que ao contrário do que parece não é um simples jogo de “toma lá, de cá”, demonstra o primeiro sinal de problema – que certamente cobrará o preço correspondente na campanha e, eventualmente, numa administração em caso de vitória nas eleições.

Levando em conta todas essas questões, e fechado o prazo para essa etapa de composição do grande cenário das eleições deste ano, resta o balanço final: quem se saiu bem e quem não conseguiu atingir qualquer meta, principalmente entre os chamados grandes candidatos – no sentido de somarem as maiores possibilidades de vencer as eleições: Ronaldo Caiado, DEM, José Eliton, PSDB, e Daniel Vilela, MDB.

O primeiro objetivo prático na formação de uma coligação é o tempo que se obtém no chamado palanque eletrônico – que alguns garantem que perdeu relevância na campanha – no rádio e na televisão. Apesar do crescimento da importância das redes sociais, como Facebook, Twitter e WhatsApp, o palanque eletrônico ainda será a maior fonte de contato dos candidatos com a massa eleitoral. Este ano, o tempo do chamado blocão – 2 por dia – será bem menor. Os candidatos ao governo vão ter, no geral, 18 minutos – 9 minutos em cada bloco. Mas se diminuiu o tamanho do espaço do blocão, aumentou bastante o número de inserções espalhadas durante a programação geral das emissoras – as conhecidas pílulas ou peças publicitárias de 30 segundos ou, no máximo, 1 minuto. Quem consegue mais tempo no blocão, que tem audiência consideravelmente menor, também ganha – na mesma proporção – mais pílulas.

Outra mudança importante em relação ao palanque eletrônico. Antes, as coligações com grande número de partidos somavam todos os tempos. Este ano, cada coligação só poderá somar os tempos de até 6 partidos. Ou seja, não interessa o número de partidos da coligação, somente 6 somam tempo para o palanque eletrônico.

Coligações: José Elkiton soma 5 dos 10 maiores partidos, contra 3 de Daniel Vilela e apenas 1 de Ronaldo Caiado

Coligações: José Eliton soma 5 dos 10 maiores partidos, contra 3 de Daniel Vilela e apenas 1 de Ronaldo Caiado

José Eliton, Ronaldo Caiado e Daniel Vilela ficaram com espaço suficiente para montar uma boa estratégia de campanha eletrônica. José Eliton fica com a maior fatia, principalmente por contar com os tempos do PSDB (3º maior individualmente dentre os partidos), PSD, PSB, PR, PTB e Solidariedade. Daniel soma os tempos do MDB (2º maior), PP e PRB, principalmente. Caiado fica com o DEM (9º tempo, empatado com o PRB), PDT (11º) e Pros (13º). Em resumo, Caiado terá um tempo total menor, mas ainda assim suficiente para a campanha.

Além do espaço no palanque eletrônico, as coligações também carregam outro fator considerado vital numa campanha: as chapas proporcionais. São os candidatos a deputado estadual e a deputado federal, ao trabalharem suas próprias eleições, que levam e mantém as campanhas dos candidatos majoritários, de governador e senador. Como uma coisa puxa a outra, também nesse quesito Eliton deve liderar, com Daniel Vilela e Caiado vindo logo a seguir.

A coligação de José Eliton é a mais consistente do ponto de vista partidário. Ele vai pra campanha ao lado de 5 dos 10 maiores partidos. Daniel Vilela terá 3 e Ronaldo Caiado apenas 1 – o PT, que lidera a lista dos 10 maiores partidos, tem a professora Katia Maria como candidata.

No balanço geral que se pode fazer da campanha sucessória deste ano, não há como desmentir um fato: embora com vantagens específicas para este ou aquele candidato, no caso a vantagem partidária é de José Eliton, a campanha está bem equilibrada. Os três principais candidatos são bastante competitivos, e nesse sentido a conclusão é que o jogo pré-eleitoral foi bem jogado, e dentro das possibilidades de cada um.