Cobrança: Por que tanta ansiedade em relação ao secretariado do futuro governo de Ronaldo Caiado?

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O tema tem incomodado praticamente toda a imprensa estadual: por que Ronaldo Caiado, governador eleito no dia 7 de outubro, ainda não indicou um só futuro secretário de seu governo? Essa pergunta sem resposta, muito além da ansiedade natural da imprensa em tentar revelar o que virá, tornou-se tema constante do dia a dia nas redações. Enquanto isso, Caiado aparenta não estar “nem aí” para o falatório.

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Para alguns bons e gabaritados jornalistas da área política, a falta de revelação dos futuros secretários é provocada por dois ou mais fatores. O primeiro deles é que Caiado não teria, ainda agora, a menor noção do que terá que fazer para governar. A segunda possibilidade seria a de que ele tem sofrido pressões de todos os aliados de campanha, e ao não deixar vazar nome de ninguém, evitaria enfrentar descontentamentos desde já.

São teses, evidentemente, que devem ser levadas em consideração por fazerem sentido prático. Pode ser realmente que Caiado não tenha noção do que terá que fazer e que esteja sendo pressionado por aliados. Mas pode ser igualmente que não seja nada disso. Caiado não é nenhum apedeuta, novato. Além disso, ele frequentou as hostes do governo/grupamento que foi derrotado por ele nas urnas durante 16 anos. Portanto, ele sabe muito sobre a estrutura sobre a qual o governo está sedimentado, e conhece também os buracos que terá que tapar.

Por outro lado, pressões são absolutamente normais não somente durante a montagem da equipe inicial como durante todo o tempo de governo. E as pressões vão desde a indicação de nomes para o 1º como para os demais escalões da administração pública. E as pressões sobre Caiado não são tão grandes assim. A estrutura partidária que o apoiou é pequena em relação à proeza da conquista eleitoral. O PRP, por exemplo, do senador eleito Jorge Kajuru, tem um ou dois nomes, no máximo, com nota suficiente para passar no “Enem” da montagem de equipe inicial, como é o caso do presidente Jorcelino Braga, ex-secretário da Fazenda do governo de Alcides Rodrigues e velho amigo-parceiro do próprio Caiado – embora a relação entre os dois seja entremeada de idas e vindas.

De resto, Ronaldo Caiado parece não dar pelota para a cobrança por nomes. Ele sabe, por larga experiência que tem, como é o tempo na política. Na virada do ano, ele assumirá o comando da casa verde da praça Cívica. E só aí terá chegado a hora de indicar com quem pretende governar. O grande erro será se ele deixar cargos em aberto, repetindo o triste álbum de figurinha que jamais se completava no início do governo Alcides Rodrigues. Isso, sim, causará uma péssima impressão, e não se pode esquecer que é a primeira a que realmente fica.