Se presidente do STF quer mesmo combater ataques à honra das autoridades, pode começar dentro da Corte

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“Gentalha”, “Gângster”, “fundo eleitoral”. Com essas palavras e outras mais o ministro Gilmar Mendes se referiu aos membros do Ministério Público Federal da Operação Lava Jato, a mais bem sucedida ação contra a corrupção registrada na história do país. Isso ocorreu quando estava em debate não a atuação do ministério público, mas se os casos de ladroagem do dinheiro dos brasileiros e brasileiras que tenham algum viés de caixa ilegal de campanha devem ou não serem julgados pela Justiça Eleitoral, e não pela justiça comum estadual/federal.

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Logo depois, o presidente Dias Toffoli anunciou uma cruzada contra fake news e ataques contra autoridades do Supremo. Aqui, além de toda a controvérsia em relação aos poderes que tem o STF de assim agir, caberia a pergunta: isso vale para todas as autoridades ou é só salvaguarda para os integrantes do Supremo? Se for para todos, Dias Toffoli deve começar dentro de casa. Se for só para os ministros, é uma perigosa queda rumo à exceção.