Para o MEC, Goiás tem, no conjunto, a educação pública com melhor desempenho do Brasil

Como a educação estadual de Goiás saiu de um momento de glória para o inferno astral em uma semana

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O Brasil, costuma-se dizer nas redes sociais em tom de deboche, não é pra amadores. Ou, também na mesma linha, que os brasileiros precisam ser estudados pela Nasa. É engraçado, por um lado, e uma estupidez por outro, mas as brincadeiras fazem algum sentido, sim.

Tome-se como exemplo a avaliação sobre o desempenho da gestão da educação estadual de Goiás. Cabe ao Estado a duríssima – e cara – 2ª fase do ensino básico e o ensino médio. Há uma semana, o órgão máximo que gere e monitora a educação pública brasileira, o Ministério da Educação, concluiu um ranking nacional baseado no desempenho obtido por estudantes de todos os Estados brasileiros. O Estado de Goiás se destacou em ambos setores, 2ª fase do Fundamental e Ensino Médio, ao ponto de merecer comentário extra de ninguém menos que o ministro da Educação do Brasil. Dentre os 26 Estados e o Distrito Federal, o Estado de Goiás foi a única unidade da federação a figurar em posição de liderança nessas duas etapas do ensino.

De uma forma geral, as escolas estaduais de Goiás são – no conjunto – as melhores de todo o país. Melhores do que as de São Paulo, Minais Gerais, todos os Estados da região Sul – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. E essa comparação não leva em conta a proporcionalidade econômica e capacidade de investimento. Não, a avaliação é direta, e o resultado-foco é o desempenho do aluno.

Isso não diminui o fato de que o Estado precisa continuar avançando, sem retrocessos de qualquer natureza. Goiás tem, como atestou o MEC, a melhor educação pública do Brasil na 2ª fase do ensino básico e é melhor também no ensino médio. É evidente que ser o melhor do Brasil não é nem de longe uma credencial diante de outros países, muito mais avançados.

Para o MEC, Goiás tem, no conjunto, a educação pública com melhor desempenho do Brasil

Para o MEC, Goiás tem, no conjunto, a educação pública com melhor desempenho do Brasil

Essa constatação, por incrível que pareça, virou fato passado. Esta semana, o Ministério Público Estadual abriu ação de improbidade administrativa porque Goiás não teria, supostamente, investido o mínimo constitucional na educação que lhe cabe legalmente.

Aqui entra o primeiro parágrafo desta análise opinativa. O Brasil não é pra amadores e precisa ser estudado pela Nasa. Não se tem conhecimento, salvo maior engano de checagem deste site, de nenhuma ação contra nenhum outro Estado do país com o mesmo propósito – o de não investir o mínimo legal necessário na educação. E aí se chega a uma pergunta crucial: como Goiás pode ter a educação de melhor qualidade em comparação direta com todos os demais Estados e o Distrito Federal se tem investido menos que o limite mínimo constitucional? É o caso de se perguntar: Goiás aplica maravilhosamente bem os recursos disponíveis numa escala tremendamente superior às demais instituições administrativas estaduais do país ou o cálculo que levou o Ministério Público à essa conclusão deixou de levar em conta algum item que compõe a cesta básica desses investimentos constitucionais?

A resposta a essa dúvida ficará para a Justiça, mas a única conclusão possível diante dessa ambiguidade é que o governo de  Goiás, qualquer que seja a conclusão futura do Judiciário, aplicou muito bem o dinheiro disponibilizado para a melhoria da educação pública. Se gastou menos e obteve o melhor resultado, então esse modelo de gestão é tudo o que o Brasil tanto necessita.