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Conexão: Caiado inicia nova fase política para isolar “Tempo Novo”

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O início foi turbulento, e provocou mais barulho do que resultados práticos. Muito se deu por culpa única e exclusivamente de excessivas ações beligerantes. Como toda ação tem sempre uma reação, o Tempo Novo ganhou fôlego com a polêmica que se seguiu.

É nítida uma mudança de rumos na condução política do governo de Ronaldo Caiado. Ainda se ouve aqui e ali um ou outro ataque frontal aos ex-inquilinos do poder, mas nada que se compare à guerra declarada e pública do período anterior, quando os governistas atacavam e a oposição, com o estilingue nas mãos, quebravam as vidraças mais reluzentes.

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Não é exagero algum dizer que a oposição, e não o governo, por incrível que possa parecer diante dos quase 70% de votos válidos da eleição, protagonizou os principais lances políticos no 1º semestre. E isso não tem qualquer ligação com dificuldades de caixa ou heranças “malditas”. Que se pegue, como grande exemplo dessa constatação, a escolha da mesa diretora da Assembleia Legislativa, em fevereiro. O governo partiu com tudo e mais um pouco para um confronto que naquele momento nem existia. Era mera imposição do grupo vencedor. Como se sabe, deu tudo errado.

A tática política do palácio parece bem mudada. Mesmo enfrentando certa incompreensão de setores governistas, Ronaldo Caiado tirou Lúcia Vânia, uma grande referência do grupo temponovista e a atraiu para seu grupamento. Não há como não contabilizar essa migração de maneira simplória: houve o enfraquecimento de um lado e o fortalecimento de outro.

Nos bastidores, o nome do ex-deputado federal Roberto Balestra teria entrado na sintonia palaciana. É outro grande líder do Tempo Novo. E tudo somado, não é pouca coisa, não. Lúcia e Balestra, ao lado do próprio Caiado, são fundadores do grupamento formado a partir do ex-prefeito Nion albernaz, na eleição de Goiânia, em 1996.

É certo que os liderados pelo ex-governador Marconi Perillo irão reagir – até para impedir novas dissidências no grupo. Em 1998, o MDB não conseguiu fazer isso, e ainda hoje não conseguiu retornar ao poder, apesar de o partido manter o status de agremiação com maior número de filiados em todo o Estado.

Caiado só terá que ficar muito atento com o chamado “inchaço” de seu grupamento. É claro que Lúcia e Balestra desembarcam no governo – ressaltando que o segundo ainda não está confirmado – levando junto os seus mais próximos seguidores, a base deles. Não é isso que representa tal “inchaço”, que só ocorre quando se abre as portas para supostas lideranças, que visam muito mais os cargos que possam ganhar do que as forças que não tem para somar.

Os próximos lances, ao longo dos meses a seguir, vai revelar mais detalhadamente qual quadro político-eleitoral será formado na oposição e no governo.