Caiado em 1º, José Eliton e Daniel Vilela empatados em 2º: eleição está aberta

Conexão: Eleição deste ano escapa de todos os padrões. Jogo permanece aberto

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Pesquisa recente de um instituto nacional – que este site desde sempre não acata em sua linha editorial, e ao mesmo tempo reafirma decisão de republicar e analisar somente números dos institutos Serpes, Fortiori e Grupom – teve intensa repercussão entre os principais concorrentes ao governo do Estado de Goiás e também ao Senado. Quanto a esse fato é impossível desconhecer. A razão para tamanho barulho é a de sempre: saltos muito grandes nas escalas percentuais geram dúvidas, corretas ou não. Normalmente, as pesquisas, quando comparadas somente com levantamentos realizados por um mesmo instituto, apresentam quadros evolutivos tanto negativos como positivos. Tudo o que sai fora dessa curva se perde dentro de qualquer possibilidade de análise centrada pelo histórico, que ao fim e ao cabo é o cipoal convergente do rico conjunto informativo das pesquisas de opinião.

Caiado em 1º, José Eliton e Daniel Vilela empatados em 2º: eleição está aberta

Caiado em 1º, José Eliton e Daniel Vilela empatados em 2º: eleição está aberta

Para o tal instituto nacional, a eleição em Goiás já está previamente decidida dada a evolução, com salto extraordinário das intenções de voto registradas ao candidato democrata Ronaldo Caiado e a estagnação, dentro das margens de erro admitidas pelo instituto, pelos demais concorrentes.

Obviamente, trata-se de uma versão somente otimista vendida como verdade absoluta por entusiasmados militantes. Ao mesmo tempo, é um banho de água fria que atinge congelante militâncias dos demais candidatos. E é esse o único poder das pesquisas eleitorais no Brasil e no mundo atualmente. Não existe mais, pelo menos não na escala que se tinha antes, do voto praticamente definido pelas tabelas das pesquisas. Ao contrário, é raro alguém se referir à escolha de voto para um candidato que perde a eleição como “voto perdido”. Muito mais comum e atual é ouvir eleitores – bem mais independentes em relação aos humores das pesquisas – afirmar soberamente que votará em determinado candidato mesmo “sabendo que ele não será eleito”. E é assim que surpresas que nada tem de surpreendentes, aos olhos daqueles que se debruçam sobre o conjunto informativo do conjunto de pesquisas apresentado por vários institutos, ocorrem com bastante frequência.

Historicamente, e tudo o que remonta essas informações ao longo das últimas pouco menos de quatro décadas, pode estar escapando do padrão nas eleições deste ano, mas uma coisa só  não há como mudar: o perfil do comportamento eleitoral dos goianos. Isso vai além da “bola de cristal” fajuta que institutos “vendem”. Eleição não é vencida ou perdida por pesquisas. O que ocorre somente é que campanhas sofrem muito mais influência delas do que o eleitorado.

Nesse sentido, e por tantas outras análises que destas afirmativas poderiam ser desenvolvidas, este site se mantém reticente quanto a peremptoriedade da frase que garante que a eleição em Goiás já está definida. Nem quem está na dianteira – e aqui está se referindo a Ronaldo Caiado – acredita nisso, tanto é que permanece se esforçando na campanha, com evidentes desgastes inclusive físico. Ele está fazendo a coisa certa. Eleição se ganha na rua, e votos podem e devem ser conquistados até o último momento, e por essa razão, e pelo fato de que ainda não se conseguiu mapear qualitativamente o padrão do comportamento final que o eleitor adotará no dia 7 de outubro, a eleição ainda está aberta.