Foto magistral da revista Veja no encontro do G20 (print, com filtro)

Conexão: Inabilidade de Bolsonaro amplia todas as crises. PS – Macron é um imbecil

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A queimada 2019 é diferente das queimadas anteriores? Sim, é. Primeiramente porque ela é menor do que a média registrada nas duas últimas décadas. Depois, pelo fato de que Jair Bolsonaro, o sujeito escolhido pela maioria dos eleitores que se manifestaram por um dos candidatos para resolver problemas, é uma fabriqueta prepotente de crises. Por fim, não há como desprezar o fato: Emmanuel Macron, o plantonista do Palácio do Eliseu, na França, é tão imbecil que protesta sob a moldura de uma foto fake, além de ser mentiroso.

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Macron está fazendo onda mundial, e a França tem importância suficiente para balançar o coreto planetário, como se fosse um paladino da moralidade e bons costumes ambientais. Mas ele é mentiroso ao encabeçar a Europa numa onda contra o Brasil ao se vingar de Bolsonaro, que (fabriqueta de crises) humilhou mundialmente o chanceler da França ao cancelar de última hora uma audiência no Palácio do Planalto – alegou compromissos inadiáveis e postou sua petulância no salão de barbeiro. Macron, portanto, está dando o troco da desfeita. É essa a motivação do palhaço imbecil que ocupa a Presidência da França: orgulho ferido.

O episódio atual certamente será superado. Mais cedo ou mais tarde, não se sabe, mas que será, será. Macron, por enquanto, vai continuar presidente francês. Bolsonaro continuará presidente brasileiro.

Talvez, e essa é uma condicionante importante a ser colocada aqui, essa crise ensine alguma coisa ao Jair. A esperança de que isso aconteça é pequena, mas ainda assim ela existe. A velha história do pau que nasce torto…

Jair precisa compreender a dimensão de sua própria importância, e deixar de lado – pelo menos um pouquinho – sua propensão de se portar de maneira prepotente sobre tudo e sobre todos. Ele precisa, em última análise, manter sua sinceridade e espontaneidade, mas com inteligência. Sábios não chutam onças mortas e tão pouco matam onças para depois chutá-las. Sabedoria é matar a onça se necessário for, mas lamentar pela necessidade imposta. Definitivamente, Jair é tudo, menos um sábio.

A propósito, Jair não consegue ler, e se lê não consegue entender, um prosaico organograma. É o que revela essa crise – amplificada, como sempre – no seu relacionamento com o ministro Sérgio Moro, o maior símbolo positivo de sua equipe de governo. Quem nomeia o diretor da polícia federal, e todos os demais abaixo da linha de comando do Ministério, é o ministro, e não o presidente. Cabe a ele, presidente, nomear o ministro. E só. O presidente pode até mudar o organograma, tornando a PF linha direta do gabinete presidencial, mas enquanto isso não for feito, e se estiver descontente com o ministro, Jair pode demitir Sérgio Moro e nomear alguém para o lugar dele. E só.

Todo brasileiro tem como sobrenome “Esperança”. Lula foi eleito em 2002 nessa premissa. Fernando Collor também. E Fernando Henrique Cardoso idem. Chegou a vez de Jair Bolsonaro. Que ele consiga superar seu próprio ego.