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Conexão: Sem Iris Rezende, disputa em Goiânia poderá ser briga de gigantes… “japoneses”

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Há pouco mais de um ano da eleição de outubro do ano que vem, mas bem menos do que isso em relação ao calendário das obrigações político-eleitorais estabelecidas pela legislação – como o prazo de filiação partidária ou prazo final para realização das convenções partidárias -, o cenário para a sucessão goianiense tem um protagonista que ninguém sabe se será candidato ou não: o atual prefeito, o velho líder Iris Rezende. Além dele, que está vários patamares acima, especulam aqui e acolá uma porção de “candidatos”. A maioria, como sempre ocorre nas pré-eleições, tenta somente marcar presença.

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A grande dúvida é exatamente essa: Iris Rezende, que já não é um player com capacidade de crescimento político futuro, ainda encontrará fôlego e desejo de permanecer, e entrar pra valer numa eleição que promete ser bastante disputada? É muito difícil tentar prever qualquer coisa quando se analisa um quadro eleitoral, e é impossível antecipar o que Iris Rezende pretende fazer. Essa é uma das táticas dele. Sempre foi. Diz que não sabe, depois pode arriscar um “não será”, mistura um “vamos ver” e vai ganhando tempo até realmente expor o que pensa.

Com Iris na disputa o quadro será um. Sem ele, muda tudo. Não existe, como em meados de 2017 na disputa estadual – Caiado, Daniel e José Eliton -, nomes consolidados para a eleição de Goiânia. O DEM, do governador Caiado, não tem ninguém. O PSDB ainda está tateando no escuro, tentando inclusive se recuperar da surra que levou na disputa pelo governo do Estado no ano passado. O MDB fala em Maguito Vilela, mas se realmente estiver disposto a entrar na luta terá pela frente exatamente Iris Rezende, também emedebista. Maguito jamais confrontou Iris em disputas internas diretamente. A única exceção foi na tomada do diretório estadual do partido, com seu filho Daniel Vilela, numa disputa portanto indireta. Nem em 1998, quando a reeleição de Maguito era considerada uma barbada, ele conseguiu surpreender Iris Rezende – que o atropelou internamente e acabou atropelado depois pelas oposições com a vitória de Marconi Perillo.

Se Iris não candidato à reeleição, há dúvidas se ele terá ou não peso decisivo eleitoralmente a favor de quem for ungido. Repare: peso decisivo. Que o apoio de Iris será muito importante não há como duvidar, mas transferir prestígio na eleição é coisa muito difícil. Sempre foi. Ou seja, se Iris não disputar novamente o cargo, a briga entre os demais será de autênticos gigantes… “japoneses”.