Ciro, Alckmin e Meirelles: atingiram seus objetivos

Debate na Band: Um ótimo start da campanha presidencial deste ano

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Para a militância o que importa em um debate é saber se seu candidato “venceu” ou não. Na realidade, e na prática, o que interessa mesmo é entender os objetivos de cada candidato. E isso se viu muito bem no debate que abriu oficialmente a campanha presidencial deste ano – como sempre, pela rede Bandeirantes de televisão. Veja a análise abaixo sobre o desempenho de cada candidato.

Ciro, Alckmin e Meirelles: atingiram seus objetivos

Ciro, Alckmin e Meirelles: atingiram seus objetivos

Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e Henrique Meirelles: A estratégia deles foi muito bem definida: manutenção do eleitorado e exposição a novos eleitores. Dentro desse objetivo, os três se tiveram um bom desempenho. É claro que isso não significa que tiveram comportamento impecável o tempo todo, mas no geral o saldo foi amplamente positivo. Alckmin vendeu seu peixe levando pela linha da sua experiência administrativa, enquanto Meirelles adotou a linha da segurança de seus desempenhos anteriores como presidente do Banco Central nos governos de Lula, e de ministro da Fazenda, governo Michel Temer, que livrou o país da pior recessão de sua história. Ciro avançou com uma proposta que parece – e deve ser mesmo – maluca e populista: a de “limpar” o nome de 63 milhões de brasileiros negativados no SPC. Isso pode até ser fantasioso, mas tem apelo popular, sim.

Bolsonaro: surpreendeu positivamente por não se apresentar despiroqueta

Bolsonaro: surpreendeu positivamente por não se apresentar despiroqueta

Jair Bolsonaro: Quem esperava ver um Bolsonaro despiroqueta ficou surpreso com a postura – o tempo todo – do candidato. Conseguiu manter-se no seu eleitorado e não perdeu contato com a necessária ampliação desse universo. Em resumo, passou bem pelo teste.

Marina e Álvaro: ambos tem muito mais potencial a apresentar

Marina e Álvaro: ambos tem muito mais potencial a apresentar

Álvaro Dias e Marina Silva: De certa maneira decepcionaram. Ambos tem potencial bem maior do que o desempenho que tiveram. Álvaro, inclusive, tem um cacoete que precisa ser corrigido. Ele mantém um leve sorriso de canto de boca que lembra o “Pinguim”, personagem do filme do Batman. Nenhum dos dois se enrolou, mas pecaram na perspectiva de se tornarem mais atraentes para o eleitorado que não conquistaram até aqui. Repita-se: são muito melhores do que mostraram.

Boulos: em entrevistas, sempre teve posição firme, mas nunca exagerada

Boulos: em entrevistas, sempre teve posição firme, mas nunca exagerada

Guilherme Boulos e Cabo Daciolo:  Madeiras de dar em doido. Boulos adotou uma linha que causa inquietação por tentar explorar o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. Daciolo foi muito pior. Além de despachar um festival de “pancadaria” verbal, parecia que a qualquer momento ele iria começar um culto religioso. Reforçaram qualquer resistência que havia aos dois, e não avançaram na manutenção de seus eleitorados.

Daciolo: "madeira de dar em doido"...

Daciolo: “madeira de dar em doido”…

É claro que as opinões sobre desempenho de candidatos em debates estão sempre, e inevitavelmente, sujeitas ao universo individual de interpretação. Assim, aquele que agradou determinado grupo pode não ter gerado a mesma sensação positiva em outra parcela. Não existe unanimidade quando se avalia desempenho de candidatos em debates. Isso é bom.