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Diário íntimo… O presente de grego dos comemores de lagostas e bebedores de vinhos premiados aos velhos aposentados

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Lá vou eu em mais um “Diário íntimo de um velho repórter”…

Semana de comemoração dos idosos. E eis que aquela turminha de comemores de lagostas e bebedores de vinhos premiados concede um presente de grego aos velhos e velhas aposentados do Brasil. Na semana passada, em meio ao tiroteio bagunçado sobre o episódio Janot-Gilmar Mendes, eis que suas excelências confirmaram que os aposentados e aposentadas que seguirem trabalhando – seja porque precisam complementar a renda, seja por se sentirem em condições de atividade – devem pagar INSS. A decisão veio no bojo de uma explicação exdrúxula: trata-se de um engajamento em nome da solidariedade com o sistema.

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Faria algum sentido se essa continuidade após a aposentadoria gerasse algum benefício para o contribuinte. O problema é que não gera nada. Então, não é uma contribuição, mas um imposto. Nesse caso, o imposto da solidariedade.

Como são as coisas… Os togados ganham quase 40 mil pratas por mês, se aposentam com salário integral – e portanto não precisam trabalhar para compor renda -, enquanto na ativa gostam de lagostas e vinhos importados e… falam em solidariedade dos aposentados das merrecas.

Para os bacanas togados, que usam carros pagos pela população, com gasolina idem e motoristas também, até lagostas e vinhos tem seus custos espetados nos impostos de todos. Impostos como esse aí, o da solidariedade, conforme decisão das excelências excelentíssimas. Aliás, aposentados que também pagam imposto de renda quando recebem alguma coisa além do piso jamais reajustado devidamente do Imposto de Renda. Os mesmos aposentados que, quando não tem condições de comprar diretamente, buscam remédios que muitas vezes não existem nas farmácias dos postos de saúde.