policiais aposentados

Governo Caiado: a enrascada fenomenal do pagamento dos salários precisa ser resolvida rapidamente

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Vá lá: a herança não foi boa. Se tivesse sido não haveria problema algum a ser resolvido. Aliás, se a situação anterior fosse boa, o governo teria se mantido nas urnas. Não há como escapar dessa obviedade. Porém, Ronaldo Caiado ganhou a eleição exatamente por se comprometer com soluções rápidas. Ele não fez tantos compromissos assim na campanha. Apenas esse foi o suficiente, somada à sua credibilidade construída ao longo de duas décadas, para lhe garantir nada menos que 60% dos votos de eleitores que se pronunciaram por um dos candidatos. Ou seja, com uma “promessa” e uma história, Caiado ganhou com um pé nas costas, como se costuma dizer.

Por isso há um acúmulo de cobranças neste início de mandato. A solução rápida não existe. Nunca existiu, e certamente não será encontrada tão cedo. Se é que algum dia será encontrada. Provavelmente, não. Acreditar que se encontrará uma solução para todos os problemas administrativos no final da curva é como crer cegamente que pode-se encontrar um pote de ouro aos pés de um arco-íris.

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Mesmo considerando tudo isso, e pesando devidamente cada questão pertinente, o governo de Ronaldo Caiado tem uma urgência – e perdoe a ênfase – urgentíssima: resolver a questão dos salários atrasados do funcionalismo. É uma equação que exige resolução inadiável. Até porque o grande mal que afeta qualquer administração é a cristalização de uma imagem negativa. E isso pode começar a ocorrer, se é que já não está em andamento.

É óbvio que a solução definitiva dessa pauta bomba só virá com a retomada do crescimento geral da economia do país, e por consequência da arrecadação estadual. É difícil imaginar o que poderá ser feito no afogadilho, mas isso pouco importa. Algum caminho no meio dessa selva inóspita precisa ser encontrado. A herança, repita-se, não foi boa, mas ela não serve como desculpa porque não se deve bater naquilo que foi seu (dele, Caiado) maior cabo eleitoral.

É, sim, um limão azedo, mas estadistas fazem disso uma refrescante limonada. Que não se exija tanto assim do governo, mas que pelo menos o limão não evolua para o fel absolutamente intragável. Antes que se cristalize o negativo, que sempre é terrivelmente difícil quebrar depois.