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Ensino domiciliar (Homeschooling): tititi ideológico esvazia discussão

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No pacote de intenções de 100 dias do governo de Jair Bolsonaro está a autorização para o ensino domiciliar (Homeschooling) no Brasil. Esse modelo educacional não é novo, e existe em inúmeros países, como Estados Unidos, Áustria, Bélgica, Canadá, Austrália, França, Noruega, Portugal, Itália e Nova Zelândia.

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Por ele, os pais podem contratar professores particulares, ou eles próprios se for o caso, para ensinar seus filhos sem necessidade da frequência em uma escola formal, seja ela estatal ou particular. Hoje, pela lei brasileira, a prática é proibida. Os pais são obrigados a matricular os filhos a partir dos 4 anos de idade, a chamada pré-escola – o que se transforma em letra morta pela incapacidade gerencial do próprio Estado, que não oferece vagas suficientes na rede pública para crianças nessa idade.

É claro que o ensino domiciliar nos países em que é permitido, tem alguns mecanismos de controle e eficiência. Os alunos são obrigados, de tempos em tempos, a passar por testes de avaliação de conhecimento. A regra varia de país para país.

Também não há unanimidade em torno do ensino domiciliar. Na Alemanha e na Suécia, por exemplo, é crime  não matricular os filhos em idade escolar. No mundo todo, especialistas apontam vantagens e desvantagens nesse sistema.

A discussão no Brasil deveria passar por esse critério, mas como sempre ocorre nas últimas décadas, virou briga de boteco nas redes sociais e até em parte da imprensa. O que se percebe nitidamente é que o que menos conta é a tematização  objetiva do ensino domiciliar. O tititi é meramente uma questão ideológica. É uma pena.