Fernando Henrique Cardoso se despe da institucionalidade de ex e abre oposição a governo que ainda não tomou posse

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso continua sua sina dentro daquilo que se entende como síndrome de Estocolmo, em que a vítima se apaixona pelo agressor – no caso dele, após deixar a Presidência da República, teve seu governo severamente criticado nas administrações de Lula e Dilma, e se apaixonou. Com Lula silenciado pela condenação por corrupção, FHC tem se comportado como oposicionista ao governo futuro de Jair Bolsonaro. Ele, assim, se despe da institucionalidade reservada a um ex-presidente da República, e se transforma em mero coadjuvante da oposição.

FHC e Lula: tudo a ver

FHC e Lula: tudo a ver

O comportamento de FHC, que nunca fez oposição aos governos do PT mesmo diante do mensalão e do petrolão, agora se posiciona como “menino de recado” da orientação petista. É uma pena ver aquele que tinha a fleugma como referência política se transformado em mero coadjuvante de uma corrente derrotada pela maioria dos eleitores que escolheram um rumo através do voto direito para presidente da República. Enfim, Fernando Henrique Cardoso deveria mesmo corrigir a frase creditada a ele – de que “esqueçam o que escrevi” – para adaptá-la, por outro motivo, à frase do ex-presidente João Figueiredo, o último general presidente do regime militar de 1964: me esqueçam.

A propósito, FHC, o presidente que tungou aposentados celetistas com uma reforma canalha na Previdência social em 1998 – com a instituição do famigerado fator previdenciário -, em recente entrevista a um canal de TV de Portugal, fez eco aos oposicionistas radicais que surram constantemente o governo que ainda não tomou posse.