Flávio Bolsonaro e a quebra do sigilo bancário: fim do mundo?

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Quando a Lava Jato começou a receber a delação premiada do então poderoso capo do grupo Odebrecht, Marcelo, a revista Veja estampou na capa: “A delação do fim do mundo”. A Veja imaginou, corretamente, que a maior empreiteira do país revelaria os detalhes da maior operação criminosa da história do Brasil no chamado Petrolão. A delação do chefão do empreiteiro realmente extrapolou as roubalheiras e invadiu outras searas, como a bandalheira que envolveu obras e esquemas pelo país, com braços da Lava Jato surgindo em vários Estados.

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O Ministério Público do Rio de Janeiro pode estar diante da quebra de sigilo bancário que pode ou não marcar época. É a do hoje senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair. E não apenas o dele, mas de todos os ex-servidores do gabinete dele enquanto deputado estadual do Rio de Janeiro, dentre os quais se destaca Queiroz, que segundo o próprio presidente da República, “fazia uns rolos (aqui aplicado no sentido de negócios informais). Queiroz movimentou dinheiro bem acima do que lhe garantiria seus rendimentos na Assembleia Legislativa fluminense e como policial militar da reserva.

Flávio reagiu muito mal à quebra de seu sigilo bancário e também fiscal. Isso não quer dizer que ele tem algo a esconder. Aliás, é exatamente isso que a investigação deverá mostrar. Já Queiroz, sim, tem muito o que explicar. Ele começou dizendo que comprava carros em péssima situação, fazia as reformas necessárias e os vendida depois com boa margem de lucro. Os promotores já sabem que essa história é uma deslavada mentira. O que se apurou depois é que Queiroz recebia parte dos salários dos servidores do gabinete de Flávio Bolsonaro. O que vai se descobrir agora é o que ele fazia com essa grana.