Flávio Bolsonaro: qual a origem do dinheiro? Há compatibilidade com o imposto de renda?

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Observando-se a movimentação bancária do ainda deputado estadual do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro, conforme relatório do Coaf, e diante de seu silêncio total, abre-se um incrível leque de possibilidades visando resposta lógica para uma só pergunta: de onde veio tanto dinheiro? A segunda, e não menos importante: esses depósitos tem respaldo na declaração do imposto de renda de Flávio Bolsonaro ou não?

Vá lá, admita-se: diante de outras denúncias de dinheiro “não contabilizado”, a grana extra na conta corrente de Flávio Bolsonaro é como trocado no bolso de mensaleiros e petrolões. Até a Georgina do INSS roubou mais do que apareceu até agora com as digitais de Bolsonaro, o Flávio. Portanto, aqui não se trata de mensuração da quantidade, mas o fato em si: dinheiro suspeitíssimo habitou as contas do deputado Flávio.

Conforme reportagem da TV Globo com vazamento de parte do relatório do Coaf, cerca de 48 depósitos, invariavelmente no valor de 2 mil reais, “surgiram” na conta bancária de Flávio num período de 1 mês, estrategicamente recortados ao meio – o que sugere que são referentes há um montante apurado em 2 e não em 1 mês. Isso não alterá a substância, mas a diluí, sem dúvida.

Uma pergunta fica sem resposta imediata na investigativa inicial possível: quem fez esses depósitos na conta dele? Antes até do fato em si, o corte sobre as movimentações financeiras de Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro, também o Ministério Público do Rio de Janeiro precisa revelar por que incluiu o gabinete do deputado filho do presidente nas investigações sobre a turma de parlamentares barra-pesada da Alerj na esteira do caso da “furna da onça” – ambiente onde se discutia abertamente a divisão do dinheiro roubado da população fluminense.

Flávio Bolsonaro

A pergunta ao MP do Rio é óbvia: como e em qual ocasião surgiu o nome de Flávio Bolsonaro entre o barões criminosos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro? Ora, mas isso, a motivação, não é irrelevante diante dos depósitos bancários? Sim, parece irrelevante, mas assim como se deve “seguir” o dinheiro, o MP deve explicar por que em determinado momento começou a desconfiar do esquema Flávio/Fabrício. O que pesou aí foi o sobrenome?

De volta aos tais depósitos, certamente há explicações possíveis – agiotagem, pedágio salarial de funcionários do gabinete – que nada mais é do que uma autêntica extorsão -, recebimento de rendimentos de investimentos “de gaveta” – como aluguéis de imóveis não transferidos. Nada disso é menos grave diante de um político que vai habitar o Senado pelos próximos 8 anos. São atitudes criminosas, sem dúvida alguma. E esse é o ponto: há inúmeras razões que podem justificar como e de onde veio o dinheiro, mas nenhuma delas mantém intacto o conceito da honestidade.

Flávio deve, sim, falar o que andou fazendo antes que seja tarde demais.