Mais Médicos: negócio acertado entre Dilma e Raul Castro

Folha de S. Paulo: “Mais Médicos” foi negócio feito pelo governo Dilma para atender pauta de exportação cubana

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Oficialmente, o programa Mais Médicos foi criado emergencialmente após as manifestações que encheram as ruas de todo o país em 2013. Essa é a parte, digamos assim, “lindinha” da iniciativa do governo da ex-presidente Dilma Roussef para interiorizar o atendimento médico aos brasileiros residentes em pequenas comunidades de todo o país. A realidade, porém, é muito diferente, conforme revela reportagem da Folha De S. Paulo, com base em correspondência oficial entre Brasil e Cuba, mantida em segredo durante 5 anos.

Mais Médicos: negócio acertado entre Dilma e Raul Castro

Mais Médicos: negócio acertado entre Dilma e Raul Castro

Um ano antes das manifestações de 2013, o governo comandado por Raul Castro, irmão e herdeiro do onipresente Fidel, aportou em Brasília para “vender” prestação de serviços médicos – hoje sua principal pauta de exportações. A partir desse momento, iniciou-se uma articulada operação secreta para o Brasil receber médicos cubanos. Uma das principais exigências do governo de Raul Castro foi que o Brasil deveria proibir taxativamente que os cubanos se desligassem do programa e pudessem assim morar definitivamente no país. O governo Dilma Roussef, como se sabe, topou essa e todas as demais exigências de Cuba. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, cerca de 400 médicos cubanos abandonaram Cuba e pediram asilo, afirma a reportagem da Folha de S. Paulo.

Para driblar – termo utilizado na reportagem da Folha – qualquer forma de debate no Congresso Nacional, foi acertada uma triangulação via Opas – Organização Pan Americana de Saúde. O Brasil pagava a Opas, que repassava o dinheiro ao governo cubano.

Foram esses dois ítens – possibilidade de concessão de asilo aos médicos e pagamento direto aos profissionais -, principalmente, que levaram o governo cubano a romper unilateralmente, e de maneira instantânea, o acordo que rendeu a Cuba mais de 7 bilhões de reais em 5 anos, após o presidente eleito Jair Bolsonaro anunciar que modificaria o acordo.

A reportagem da Folha de S. Paulo, na íntegra, está no link abaixo:

(https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/11/telegramas-detalham-drible-no-congresso-para-brasil-e-cuba-criarem-o-mais-medicos.shtml)