Gilmar e Silval

Gilmar Mendes conversou com pelo menos dois acusados de corrupção, mas condena diálogos entre juiz e procurador. Pode isso, Arnaldo?

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No programa da Globo News, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, disse que os supostos diálogos entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, na operação Lava Jato, podem provocar a anulação de condenações, especialmente a do ex-presidente Lula.

Gilmar e Silval

O curioso é que Gilmar já foi flagrado, duas vezes, conversando com acusados de corrupção: Aécio Neves e Silval Barboza. Aécio ligou para Gilmar e pediu a interferência dele em uma votação no PSDB. Gilmar disse que iria interferir, e que já havia conversado com outros dois membros do partido a favor de Aécio. Com o então governador do Mato Grosso, Estado natal de Gilmar, Silval Barboza, a iniciativa da ligação partiu do próprio Gilmar. Silval sofreu mandado de busca e apreensão em sua casa por iniciativa do ministro Dias Toffoli no TSE. Gilmar disse a Silval que iria falar pessoalmente com Toffoli.

Além dessas conversas com Aécio e Silval, há outros fatos de proximidade de Gilmar com acusados de bandalheira, como as inúmeras visitas que fez ao então presidente Michel Temer após o vazamento das conversas nada republicanas com Joesley Batista, da JBS.

Diante desses fatos, torna-se complicado entender a lógica de conduta do ministro Gilmar Mendes. Conversa entre ministro e acusados de corrupção pode, mas entre juiz e procurador de Justiça, não?