O que fazer?

Governo federal: um lado tenta trabalhar, mas o outro só tem disposição para brigar. De qual “governo” você precisa?

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Antes de qualquer avaliação que se queira fazer é necessário abrir a ressalva: todo início de governo, especialmente aqueles que são oriundos de uma eleição que quebrou hegemonia de poder dominante, demoram para pegar embalo. Geralmente, há uma acomodação de forças internas que nem sempre ocorrem de maneira harmônica.

Feita a ressalva, ainda assim já é possível avaliar o que está acontecendo no Brasil neste momento – e de resto em mais alguns Estados do país. Do janeiro cheio de otimismo chega-se a maio totalmente desanimador. As previsões de crescimento econômico na virada do ano batiam na animadora casa dos 3%. Hoje, conforme o último boletim Focus, produzido pelo Banco Central, já se arrasta na faixa de 1 ponto e meio, ou menos do que isso. E foram “pibinhos” como esse que arrastaram o país para o caos econômico geral – com a exceção do sistema financeiro, leia-se bancos, que nadam em lucros escandalosos.

O que fazer?

O que fazer?

O governo é bipolar. Um lado tenta colocar as coisas em funcionamento, e está se esforçando ao máximo para isso. Vide Paulo Guedes e sua equipe e Sérgio Moro em sua cruzada. O outro lado passa o tempo todo procurando brigas estúpidas, provocando barulho interno que só prejudica. A inspiração dos brigões vem de um “despiroqueta” que nem ao menos mora no Brasil.

A insensatez dessa turma é, além de tudo, completamente cega. Os caras se imaginam cavaleiros do apocalipse da esquerdização do governo e não conseguem ver que essa “missão” só vai dar certo se o governo funcionar bem. Se der errado, como está dando, a esquerda brasileira fatalmente estará de volta aos palácios muito mais cedo do que eles imaginam.

A verdade é que não interessa aos brasileiros de uma forma geral essas briguinhas de inspiração alienígena e estrangeira. E para chegar a essa conclusão não é necessário pensar. Basta responder de bate-pronto: de qual “governo” você, cidadão/cidadã, precisa, do que tenta construir um caminho de progresso e crescimento que absorva mais de 13 milhões de desempregados e outro tanto de desalentados ou um “governo” que passa o tempo todo brigando contra moinhos de vento? Parafraseando o marqueteiro americano James Carville, o que realmente interessa “é a economia, estúpidos”.