A secretária da Fazenda Cristiane Schimdt carrega injustamente o símbolo do "estrangeirismo"

Governo de Goiás: Uma equipe à procura de rumo

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Após a elástica vitória já no 1º turno, no início de outubro do ano passado, o governador Ronaldo Caiado iniciou uma fase de pesquisas nacionais para compor sua equipe principal. Talvez tenha se concentrado excessivamente no perfil nacional e não no aspecto político-administrativo regional.

A secretária da Fazenda Cristiane Schimdt carrega injustamente o símbolo do "estrangeirismo"

A secretária da Fazenda Cristiane Schimdt carrega injustamente o símbolo do “estrangeirismo”

Se por um lado os “estrangeiros” desembarcam no governo de Goiás livres de influências locais, por outro, e de certa forma bastante contundente, os aliados de campanha se sentem desprestigiados. Afinal, nenhum “estrangeiro” pediu votos, nem nas redes sociais, para ajudar na construção da vitória de Ronaldo Caiado no ano passado. Quem fez isso foram os políticos e militantes daqui mesmo, alguns dos quais após capitanearem rompimento com a antiga base governista após 20 anos de convivência.

Jamais foi problema sério buscar soluções “estrangeiras” para compor secretariado. Agora mesmo, por exemplo, João Dória fez exatamente isso no governo de São Paulo, e nomeou o goiano Alexandre Baldy para compor sua equipe principal. A coisa só se complica quando boa parte do secretariado, inclusive 3 das principais e mais sensíveis secretarias – Economia, Segurança Pública e Educação -, são entregues para o comando desses “estrangeiros”. Quando há um ou outro nessa condição, eles se integram aos demais, estabelecem novos laços de amizade e convivência e ganham rapidamente grande carga de informação tanto histórica como contemporânea sobre o Estado e a classe política. Quando os “estrangeiros” são muitos, a integração é bem mais complicada, e tendem a prolongar a natural fase de acomodação em governos iniciantes.

O resultado prático de tudo isso é o desentrosamento atual. Este começo de governo tem sido marcado pela impressão de que se está assistindo um bom time perdido quanto ao rumo a ser seguido. Não é algo que possa comprometer o mandato, mas é, sim, preocupante em relação à cristalização da imagem. Inegavelmente, há uma crise. Necessariamente é urgente quebrar a possibilidade de cristalização desse momento negativo.