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Hackers: Vaza-Jato se transforma em Lava Jato parte 2

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A descoberta e prisão dos hackers que invadiram smartphones de juízes e procuradores pode ter dado origem à uma segunda etapa da operação Lava Jato. Algumas coisas já se sabe: a invasão partiu de um estelionatário, e uma boa porção de dinheiro foi identificada com um dos suspeitos. E só. Não existem outras informações relevantes já comprovadas.

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Em relação à vaza-jato, assim apelidada a ação do site The Intercept Brasil, dirigida pelo jornalista Glenn Greenwald, que publicou parte das conversas particulares do juiz Sérgio Moro com o procurador Deltan Dallagnol e de Deltan com outros procuradores da operação Lava Jato, faltam maiores esclarecimentos. O fato em si do site ter divulgado as conversas não ultrapassa os limites da liberdade de imprensa. Porém, e aqui cabem investigações bem mais profundas, há outros pontos que precisam ser esclarecidos. Como, e especialmente quando, Glenn teve acesso ao produto criminoso dos hackers. Se foi antes do crime ter ocorrido, haverá certamente implicações legais. Se foi depois, mesmo que tenha havido pagamento pelas informações, o jornalista americano não cometeu nenhum crime, embora eticamente possa ser questionado, e não necessariamente condenado.

Conforme se revelou até aqui, as tais conversas surrupiadas estão estocadas na “nuvem”. Agora, se encontram nas mãos da polícia federal. Também nesse aspecto é importante esse fato. Vai poder ser comparado tudo o que foi publicado com aquilo que foi falado entre as autoridades. Isso é importante porque, pelo menos uma vez, o jornalista disse que errou ao editar parte das conversas publicadas. Ou seja, ele editou o que seria uma reprodução.

Por fim, resta seguir os cerca de 650 mil reais encontrados com um dos suspeitos. É necessário explicar de qual bolso surgiram esses reais. Se a origem é lícita ou não, somente a quebra do sigilo bancário dos presos poderá indicar. É a Lava Jato parte 2.