Edilson Mougenot

Lava Jato tem sido vítima de “calúnia pública”, diz procurador e doutor em processo penal de São Paulo

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“Interação entre juízes e procuradores é comum em ações contra organizações criminosas”. É o que afirma o procurador paulista Edilson Mougenot, doutor em processo penal pela Universidad Complutence de Madrid e procurador da República pelo Estado de São Paulo, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Edilson Mougenot

Mougenot é peremptório ao analisar, no âmbito geral, as acusações contra Sérgio Moro e Deltan Dallagnol a partir das conversas hackeadas: “Não se trabalha com as organizações criminosas com o mesmo engessamento com o que você faz no chamado sistema acusatório dos procedimentos comuns. A gente observa ali que há momentos em que há interação entre Ministério Público, juiz e delegado —e pode e deve haver, para proveito público, onde o advogado que trata de direito privado não participa”.

Mougenot garante ainda que não é incomum o juiz aconselhar advogados: “Se o magistrado aconselhar algo ao advogado, está mal? Eu não vejo, já vi mil situações em que o magistrado pondera: “doutor, o senhor tem certeza de que isto está correto? O senhor não pensou em tal recurso?” A má-fé do magistrado se evidencia quando ele de fato atende a um interesse privado de uma das partes, menoscabando a verdade processual, e fundamenta de um jeito e decide de um outro”.

Leia a íntegra da entrevista (assinantes UOL e Folha)