Bolsonaro: maioria aprova indicados para o Ministério

Ministério: Bolsonaro escala craques em quase todas as áreas

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Com exceção dos militantes oposicionistas, a opinião pública majoritária recebeu muito bem os principais nomes indicados para composição do Ministério do futuro governo de Jair bolsonaro. O juiz Sérgio Moro é a cereja do bolo junto ao grande público, enquanto o economista Paulo Guedes é a grande convergência em relação aos principais protagonistas da economia nacional. De todos os indicados até agora, há pelo menos 3 polêmicas: Onyx Lorenzoni, que de amigo e aliado de 1ª hora passa a Chefe da Casa Civil, embora tenha recebido dinheiro de caixa 2 para bancar campanha eleitoral em 2014, Tereza Cristina, indicada pela Frente da Agricultura e Pecuária – a chamada bancada do boi – na Câmara dos Deputados, vai para o Ministério da área, mas responde a inquérito de sombrios episódios nada republicanos – conforme as suspeitas do Ministério Público – com a JBS, e Luiz Henrique Mandetta, indicado pela Frente Parlamentar da Saúde, vai comandar o mais robusto orçamento dentre todos os Ministérios, da Saúde, apesar de ter sobre sua conduta no passado alguns problemas, como sassaricar pelos céus em vôos regionais pagos por empresa e sem declaração formal, além de suspeitas de favorecimento em licitação. Nenhum deles é réu, conforme destacou o próprio Bolsonaro. Ainda assim, não deixa de ser um tremendo constrangimento.

Bolsonaro: maioria aprova indicados para o Ministério

Bolsonaro: maioria aprova indicados para o Ministério

Quanto aos demais nomes, como o do futuro ministro da Educação, o colombiano naturalizado brasileiro Ricardo Rodríguez, há reações de setores francamente críticos ao próprio Bolsonaro. Além disso, pesaria contra ele o fato de ter sido sugerido ao próximo presidente pelo polêmico filósofo Olavo de Carvalho, autor de frases e artigos corrosivos contra a esquerda brasileira.

Há um fato a ser destacado positivamente na escalação do futuro Ministério: nenhum nome passou pelo esquema político que esmagou a dignidade da política brasileira nas últimas décadas. As escolhas foram pessoais, sob o respaldo de quase 60 milhões de votos.