Não se deve esquecer as lições da operação Mãos Limpas, na Itália, que inspirou a operação Lava Jato

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O juiz que implantou a operação Mãos Limpas, na Itália, no final da década de 1990 até início dos anos 2000, Gherardo Colombo, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, disse, ao visitar o Brasil em março de 2016, que o fim daquela operação aconteceu quando a população deixou de apoiar os trabalhos que estavam sendo feitos pelas promotores e juízes. A operação Mãos Limpas, portanto, na visão daquele que à inspirou, acabou antes de terminar o trabalho de “limpeza” total.

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Para o juiz Gherardo Colombo, que ingressou na suprema corte italiana em 2005, na entrevista ao Estadão, assinada pelo jornalista Marcelo Godoy, “a herança desse caso (operação Mãos Limpas) está no fato que pudemos constatar que, por meio de uma investigação judiciária, não se pode enfrentar a corrupção, quando ela é tão difusa como na Itália. Eu creio que hoje a corrupção não seja menos espalhada do que então. Investigamos por seis, sete anos. Fizemos processos até 2005 e, porém, a corrupção não diminuiu”.

Essa é a grande lição que a operação Mãos Limpas legou para a operação Lava Jato.