Novas observâncias e implicâncias de um velho repórter

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A internet revolucionou a vida humana no planeta. Não há como escapar desse novo mundo, dessa nova Terra.

Mas ela, a internet, também nos mostrou carentes. Somos carentes de carinhos, afetos, relações humanas. Ao longo das últimas décadas, seja pela pressa mundial, seja por qual motivo for – e eles são muitos – tornamos nossos mundos cada vez menores. Nossas órbitas emocionais se reduziram. Quando muito, nos relacionamos realmente com meia dúzia de pessoas.

As redes sociais de certa forma substituíram, mas não supriram, essa redução social de cada indivíduo. Nos tornamos assim, embora ilusoriamente, cidadãos de enormes comunidades virtuais. E para nos mostrarmos perante todos, na frenética atividade de sobrevivência em grupo, criamos convicções sobre tudo e todos os modos.

Foto: site 50emais.com

Foto: site 50emais.com

Mas onde foi parar o manancial da argumentação? As redes sociais se bastam em convicções, mas as pessoas, no mundo real, precisam mais de argumentação. Em qualquer atividade humana. São os argumentos que nos diferenciam enquanto animais terrestres.

Mas sabe duma coisa? Talvez eu esteja com convicção em demasia sobre tudo isso que falei até aqui. Ou seja saudosista demais da conta. Não me incomoda nem um pouco ficar com essa dúvida. Convivo razoavelmente, ou pelo menos tento conviver, com minhas dúvidas. Tento argumentá-las comigo mesmo, e nem sempre consigo.

Desesperanças? Muitas. Uma porção mesmo. Mas depois de mais de meio século de perambulâncias pela vida, a única boa esperança, já dobrada ao cabo, é seguir vivendo. Absolutamente convicto de que viver a própria vida é o único argumento que realmente importa. Quanto aos demais das imensas comunidades virtuais, que vivam como acharem melhor, ou como julgarem ser o ideal. Não tenho argumentos fortes e embasados suficientemente para mudar a mim mesmo. Então, seria demasiadamente pretensioso tentar mudar alguém. Já disse uma vez que não sou exemplo de coisa alguma para pessoa nenhuma. Ninguém é. Isso basta.