O que muda com a volta de Iris ao processo eleitoral

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Iris Rezende chegou a falar que não seria mais candidato ao governo de Goiás se o PT lançasse candidato próprio, no caso o prefeito de Antônio Gomide, de Anápolis. Antes, disse que não iria disputar convenção contra Jr Friboi. Pois Gomide (ou pelo menos é isso o que dizem os assessores e o irmão dele, deputado federal Rubens Otoni) continua a preparação para deixar a Prefeitura no final da tarde de hoje, e Friboi (via assessores ou meros torcedores) garante que tem fôlego para brigar pela candidatura ao governo até na convenção, se for o caso. E, então, Iris anuncia que está no jogo. Esqueça-se tudo o que foi dito antes. Vale a última versão, anunciada agora a pouco no escritório de Iris, na avenida T-9, em Goiânia.

E agora? Por partes.

A primeira delas é saber se o simples anúncio de Iris vai fazer com que Gomide repense sua renúncia. Ou se ele manterá o que está programado para ver o que poderá acontecer depois. De qualquer forma, o anúncio de Iris ampliou o foco e as tensões políticas sobre Anápolis.

E no PMDB? Nada definido. Votos na convenção são fechados, e isso é um dilema para os 2 lados. Iris vai trabalhar com todo o seu poder de sedução. Ele não é páreo se o jogo for decidido na base da mala preta. Friboi só tem exatamente esse trunfo. E tem uma montanha desses trunfos. Mas como o voto é secreto, nunca se pode descartar traições, tanto de um lado quanto do outro.

Brasília não parece disposta a definir a parada. Iris esteve lá e conversou com o presidente Valdir Raupp. Voltou sem nada na mão além de uma pesquisa Ibope encomendada pelo comando do PMDB. Que, é claro, lhe é favorável.

Em resumo, o anúncio de Iris zerou mais uma vez o processo. No final da tarde de hoje, Gomide vai dizer o que pretende fazer com a bola que rolou para os seus pés.

E depois de hoje? Bem, depois de hoje ainda haverá várias sextas-feiras pela frente. E segundas, terças, quartas…