Marconi e Iris

Opositores dependem de fato novo, Marconi só tem que evitar nocaute

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Seja pela importância direta da emissora, seja pela abrangência do grupo de comunicação ao qual ela pertence, o maior do Centro-Oeste e um dos maiores do Brasil, é inegável que o último grande momento da campanha eleitoral deste ano vai acontecer logo mais à noite, na TV Anhanguera. Trata-se do debate entre os candidatos ao governo de Goiás.

Foto: site O Popular

Foto: site O Popular

As expectativas de cada grupo são distintas. Para os opositores, a dependência de algum fato novo realmente impactante é notável. As pesquisas, todas elas, indicam que o governador Marconi Perillo tem condições de vencer as eleições já no 1º turno. O debate da TV Anhanguera é a última tentativa, a última bala de prata dos opositores para levar a decisão para o 2º turno. Já Marconi só não pode ser nocauteado. Fora isso, o que vier é lucro.

Ritmo – Não se deve esperar um debate serelepe o tempo todo. Há gente demais da conta. Eram quatro, mas graças a uma pesquisa Ibope que destoou de todas as demais publicadas até aqui, um quinto candidato foi incluído. Professor Wesley, do Psol, apareceu com 1% a mais que Antonio Gomide, do PT, no último levantamento do instituto. Como uma das diretoras do próprio Ibope admitiu ao jornal O Popular, do mesmo grupo da TV Anhanguera, que pode ter ocorrido um erro de amostragem, o jeito foi acrescentar mais uma bancada no debate.

Marconi e Iris

Com cinco participantes, nenhum debate se sustenta pela agilidade, obviamente. Nesse caso, vai depender muito do conteúdo. E é exatamente aí que está a chave de tudo: qual será a estratégia de cada candidato? É claro que os opositores devem malhar o governador, e é claro também que ele terá que se defender e não fazer cara de paisagem – a não ser nos ataques bobinhos e sem maiores consequências. As encrencas estão em se defender sem criar fato novo e atacar sem vitimizar. Não são tarefas fáceis.

Vanderlan

Decisivo – A última vez que uma eleição teve os debates como um dos principais fatores de definição foi em 1994. Depois disso, nunca mais o confronto entre os candidatos foi tão preponderante. Em 1998, por exemplo, Iris Rezende não participou de nenhum debate no 1º turno. E no 2º turno, a vaca dele já estava no brejo. Em 2002, nem 2º turno houve. No 1º turno, num momento exatamente igual ao atual, o debate da TV Anhanguera teve apenas os dois principais candidatos da oposição, Maguito Vilela e Marina Santana. E 2006, foram inúmeros debates, e quem ganhou a eleição foi exatamente o candidato com pior desempenho em todos eles, Alcides Rodrigues. Em 2010, os debates também não mexeram com o placar.

gomide

Isso não significa que o debate de logo mais será apenas uma espécie de ritual histórico das eleições, sem qualquer relevância nas urnas. Pode ser que sim, mas pode acontecer alguma coisa que detone algum fato novo. Isso é condição sine qua non para que o debate de hoje não seja como todos os demais das últimas eleições.

Para o público em geral, pipoca na panela. Para os diretamente e emocionalmente envolvidos com a campanha eleitoral, é cruzar os dedos e esperar pelo último grande momento da eleição no 1º turno.