Os vinhos ícones do Chile

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Vá lá: não da pra se iniciar no mundo dos vinhos escalando um time como esse.  São ótimos, mas o preço de cada um deles bate fácil qualquer carteira menos preparada. E ainda tem aquela velha história da safra. Algumas, são mais caras, e mesmo as mais em conta não constituem razão alguma para ficar animado e com bolso cheio.

Mas mesmo que você esteja pensando em começar a viver os vinhos ou se já trilhou os primeiros caminhos, vale a pena abrir esta coluna com os 5 grandes ícones da América do Sul.

Não estão numa ordem de valor ou de qualidade. É muito difícil dizer qual é o mais completo, gostoso. Vinhos bons algumas vezes ficam menos bons apenas pelo ambiente em que é bebido. Numa boa mesa a dois, com amigos e amigas ou mesmo sozinho/sozinha, o mesmo vinho, da mesma safra, pode ter sensações melhores ou piores.

Então, pra quem não conhece o topo da América do Sul, vamos lá. Pra quem já conhece, vale a pena relembrar esses chilenos que não passam vergonha em lugar nenhum do planeta.

013940_AmpliadaPara muitos críticos, o Almaviva é o ícone dos ícones dos vinhos chilenos. Vem do Valle del Maipo, terroir de grandes vinhos, e é resultado da associação da francesa Baron Philipe Rothschild e a chilena Concha Y Toro.  Na Dufry de São Paulo (Guarulhos-internacional) está cotado a 208 dólares. No Brasil, vai de 550 reais a cerca de 900, dependendo da safra e do fornecedor. É encontrado em Goiânia, nas boas lojas.

Clos ApaltaNa safra 2005,

o Clos Apalta, da Casa Lapostolle, foi considerado entre os melhores do mundo. Vem do Vale do Colchagua. A Mistral é a importadora oficial e o preço, embora referenciado em reais, é dolarizado – o que pode ocasionar variação diária. Custa cerca de 460 reais.

Don MelchorDon Melchor é um excelente Cabernet Sauvignon da Concha Y Toro. É também o mais popular entre os 5 grandes no mercado brasileiro. Vem do Vale do Alto Maipo. Foi o primeiro grande vinho sul americano a desfrutar de boa fama no mundo. É o menos caro dessa turma. Dependendo da safra, vai de 360 reais a pouco menos de 500 reais. Também é facilmente encontrado nas boas lojas de Goiânia.

Montes Alpha MAlguns acham que o Montes Alpha M é o melhor vinho produzido pela Viña Montes. Se não for o melhor, faz bonito diante de bons vinhos de qualquer lugar do mundo. Muito bonito. Também é do Vale de Conchagua. Em Goiânia, pode ser encontrado em algumas lojas, mas não é tão comum quanto o Don Melchor. E é um pouco mais caro. Na Mistral, importada oficial da Viña Montes, custa em torno de 460 reais.

vinedo-chadwickViñedo Chadwick é o mais misterioso dos grandes chilenos. Foi criado por Eduardo Chadwick, dono da Errazuriz, e vem do Vale do Maipo. Em 2004, numa degustação/disputa às cegas – em que os jurados bebiam os vinhos sem saber a marca – bateu todos os concorrentes, inclusive poderosos franceses 12 vezes mais caros. É o menos conhecido do mercado brasileiro. Em Goiânia, raramente está à venda. É o mais caro dessa lista. Vai de 650 a fantásticos (e irreais!) 1.200.

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Comidinha

 

arroz com camarões

Arroz integral e camarões ao molho de peixe com tomates

–       Arroz integral ou branco preparado à parte, normalmente. Após o cozimento, acrescentar a manteiga de leite sem sal e misturar. Tampar a panela e só abrir novamente ao servir.

Molho de peixe

–       Gosto da praticidade. Compro o molho básico congelado (produzido por empresa catarinense, R$ 10,00 em Goiânia). É só a base. Faltam os complementos. Vamos lá.

–       Derreter numa panela média. Baixar o fogo, e acrescentar molho de tomate (o pior é o Pomarola, mas serve também. Geralmente, prefiro os molhos italianos) e os temperos (sal, pimenta do reino, ervas de Provence, chili em pó, pimentón picante, alho picadinho e cebola – uso a ralada). Mexer bem sempre. Ferveu, hora de ver se tá no ponto. Gotinha na mão e… Acerte o que estiver faltando. Ou vá para a etapa final da coisa.

–       Acrescente leite de coco.

–       Acrescente os camarões limpos e sem nenhum tempero (eles vão ganhar o sabor do molho).

–       Mexa de vez em quando – de 2 em 2 minutos pra não deixar os camarões passarem do ponto (é coisa de 5 a 8 minutos, não mais que isso).

–       Apague o fogo e acrescente cheiro verde, salsinha e, não pode faltar, coentro. Tampe e prepare o prato.

–       Coloque o arroz com manteiga e salpique com parmesão ralado (pode usar mussarela ralada também, como preferir). Com um maçarico doméstico, sapeque o queijo levemente (no caso da mussarela, vai apenas derreter e não sapecar).

–       Ao servir, coloque os camarões com pouco molho num dos lados do prato e, depois, cubra com molho.

Para acompanhar, vinho, claro. Fui com um honestíssimo pinot noir californiano (numa promoção, encontrei por R$ 39. Preço normal, entre 60 e 78 reais).