O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, durante entrevista coletiva, após reunião com governadores e secretários estaduais de Segurança Pública para apresentar o Projeto de Lei Anticrime.

Pacotaço de Moro: população, promotores e juízes aprovam, “especialistas” criticam

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Parece estupidez, e é mesmo. O pacotaço contra a corrupção e crimes violentos nem bem foi divulgado – e desde a sua divulgação o ministro Sérgio Moro destacou que a proposta pode ser modificada a partir de debates – e já tem “especialista” reprovando tudo e mais um pouco. Um famoso advogado de endinheirados, por exemplo, achou um absurdo a prisão após condenação em segunda instância. Ele entende que “o pobre”, coitado, é quem vai ser preso. Uma idiotice total. Pobres não tem dinheiro nem para pagar um advogado na primeira instância, quanto mais nas instâncias superiores.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, durante entrevista coletiva, após reunião com governadores e secretários estaduais de Segurança Pública para apresentar o Projeto de Lei Anticrime.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, durante entrevista coletiva, após reunião com governadores e secretários estaduais de Segurança Pública para apresentar o Projeto de Lei Anticrime.

Na realidade, Sérgio Moro não está inventando a roda com seu pacotaço contra criminosos. As regras que ele pretende ver adotadas no Brasil são rotineiras a dezenas de anos em outras nações, com uma ou outra diferença. Basicamente, é tudo igual.

Mas os “especialistas”… Atente-se para o item que estabelece endurecimento na prisão de crimes violentos. Aí o sujeito lá de onde não se sabe surge com a pérola máxima da idiotia: “vai se encher as prisões e não vai resolver o problema”. E arremata: “fala-se em punição e não se preocupa com a ressocialização”. A questão então é de varinha de condão da fada madrinha da perfeição: ziriguidum e tchan: um toquezinho com a vara de bambu e o chefão do morro vira um exemplar trabalhador de carteira assinada. Seria ótimo se existisse varinhas de condão e fadinhas da bondade. Como não existem, resta a segregação desse tipo de gente para que a maioria procure viver em paz.

O resto é puro mimimi do país dos exageros.