Pateta só faz sucesso nas histórias em quadrinhos. Dentro dos governos, patetices fazem estragos

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Bolsonaro e sua trupe precisam compreender que governos são governos, e não candidatos em campanha eleitoral. Nas campanhas, quanto mais barulho – e polêmicas emotivas – melhor. No governo, quanto maior a determinação, iniciativa e empenho sem barulhos, melhor.

Esse é um dos problemas centrais do governo de Jair Bolsonaro. Não há muita diferença entre o Bolsonaro do ano passado, em campanha, com este agora, no Palácio. E o grupinho que se convencionou apelidar – sabe-se lá se pejorativamente ou não – como “ideológico”, funciona como banda de música desafinada.

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O último exemplo, e para ficar apenas em um, é essa confusão toda sobre o corte/contingenciamento na grana das universidades federais. Não há, nem do ponto de vista político e nem do ponto de vista administrativo, nenhum problema nisso fora o fato de que não existe dinheiro suficiente no caixa.

Ou seja, é um fato absolutamente corriqueiro, que atende questões pontuais dentro da administração. Foi adotado por todos presidentes diante da falta de dinheiro. A única diferença é que para os patetas do atual governo é preciso fazer e praticar patetices. Ao anunciar o corte/contingenciamento, o que disse o ministro da educação? Que era uma punição contra a balbúrdia nas federais de Brasília, fluminense e da Bahia. Só depois de acender o pavio é que ele explicou tratar-se de contingenciamento orçamentário e não uma punição disciplinar.

O resultado é esse que se está assistindo. O governo queimando energia na questão menor e não se concentrando naquilo que realmente interessa, como as reformas que podem ou não destravar a lenta recuperação econômica. Nesse ritmo, a primeira das reformas, a da previdência, começa a ser endereçada para as calendas.