lagosta

Perdão para corruptos assinado por presidente preso por corrupção é aprovado por maioria dos ministros do Supremo. Depois da votação, a pergunta: comemoraram com lagostas e vinhos caros?

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É um completo, total e desavergonhado ritual esse que se vê quase sempre no Supremo Tribunal Federal. O último ato foi a aprovação do indulto de natal, espécie de poder monárquico que ainda existe em plena república – ou, no nosso caso, seria mais apropriado dizer republiqueta? -, assinado pelo então presidente Michel Temer e que abre as portas para o perdão das penas inclusive de ladrões do dinheiro dos impostos, que nada mais é do que o sacrifício feito pela população para manter um Estado organizado. É um troço completamente sem lógica. Como pode uma Corte Suprema aprovar perdão para corruptos que foi assinado por um presidente que neste momento está preso por… corrupção?

Ministros sempre invocam a Constituição, mas onde está escrito que temos que pagar para eles lagostas e vinhos?

Ministros sempre invocam a Constituição, mas onde está escrito que temos que pagar para eles lagostas e vinhos?

E o pior em tudo isso é que os ministros do Supremo alegam que a Constituição garante todas essas bandalheiras. Mas que diabos é essa tal de Constituição assim interpretada que quase sempre beneficia e protege esses bandidos e sacrifica a população? Onde está escrito nessa tal de Constituição que a população deve pagar pelas lagostas e vinhos importados que esses ministros comem?

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Aliás, nesse episódio todo de perdão a corruptos, a dúvida é se os tais ministros que votaram a favor dessa excrescência que contraria o interesse dos pagadores de impostos é se eles foram depois comemorar com lagostas e vinhos finos e caríssimos…