O discurso contra o governo funcionou até aqui, mas sem plano de governo pode se exaurir

Pesquisa Grupom/DM: faca e queijo nas mãos de Caiado, mas ainda falta o garfo

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A mais recente pesquisa eleitoral, realizada pelo instituto Grupom sob encomenda do jornal Diário da Manhã, mostrou que o senador democrata Ronaldo Caiado está com o queijo e a faca sob seus domínios, mas ainda precisa de um garfo para se servir à vontade. Já seus dois principais adversários ao governo do Estado, o deputado federal emedebista Daniel Vilela e o governador José Eliton, do PSDB, tem uma escalada pela frente que não é coisa pequena. Está mais para um pico do Everest do que para a grande Serra Dourada, das terras de Goiás.

O discurso contra o governo funcionou até aqui, mas sem plano de governo pode se exaurir

O discurso contra o governo funcionou até aqui, mas sem plano de governo pode se exaurir

Analogias à parte, o saldo válido dos números divulgados pelo Grupom são altamente favoráveis a Caiado, mas estão muito longe de indicar que a eleição está definida precocemente. Parece dantesca tal afirmativa porque o democrata aparece com praticamente 61% das intenções de voto válidas quando precisará, para definir a eleição já no 1º turno, de 50% mais um único voto. Ou seja, Caiado tem mais de 10% sobrando nessa soma aí. É muita coisa.

Seus dois adversários, somados, chegaram a 30,9%, exatos 30 pontos menos, em intenção de votos válidos. Ou metade do que Caiado sozinho conseguiu amealhar entre os eleitores que revelaram estar dispostos da votar em um dos candidatos.

Em tese, portanto, a vida eleitoral de Ronaldo Caiado é extremamente confortável neste momento. Ressalte-se enfaticamente: neste momento. Há uma longa caminhada, e toda uma campanha – por mais encurtada que ela seja – pela frente. E é aí que as coisas podem ficar complicadas ou não.

Ronaldo Caiado precisa urgentemente tematizar a sua campanha para escapar da armadilha que ele próprio tem criado, de que vai “desnudar” o governo atual caso vença a eleição. Isso é pouco, quase nada. Porque o eleitor está muito mais preocupado com o que acontecerá com a sua própria vida, e não necessariamente com “acerto de contas” entre políticos. No fundo, para o cidadão comum, que é quem decide a eleição deste ou daquele governante, os políticos “são todos iguais”. Caiado terá que demonstrar mais do que tem mostrado, e precisará deixar claro para esse desconfiado cidadão que merece ser eleito por ser portador de um projeto de governo, e não apenas por ter um projeto de mudança no Poder.