Pesquisa Serpes para o Senado utiliza média aritmética, e derruba diferença de percentual entre candidatos

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O método adotado pelo instituto Serpes na pesquisa para senador, contratada e publicada pelo jornal O Popular, não é usado por outros institutos, como Ibope e Paraná Pesquisas. O Serpes separa as intenções de voto dos eleitores entrevistados em 1º voto e 2º voto, soma os dois resultados a divide por 2, encontrando assim uma média aritmética.

Esse método, da média, não altera resultados, mas gera a falsa impressão de que todos eles estão bem agrupados em termos numéricos. E não se pode aplicar nem mesmo a margem de erro do instituto, de 3,5% para mais ou para menos. Se isso for feito, a distorção é absolutamente clara. Como os percentuais são artificialmente diminuídos, a diferença entre os candidatos cai na mesma proporção.

Serpes logo

Para se entender essa conta confusa da pesquisa Serpes:

Se o candidato “A” somar 15% de intenções de voto como 1ª opção e 15% como 2ª opção, ele terá 30 pontos. Se o candidato “B” receber 10% mais 10%, ficará em 20 pontos. A diferença entre eles, portanto, será de 10%. Para o Serpes e sua média aritmética, a diferença será de 5 pontos – 15% do “A” e 10% do “B”. Aplicada a margem de erro de 3,5% para mais ou para menos, tecnicamente ficaria configurado um empate técnico que não existe.

Ibope e Paraná Pesquisas preferem oferecer, sem levar em conta se é 1º ou 2º voto, a possibilidade de o eleitor entrevistado indicar até dois candidatos (regra idêntica da apuração da Justiça Eleitoral) que receberiam votos caso as eleições fossem realizadas imediatamente. Faz muito mais sentido, obviamente.