Temer prisão carro

Prisão de Temer: retaliação da 1ª instância federal ou combate aos corruptos?

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Desde o final da manhã desta quinta-feira está instalada (oficialmente) no país mais uma polêmica. De um lado estão aqueles que enxergam a prisão do ex-presidente Michel Temer como mera continuidade da maior operação do mundo contra a corrupção – que no caso brasileiro tem dimensões extraordinariamente colossais. Do outro, um grupo que vê exageros por parte de juízes e procuradores de Justiça e certo viés político, de reação contra o andar de cobertura da Justiça, que abriga meia dúzia de ministros francamente favoráveis a um sistema menos dramático contra os poderosos flagrados com as mãos sujas no dinheiro da população. Há até mesmo alguns que perambulam pelos cantos a elucubrar sobre teses político-administrativas que afetam diretamente o governo de Jair Bolsonaro. Ora de forma positiva, ora prevendo a consistência do caos imediato.

Temer prisão carro

Que houve espetacularização nas prisões de Michel Temer e Moreira Franco, que aconteceram no meio da rua com direito a carro interceptado e policiais armados – no caso de Moreira tinha até um federal com roupa de combate e portando um fuzil – não há como negar. Não era necessário prender nem Temer e nem Moreira Franco daquela forma. Bastaria seguí-los e abordá-los quando chegassem aos seus destinos. Assim, poderia ser evitada até a cena de chanchada policial, com direito a viatura que se atrasa e agentes a bordo de um taxi. Só faltou a frase padrão desses casos: “siga aquele carro”. Desnecessário tudo isso, sem nenhuma dúvida.

Que já existia uma certa cobrança de parte da população em relação a Temer, que só escapou da investigação enquanto exercia a Presidência ao sacrificar seu capital político em proveito pessoal e mandar às favas o interesse do país, também não há porquê duvidar. Muitos imaginavam que bastaria Temer descer a rampa do Palácio para ser preso. Conseguiu escapar do destino por quase 3 meses.

Por fim, conclusões sobre as motivações reais ou imaginárias são atrozes com as verdades. Melhor então ficar com o óbvio: o fato em si. E que nada, nunca, seja como sempre foi.