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Salários de dezembro: o que é menos pior, aceitar parcelamento ou conviver com atrasos mensais?

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O governo inaugurado no primeiro dia deste ano recebeu uma herança explosiva: o atraso nos salários referentes ao mês de dezembro. O governador que assumiu o comando, Ronaldo Caiado, avisou que está determinado a pagar os salários dos servidores públicos estaduais até o último dia do mês trabalhado, como sempre ocorreu desde 1999 até 2015, quando o país mergulhou na mais séria recessão econômica da história – e arrastou, consequentemente, todos os Estados brasileiros.

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O problema é a tal herança. Não há dinheiro suficiente no caixa estadual para quitar a folha pendente e a atual, ou seja duas folhas em um único mês. O governo elaborou uma estratégia para quitar o passado sem deixar de cumprir o prometido em relação ao presente. Isso virou um tremendo impasse. Para os servidores e suas lideranças, a proposta apresentada, de parcelamento do atrasado, soou como espécie de calote. Talvez aqui tenha ocorrido uma falha na comunicação. Não se trata, evidentemente, de calote, mas de uma opção possível para resolver o impasse.

O que está diante dos funcionários públicos é uma tremenda encruzilhada. Se receber dezembro, os salários atuais são automaticamente jogados para as calendas do mês seguinte, mantendo assim o calendário atrasado registrado no mês de dezembro. Mais do que isso, significa também que todos os meses, até que seja possível antecipar o calendário dos salários, os servidores não vão ter um dia determinado para receber. Poderá ser entre o primeiro e o último dia.

A segunda opção é topar o parcelamento do atrasado, e ter a promessa de que a partir de agora haverá calendário previamente conhecido dos recebimentos dos meses futuros. Receber dentro do mês trabalhado sempre foi muito bem recebido pelos servidores.

São essas as opções. As lideranças dos funcionários insistem na quitação do atrasado, enquanto o governo se esforça para convencê-las a aceitar a sua estratégia. Trata-se, portanto, de escolher qual alternativa é a menos pior,